jueves, 6 de mayo de 2010

Nova Estação



E há tempos eu vinha dizendo pra Diadorim
Que ele era pra mim qualquer coisa como
O céu, a luz e a vida...
E Diadorim em despedida seguiu seu caminho,
Deixou-me uma cintilante lembrança de saudade
É uma nostalgia que não causa dor, nem torpor...
Me faz por instantes Álice no País das Maravilhas
Acreditei em tudo que havia de mágica por esse garoto...
Não sei explicar porque mesmo ele me fez tão bem...
Partiu, assim como uma pluma desaparece no horizonte
Sem ruído, sem rancor, sem mágoa....
Desfez-se da forma encantada como surgiu,
Um ave, belo passarinho, que em minhas bandas
Pousou como um beija-flor, bateu asas, vôou...
Deixou suas marcas para sempre no terreno de minha alma...
As notas da sua natureza se imprimem em beleza nas recordações,
Como o amor não tem razão, digo que o amo...
Onde estarás o anjo que fez de meus dias uma nova estação?!
Certamente, pousando em outros mundos levando amor onde havia solidão!

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