viernes, 11 de noviembre de 2011

O jardineiro

O jardineiro trabalhava
Sob chuva, sob sol...
Trazia a cor amarelada na cara das nuvens em arrebol;

O jardineiro maltrapilho, barba por fazer
A beleza das rosas não chegou até você,
A dureza de tua vida,
Roupas, barba, mãos tudo indica
Os espinhos de teu amanhecer... .

O jardineiro cantava um lá- lá -ri – lá – rá- lá
As flores chegavam a embriagar aquele sujeito,
E a distância, o andarilho que o jardineiro não tinha visto pensava:
Como é cara e rara a moeda de quem decide agir direito
Nesse país...
É preciso vocação pra tanta resignação!

E se despedia do jardineiro, pois a caminhada é longa...
Com poucas flores e muitos espinhos...
Um dia a gente apreende o caminho emprestado
pelo jardineiro à beleza da vida...

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