domingo, 4 de septiembre de 2011


Forma de Amar
Ela não sabia quantas garrafas no mar ainda seriam lançadas
Nem mesmo se elas seriam resgatadas em algum lugar do mundo!
Havia uma descrença nas águas e no rumo que elas tomavam,
Embora, sentisse agora como a dona de seu caminho
A sensação de ganhar novas asas era sintomática,
E o lugar assumido pelas águas não era vazio!!!
Era um redemoinho inteiramente novo...

Todos instrumentos de sua vida mantinham seu ritmo,
Mas um filme, uma música, uma nota qualquer
A indagava sobre o conceito de amor outrora acreditado,
Deixara de crer no grande amor, e isso só não a deixa mais triste
Que a ideia de que todo romântico sofre pelo que não se realizou!

Descobrira que a luta é por si mesma,
Alguém tal qual sonhara era a completude
Mas o que a impulsiona é a falta...
Seu olhar repousa em tantas águas no Atlântico, Pacífico ou Índico
A busca tão distante, quando o tesouro pode estar tão perto!
Os ventos impulsionam suas correntes, mas ela resiste
É mais fácil andar por terrenos conhecidos...

Ela vai em uma garrafa, pairando nessas águas
À procura de abrigo não de material físico, mas em busca
Busca pela lareira que sente que existe no seu e no outro íntimo!
A garrafa de matéria tão imprecisa é o destino,
E a lareira é essa sua forma de amar que a envolve pela vida inteira!!!



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