sábado, 27 de noviembre de 2010

Miragens

Tantos desertos percorri
Alma e corpo sentiram sede
Mudança para sul ou para norte?
Importava apenas a própria sorte!

Em tantos oásis me refresquei
Em tantos outros encontrei
Minha calma em doces olhos
Sagradas fontes, meus territórios!

Hoje não há desertos nem infinitos
Tudo tão incerto quanto o princípio,
Segue tudo igual e tão diferente
Encontro em mim o nascer e o poente!

E tudo se explica a luta vã dos dias
O remo que vai contra nós mesmos
Potência destrutível, filosofia de vida!

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