sábado, 12 de noviembre de 2011

Conflitos

Na construção de minha poética
Tem sempre alguém a opinar,
Descreva o horizonte,
O desconhecido, fale do mar ...

E vos pergunto a razão do meu penar
Onde está a emoção de cantar o que não há?
O que jamais cintilou minha pupila?
Não suscitou desde o primeiro instante a poesia?
Não pulsou meus interesses?

A cantar um vaso vão, desses chineses, parnasianos
Prefiro encerrar meu canto!
E triste com os versos borbulhados em minh’alma
Morreria eu afogada em minhas próprias águas
Vendo tanta coisa a acontecer e o peito,
sem poder dizer nada....

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