domingo, 24 de abril de 2011

Cegueira física ou psicológica?!

Há acontecimentos que como fagulhas celestiais iluminam nossa forma de pensar. Relutei em escrever esse episódio corriqueiro e como não sai de minha cabeça, não houve jeito já era texto.
Almoçava no restaurante de sempre, quando simultaneamente chegaram três imponentes homens que chamaram minha atenção. Levavam na face óculos escuros e nas mãos uma bastão. Inacreditavelmente deficientes visuais... (Já que contrariavam os estereótipos do deficiente coitadinho, sem autonomia). Sentaram-se a mesa em que eu estava e quando eu dei por mim, já me encontrava na conversa, tratava-se de um professor de filosofia, um professor de logística e um músico. Teriam tudo pra ser o muso que busco, mas o que pensei foi:

- Como deve ser difícil ver a vida pelos olhos de outrem...

De imediato, lembrei-me de Einstein ao perceber que tudo é relativo. Sob qual ótica conduzimos nossa vida na contemporaneidade? Ora sob os olhos da religião, ora sob o interesse do Estado, dos grandes conglomerados capitalistas... Lembrei-me de um escritor que havia dito que nós seres humanos vivemos sob os constate desejo de voar e arrastar-nos. Daí, voltei pra minha reflexão, ser cego, conforme os novos colegas, era ter visão de águia em relação à maioria. O fato de não haver um sentido, não havia impedido o acesso ao conhecimento, às artes. Eram jovens, bonitos, elegantes e haviam entendido os ensinamentos do mestre Einstein de que se todo conhecimento que possuímos vem dos livros, logo temos um compromisso muito grande com as próximas gerações.

É preciso tirarmos as vendas dos nossos olhos cotidianamente, para que vejamos melhor, de modo que possamos contribuir para que parte significativa dos que nos cercam também o possa. Isso, como toda mudança, claro, demanda trabalho. Na dúvida, perguntemos a Thomas Edson, quantas tentativas foram necessárias para alcançar seu invento da lâmpada?

Então, meus caros, percebamos que sair da Caverna, conforme nos lembra Platão é uma condição mais que necessária. Ao pensarmos assim, vamos nos desvencilhando das garras do desconhecimento. E atestamos que as deficiências não são tanto físicas, como são psicológicas, fincadas nas bases da ignorância.

7 Comentarios:

A la/s 24 de abril de 2011 a las 6:23 a.m., Blogger Unknown dijo...

Adorei, gata! Parabéns pela inauguração da nova fase e com estilo!!! rs

Bjos

Dani

 
A la/s 24 de abril de 2011 a las 6:00 p.m., Blogger Dri... dijo...

um elogio teu, gata...
faz meus pés saírem do chão!!!
rrsrs
bjussssssssss!

 
A la/s 25 de abril de 2011 a las 4:50 p.m., Blogger Netinha dijo...

O melhor até agora lido!

 
A la/s 25 de abril de 2011 a las 4:54 p.m., Blogger Netinha dijo...

à pedidos, rs rs rs " se você não existisse, teríamos que inventá-la"

 
A la/s 2 de mayo de 2011 a las 11:13 a.m., Blogger Unknown dijo...

As palavras...o que são?

 
A la/s 2 de mayo de 2011 a las 11:15 a.m., Blogger Unknown dijo...

Das palavras...o que será?

Jailson

 
A la/s 5 de mayo de 2011 a las 5:52 a.m., Blogger ...Fazendo dijo...

Adriana,

Sobre o seu texto: Sensibilidade. Conhecer é se libertar e, sobretudo, para enxergar, é necessário se afastar daquilo que se pretende conhecer. Talvez aqueles que tenham esta qualidade, ampliem, com lente de aumento, a percepção sobre coisas e pessoas que o cercam. Enxergar, ouvir, falar, cantar, cantarolar e amar, chorar e rir, pentear os cílios, bater vagarosamente as pálpebras, serrar os dentes e cravar o canino no lábio inferior, num gesto de instintivo automatismo quando se pensa em algo, geralmente, saboroso ou que se pretende saborear, em suma, segurar os cabelos e soltá-los ao derredor...é amplo, é enxergar, é conhecer, é sinestésico como a poesia.

Eis o que penso.

Abraços

 

Publicar un comentario

Suscribirse a Comentarios de la entrada [Atom]

<< Página Principal