lunes, 5 de diciembre de 2011

Antagônica relação

Ás vezes, eu tinha a impressão de que ele sabia provocar-me não casualmente, como me tentam tantos homens bobos que conheço... Ele sabia me provocar conscientemente, como conhecedor dos efeitos que sua intransigência gerava em meu corpo.

Ele mexia comigo, isso era indubitável, fazia-me esquecer o beijo de sábado, a ida ao cinema e de todo roteiro tão bem cuidado pelo outro. O outro fazia tudo para agradar-me, parecia sentir medo de quebrar-me, para ele é como se qualquer passo infalso pudesse desfazer-me em pedaços. E eu apreciava, isso era lindo, talvez o romantismo que sempre busquei...

Daí Ele surgia, como eclipse no céu para mudar toda a configuração de minha praia. Ele não cuidava para que eu não caísse, ele me lançava ao chão cons-cien-te-men-te. E grosseiramente não me estendia as mãos, para que eu levantasse. É um debalde qualquer intento de explicar essa relação! Ele ainda se definia como a posição e não a oposição?! E eu ainda não sabia entender até onde isso me envolvia...

Se eu tinha beijo de poesia, ele teria o beijo de negação – suado, grosso, detestável, eco só em pensar sinto rejeição! Por que estou escrevendo sobre isso!? Assunto tão ínfimo?! Amor à literatura, esse acaso que não me estimula a escrever sobre o equilíbrio, seria insosso falar – o beijo do rapaz que estuda estratégias para fazer-me apaixonar-me!! (exaustivo...)

Na verdade, ainda não sei a hora exata que se depreendem as descargas de minha paixão. Mas de uma coisa estou certa – sempre fui arrebatada por grande atração por homens másculos e sem educação. Foram aqueles que em outro contexto histórico, jamais foram apresentados à sociedade, mas recebidos com fogos em calorosa recepção em meu coração e corpo vão.

Oh, tempo bãoo.... Cuidou do meu segredo absoluto encoberto pela ação do tempo!

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