Calma de minha alma

E se a saudade me procurar
Estarei a pensar na natureza,
Ou me ampararei na correnteza
Do que passou - dos dias mais comedidos
Ou divertidos que passamos...
Se por engano a saudade
Persistir em arrebentar meu peito
Olharei para as lembranças com jeito
De quem com zelo cuida de uma criança,
E as colocarei para dormir,
Nesse universo sem fim que nos separa...
Elas dormirão em sono profundo...
Terei que esquecer a dor de cabeça
Da vida sem teu afago, sem teus abraços...
Lembro-me dos teus dedos...
Lindos dedos apreciadores do belo
Esses dedos que espero, que me encantam...
São os mesmos que em qualquer circunstância
Me dizem sim ou não...
Com o tempo tenho descoberto
Que és mesmo de estação
Oxalá nossas vidas fossem verão sempre
As rajadas de chuvas serviriam apenas para irrigar o mar
De sentimentos que trago por ti...
Marcas, digitais encontradas...
Se decidem fazer um raio X em minha vida
Estou perdida - como explicarei que a calma
De minha alma reside em sua chegada?
Através da lembrança suave que vem com o vento
A brisa dissolve qualquer lamento e por essa imagem
Apresentada que digo em poucas e significativas palavras:
Te amooooooooooo!!!!!


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