Jogo de Cartas
Eu passei frio, dor, saudade
Eu vivi muitas adversidades
Para chegar até aqui, pergunte-me
- Que aprendi?
Eu te desapontaria se entre luz,
Pétalas, melodias, te dissesse:
Jamais fiz prece ou ingeri comprimidos
Atenuantes do meu ardor;
A sina da menina que me habita...
É viver de amor!
E o amor é espinho na carne
Ferida que não cicatriza
E sempre arde como incurável enfermidade
Saca do acaso a liberdade de meus pensamentos,
Distraio-me, jogo baralho
Com meu lamento, com minhas esperas...
Ora acerto, ora erro a partida,
Mas sempre sinto nas despedidas
Uma falha do meu adversário!
Essa coisa de sentimento
É mesmo algo raro, jogo de cartas,
Pouco compreendemos, por isso sofremos,
Na maioria das vezes.


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