Sorriso Monalisa
Cada dia a certeza do poeta
Nasci há dez mil anos atrás
Os medos, os desejos tão novos,
E ao mesmo tempo tão iguais...
A espera, o desejo, a vontade
Olhar para o alto e as estrelas?
Pairam benfazejas no terreno
De minha solidão...
Não há calma quando se quer
Querer de anjo, medo dos homens
Peito em conflito entre o viver
O desequilíbrio martírio barroco!
As estrelas ainda me seduzem,
Teu olhar ainda me canta a esperança,
Mas o medo, o medo paralisa,
Deixa-me assim com o sorriso bobo
Da Monalisa!


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