sábado, 29 de octubre de 2011

Almoço em Copacabana

“eu com fome e vocês jogando comida fora”.

Cadeiras, reunião, gente bacana
A minha frente muita nobreza
Gente importante sentada à mesa
É mesmo um outro Brasil!

Um Brasil que não ouviu
o choro da criança ...
NEGRA, ao redor da mesa,
Clamava por comida, justiça

A lágrima derramada pelo infanto
Escorreu na face e queimou minha alma
Naquele contexto não adiantava
“Que olhos do mundo inteiro vissem”

Ipanema, Leblon, Arpoador
Brasil, Argentina, Equador
O menino queria apenas comida
Para amenizar a sua dor!

Eis a lembrança do Rio que me arde
Que queima minha teima em crer
Num mundo melhor...
Naquele restaurante tão chique
Vi Salvador, vi África, vi a ameaça
Da estupidez humana...

Aquele moleque chorava por comida
Alguém se compadeceu, os dedos?
Ele lambeu e foi pra casa sorridente,
Mas um dia indiferente na sua difusa
e-xis-tê-cia!

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