domingo, 9 de marzo de 2014

Numa manhã de domingo, acordou o beija-flor mais apaixonado que nunca. Declamando poesia de amor com a alegria de um condor. Todos os bichos da floresta se emocionaram. O beija-flor fazia-se bonito por seu jeito lindo de desfilar pela vida. De repente, surgiu uma cobra muito mal – humorada e decidiu acabar com a graça do pássaro açucarado.
- Não vejo motivo para tanta alegria- disse a cobra. Tuas cores, ora amarelas, ora vermelhas não trazem melodia. Trazem tons de loucura, que amargam a visão de uma pessoa mais velha, matura, como eu!
- Cara cobra, a minha alegria te incomoda apenas porque ecoam dos meus pulmões coisas vangloriosas, que não foram aprendidas do fel dos animais. Eu canto o amor que flui em meu ser, junto ao parecer azul do firmamento. Eu canto o amor que vive em mim nesse momento e, por isso, alegro meus amigos da floresta.
A cobra irritada com o brilho do beija-flor deu o bote e a música silenciou. Com a morte do passarinho, o dia lindo fez-se gris, o verde em luto; O sol, sem alguém para cantá-lo com tanta arte, desmaiou-se e fez-se chuva. Na floresta inunda a esperança e a saudade do pássaro que se foi!

       Só não sabiam os habitantes da floresta que na natureza nada se perde, tudo se transforma... Uma linda luz consternou o coração da cobra. E de dentro dela não mais emergia fel, do seu coração brotava o mel, produto da união do amor contagioso do beija-flor. A cobra jamais soube o que havia acontecido, só sentia que tinha comido algo muito saboroso que dissolvendo seu veneno a fez entender que o que de verdade temos:  uma porção de coisas valorosas. Nunca mais picadas, nunca mais foi desditosa. O beija-flor cumpriu sua missão ecoar o amor no coração de quem tanto a zombou!! Que calor, essa fábula me tocou...




Moral: Jamais duvides da potencialidade do amor.

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