lunes, 31 de octubre de 2011

Jogo de Cartas

Eu passei frio, dor, saudade
Eu vivi muitas adversidades
Para chegar até aqui, pergunte-me
- Que aprendi?

Eu te desapontaria se entre luz,
Pétalas, melodias, te dissesse:
Jamais fiz prece ou ingeri comprimidos
Atenuantes do meu ardor;
A sina da menina que me habita...
É viver de amor!

E o amor é espinho na carne
Ferida que não cicatriza
E sempre arde como incurável enfermidade
Saca do acaso a liberdade de meus pensamentos,

Distraio-me, jogo baralho
Com meu lamento, com minhas esperas...
Ora acerto, ora erro a partida,
Mas sempre sinto nas despedidas
Uma falha do meu adversário!

Essa coisa de sentimento
É mesmo algo raro, jogo de cartas,
Pouco compreendemos, por isso sofremos,
Na maioria das vezes.

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