Meu querer é uma porta aberta dessas que abrem, quando convém; meu querer tem chaves secretas, me tranca ou liberta como ninguém. Meu querer às vezes emperra e não há chaveiro que o faça consertar. A última vez que meu querer emperrou foi por um "Amor-Chaveiro" desses sujeitos que têm as chaves de minhas muitas portas... E o corpo gosta! Dono de uma melodia gostosa que me envolve de rosas e me faz tocar os céus. Desconheço a natureza desse sentir - épico e suave- gosto de mel. Ainda não sei se serias chave ou quebra-cabeça, por incrível que pareça, sua lembrança é de preciosa delicadeza, só de pensá-la faz-se rara e incondicionalmente interessante, chave de ouro ou diamante esquecida na estante pelos autores dessa história.
P.S: Perdoe-me se os textos parecem bobos, e são, eu sei...Ocorre que essas coisas que digo são páginas de um livro suprimido uma vez! Escrever-te não me dá trabalho, apenas acontece...Sem a febre das grandes paixões, nem a pieguice de quem deseja impressionar, meu canto é música de quem não te conhece, apenas te sente ou percebe... ( Que bonito versejar !!!).


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