O beija-flor e a cobra
Numa manhã de domingo, acordou o
beija-flor mais apaixonado que nunca. Declamando poesia de amor com a alegria
de um condor. Todos os bichos da floresta se emocionaram. O beija-flor fazia-se
bonito por seu jeito lindo de desfilar pela vida. De repente, surgiu uma cobra
muito mal – humorada e decidiu acabar com a graça do pássaro açucarado.
- Não vejo motivo para tanta alegria-
disse a cobra. Tuas cores, ora amarelas, ora vermelhas não trazem melodia. Trazem
tons de loucura, que amargam a visão de uma pessoa mais velha, matura, como eu!
- Cara cobra, a minha alegria te
incomoda apenas porque ecoam dos meus pulmões coisas vangloriosas, que não foram
aprendidas do fel dos animais. Eu canto o amor que flui em meu ser, junto ao
parecer azul do firmamento. Eu canto o amor que vive em mim nesse momento e,
por isso, alegro meus amigos da floresta.
A cobra irritada com o brilho do
beija-flor deu o bote e a música silenciou. Com a morte do passarinho, o dia
lindo fez-se gris, o verde em luto; O sol, sem alguém para cantá-lo com tanta
arte, desmaiou-se e fez-se chuva. Na floresta inunda a esperança e a saudade do
pássaro que se foi!
Moral: Quem sufoca a alegria do outro, enlouquecerá no abismo criado.


0 Comentarios:
Publicar un comentario
Suscribirse a Comentarios de la entrada [Atom]
<< Página Principal