lunes, 26 de septiembre de 2011

Hoje ouvi uma das coisas mais lindas de toda minha vida:

"corações vermelhos e mentes cinzentas"

Meu coração por muito tempo andou assim,
Cinzento apaixonado, a sofrer como flor no Cairo,
A mente cinzenta pela ausência de inteligência
Em olhar pra mim mesma sem enaltecê-la - rosa
Mais preciosa do meu jardim...

Hoje eu não quero amar, não mais como amei
Ou como acreditei ser o amor...
Amor egóico, exclusivista sufoca,
Qualquer batida na porta conhecida, fujo,
Me sinto desnudo nessas práticas...

No meu mundo não tem tristeza
Corações vermelhos são simbólicos
De minhas veias surge um oléo de amor prórprio
Como diria Bandeira não quero nenhum lirismo
que não seja libertação...

Até nos meus cantos mais desafortundados
eu me liberto, quero viver com o peito aberto
de quem amou, externou e acabou,
nada de lirismo que condene a alma
e debilite a inteligência impedindo-me de ver
a beleza do horizonte...

Os momento mais lindos vislumbrados por mim
estou sozinho, com meu violão, ou meu vinho
posso até mentir, mas estou sempre apaixonado!!!
esse meu estado bobo de ver o mundo,
é meu jeito criança de encantar a todos
com o vermelho dos meus lábios, o cheiro da rosa
e a sensação mais gostosa de quem a aprecia...

corações vermelhos, cama vazia...

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