Toda forma de amor
As despedidas na vida não precisam ser tristes, se entendemos o sentido de amar
É falsa a premissa de que o amor se acaba, quando o outro se vai...
O amor permanece num contínunn... Porque a beleza que sinto, que vejo, que me identifico está em mim, em meu olhar, nessa alma compulsiva por se apaixonar...
Basta olhar para trás e ver variações do seu sentir em cores tão bonitas, ora expressa no olhar de seus professores, que te impulsionaram a escolher tua profissão, ora no olhar dos seus alunos que te ensinaram a amar teu ofício, ora na expressão dos meninos/homens que me apaixonei, estes me fizeram amar a poesia como a mim mesma – nessa tênue expressão do meu pensamento.
Não, não me entristeço pela despedida em si, despedida de corpo que jamais conheci e que aprendi a dividir com tantos outros corpos que já nem me lembro mais... O que sofro e me consome e não satisfaz é pra quem vou endereçar meus versos. De quem lembrarei nas noites altas? Não reclamo da falta de alma concreta, isso se encontra em qualquer esfera... Sofro pela falta de tua abstrata presença que se sente tão à vontade em minha residência, como qualquer membro da família.
As despedidas não precisam ser tristes, se entendemos o sentido de amar... Não era preciso mudar de blog, de rede social, se entendesse que a nota que toca em você não está no canal, mas no emissor... E isso, minha cara, não muda nunca!!! Você pode percorrer o mundo e fazer muitas moradas, mas você foi tocada, marcada por uma nota do amor, tatuada a alma Retira essa vergonha da cara, pois já dizia o Lulu que toda forma de amor é válida...


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