jueves, 29 de septiembre de 2011

Nos perdemos...

De que adianta cantar-te o amor?!
Agora que se foram as estações?
Meu peito se afogou em tantas saudades,
E teu rosto em quantas sensações?

Nos perdemos quando te deixei partir
Naquela tarde de sexta-feira, o marco,
Entre o passado e o porvir, jamais,
Jamais te esqueci...

Minhas noites, incessantes fogueiras,
Saudades e tempestades do meu querer
Como te esquecer?
Amante de gestos tão pouco cavalheiros,
Ausência de poesia em suas palavras,
O gesto áspero nas ações e em minha alma
Fazes morada...

Ah, o inverso e o reverso de tantos corações,
Eis que por ti me pus maravilhada
E de tardes tão prazenteiras a sua,
A sua que mais me agrada...

Da contradição uma chama que não se apaga
A saudade de onde estará aquele bruto amor
Que suscita desejos e me enche de calma,
E a constatação evidente de que nos perdemos,
Óh que lástima!

0 Comentarios:

Publicar un comentario

Suscribirse a Comentarios de la entrada [Atom]

<< Página Principal