domingo, 5 de febrero de 2012

Entender-nos parecia mesmo o desafio maior.
Em momentos distintos não vimos o que mais queríamos!
A ausência de clareza que acomete todo cego apaixonado,
Havia acelerado minhas batidas cardíacas;
De novo não consegui manter o peso das resistências,
Era pedir muito, mas muito pra mim...
Eu o queria ao passo que isso me doía...

A gente não se entendia,
Minha pele ardia e tudo em mim diria a ele meu desejo,
Mas ele não vê minha pele, me tem em espelhos,
Em símbolos gráficos imprecisos diante do infinito
Que trago em mim para meu amor de cores tão bonitas!!!

Minha alma se prepara para qualquer graça com ele,
Mas a gente não se entende, idiomas diferentes...
Na linguagem do coração...
Ora sinto raiva, ora sinto paz, e assim ele se faz
Presente em meus pensamentos...

Cansei de ser feita de sentimentos...
Seria tão mais fácil entender-me com outro corpo
Que me diz entender...
Mas eu insisto nesse corpo escorregadio que se desfaz
Quando penso tê-lo apreendido...

É uma pena não nos entendermos...
Sinto que poderíamos viver por instantes o idílio de uma vida!
Aquele instante que nos entenderíamos num pacto não dito,
Cada fonema faria sentido e a sensação de aprisionamento e liberdade
Seria tão fluída em nossa intimidade que agradeceríamos todo tempo
De confusão em que ingenuamente pensamos estar imersos...

Embora chateada por não nos entendermos ainda canto que te espero,
Quem sabe um dia desses que faça um sol amarelo,
A gente se entenda, se iluda, e, finalmente se desnuda das carapuças
Que arrajamos para não ver o que mais desejamos...

Eu podia terminar, por rima, dizendo que te amo,
mas seria coisa de menininha!!! Então, não é sem término meu canto...

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