jueves, 4 de noviembre de 2010

Revelação dos sentidos

Tudo nele era poesia...
Pensava consigo a razão
De tão nobre sentimento...
Seria o dom da palavra?
Acreditava que não somente

Estudou em escola mestra das letras
Ouviu tantas gentilezas...
De miudezas à minha ‘querida Afrodite’

Pergunte, sem deslizes, quantas vezes ela amou
A resposta não vinha...
Ele não, ele nem dizia mais nada!
O silêncio não minimizava sua rima
Tudo nele era poesia, terna alegria,

Lembrava daquele sorriso, a forma
Dele abraçar, tão singular!
E tinha saudades de tempo não vivido
Que desembocava no mar...
Tudo nele era poesia,

Despertava todos os sentidos,
O cheiro, o tato, o olhar, ouvi-lo...
E o gosto, aquele inesquecível gosto
Que ficou no paladar...
Sonho só em pensar, tudo nele...
Era poesia...

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