viernes, 22 de abril de 2011

A música da rua - inesquecível


Fazia tempo que ela não se arrumava,
Vestia roupas vermelhas e saía pra bailar,
Aquela última música, ouvida em qualquer
Tangueria de Buenos Aires revelava
Sua mais doce intimidade com a música,
Que se confundia com seu ritmo,
Com seu íntimo...

E a amiga que apreciava aquela dança,
Enganou-se ao pensar que o cavalheiro
Era tosco, não, difícil mesmo
Era acompanhar o ritmo dela, a Bela!
Como as ninfas confundiram Baco,
Ela dificultava o ocaso, porque a intensidade
Residia na superação das obstáculos para encontrá-lo...

E no instante em que atingiu o clímax
de sua poesia, não acreditou no que via...
As estrelas circundantes traduziram-se
em consteleção... Ela ainda bailava muito
quando em seu coração pairou a calma,
o suor a abrandava e acalmava seus medos...

De repente tudo fez-se silêncio como
o início da criação e ali no meio da rua
onde todos a viram passar...
Residia agora a bailarina de mais anima
que foi vista... Menina com jeito de flor
Aroma e ardor encantadores de MULHER...

Que venha de onde vier o tango, ou o samba
porque sua chama é VIVER e VIBRAR em qualquer
cama de sonhos que a faça respirar por essa magia
que é viver... Por mim, por você?! Tanto faz...
A mistura apraz...

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