domingo, 27 de noviembre de 2011

Olhos de Vidro

A beleza inexorável
Pairada no pensamento
Como vento se desfez
Em mil pedaços...
Estribilho danado em
Meu espaço!

Aquele brilho sonhado de tão longe
Já não reluzia como dantes...
Aqueles faróis, janelas estonteantes
Apagavam-se vagarosamente....

O novo chega e petrifica fantasias,
E aquele olhar que foi o farol anual
Agora é semáforo habitual
De minhas esquinas e avenidas...

Caminhando sozinha ou acompanhada
Tua imagem já não mais me visitava,
Desfez-se o paraíso e finalmente teus olhos vivos
Ontem tão penetrantemente lindos,

Hoje são nada mais que janelas de vidro,
Onde meu pensamento não mais adentra!
Vidros quiçá cortantes, mas não a minha esfera...

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