domingo, 11 de septiembre de 2011


Tenho mudado muito nas últimas estações. Mas algumas inquietações são permanentes. Dúvidas, como o que fazer, como fazer e promover a diferença, constituem meu norte cotidiano. E embora, identifiquemos habilidades diversas na esfera de nossas competências, existe algo que clama, que chama por maior atenção. E parece que disso não podemos fugir! Por um prisma místico, seria nossa lenda pessoal, para a religião seria nossa missão aqui na Terra, a psicanálise, por sua vez, associa esse querer com nosso sonho, nosso desejo, e eu o que vejo?

Vejo a fome, a miséria, a ausência de educação e olhares infantis famintos por esperança e expectativa de vida como uma intimação coletiva para essa luta de todos. Sou muito tocada por questões sociais. Todas as manhãs eu penso – algo precisa ser feito. Eu só não sei onde é o começo. Sei que esse sonho será chamado por uns de romântico, por outros de bobo. E penso que teriam pensado do Gandhi com o seu ideal de promoção da guerra sem armas? E do Martin Luther King? Um negro com ideais contra o racismo na América Branca? Seguramente, devem ter sido considerados muito loucos.

Não tenho a pretensão de ser nenhum ícone social. E pouco me importo com o que me denominem, já fizeram isso a minha vida inteira... E por crer no fantástico, pisei em solos que jamais ousem pensar, ou conversei com quem jamais imaginei dialogar... Há um velhinho no Shopping Lapa, em Salvador, cuja imagem senil me remete com carinho aos personagens do García Marques. Ele disse, certa feita, algo fantástico.– a mudança está em você.

Daí, eu, que penso que nada é por acaso, acredito sim que o meu caminho só terá início de verdade no dia em que eu assumir projetos sociais e dar aula nesses espaços. Eu bem sei que a mudança está em nós. Eu sei quão verdadeira é analogia de que uma andorinha só faz verão. Eu sei que, a cada estação, somos o beija-flor que dá sua colaboração no incêndio das florestas.

Eu sei que não importa o que foi feito até o presente momento, nem o que estar por vir. Que importa é o meu, é o nosso papel no exilir da longa vida – a certeza de viver, se doar, e acreditar no próximo como exercício diário!

0 Comentarios:

Publicar un comentario

Suscribirse a Comentarios de la entrada [Atom]

<< Página Principal