viernes, 1 de julio de 2011

Estranha forma de ser livre



O processo de liberdade ia se configurando nas coisas mais simples...
O viajar sozinha, ir a uma festa sem companhia masculina,
Era possível sair e voltar a si mesma com muita leveza
A convivência consigo tornara-se mais agradável,
Ela só não sabia até quando ia essa paz anunciada,
Gostava do sabor de liberdade e apreciava...

Ele disse que não escrevia por sistematicidade,
Ele não entendia que a escrita para ela
Era um válvula de liberdade que a permitia...
Transitar por mundos possíveis e impossiveis,
Seu medo, sua catarse, sua adversidade,
"Posição ou Oposição" era o lugar que lhe conferia
Tranquilidade, o lugar de liberdade que tanto buscava!

Na escrita há todos seus ensaios de realização,
Na escrita há os rascunhos de toda declaração,
Feita, silenciada, amassada e esquecida...
em folhas esmaecidas ou em linhas da tela da rede
A escrita é seu principal deleite nessa
sua maneira estranha de ser livre!

Era sem dúvida um novo tempo, em que ser feliz
Era saber administrar a liberdade e navegar de verdade
Na extensa ou curta escrita oferecida pelo texto da vida!

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