O Novo Halley
O novo era feito centelha de luz no seu firmamento,
Ainda não sabia se daria certo ou errado,
Mas o contento de ver o novo e o brilho irradiado
Em sua esfera individual tornava seus olhos cintilantes
A estrela brilhante fazia Dalva seus olhos negros!
Seu céu de poesia se preparava para viver o novo
Ainda não sabia se queria abrir mão de sua liberdade
Mas,de que valia estar livre se sempre estava aprisionada?
Esse trazia alguma coisa no olhar que a fazia reluzir
Talvez a capacidade de refletir a si mesma...
Ela sabia que não podia criar muita poesia.
Afinal não é dessa matéria que é feita a vida,
Ela se conhecia, quanto mais poesia, menos realização,
Mas aquele olhar a fazia perder-se isso não era ficção!
Não acreditava, mas sentia-se maravilhada,
Por aquele céu de anil que se dizia apaixonado...
Ela sorria porque amava o novo, mas era atada ao passado,
A constelação que lhe visitava vinha de longas datas...
Coincidentemente nesse momento ela estava só de corpo e alma,
Eis o primeiro encontro, hoje, sábado, e que seja lindo
Como o cometa que cruza o espaço causa alaridos, surpresas,
E, que quiçá gemidos de contentamento nos observadores!


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