Coisa de Poeta
Ando lendo tantas coisas,
Entre Drummond e Vinicius
A palavra meu oásis preferido...
A palavra só vem quando há falta
Falta de um pseudoa mor,
De lembrança que se foi e não voltou
Mas não me confundas, tu que me lês,
Não sou uma pessoa triste
Sou uma amante da palavra
Nela recrio o que me falta,
Pinto de cores o que parece gris...
Minha vida, texto onde converge todas as cores,
Todos os ritmos por isso minha palavra é tão benfazeja
Eu sei que as letras que se me impõem são tristes
E arrancariam muitas lágrimas de meu leitor,
Mas não entristeças, meu eu lírico é melancólico
Angustiado, mas meu eu anda bem, obrigado,
E cada vez mais apegado a essas coisas de poetas...


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