lunes, 6 de febrero de 2012

Voos Perigosos

É passada a hora da aterrisagem,
Desses vôos sem destinos,
Que saem assim na amplidão dos céus
E se conformam na beleza do horizonte,

É tão belo estar perto do sol
Que te esqueces de sua casa aqui em baixo,
Lembra-te que tua emoção não é boa conselheira,
Segui-la é cometer mais besteiras feito as que te trouxeram
Até aqui...

Aterrisagem é uma necessidade,
Quando se sente, se pulsa por um desconhecido
Isso não faz o menor sentido, insistir nisso...
Resultará no destino de Ícaro ao tentar alcançar o sol
Queimou as asas de cera e caiu de tão alto...

Despencar do alto com ele já lhe é um itinerário,
Sujeito que te faz sair de si e contemplar o horizonte,
Sensação de pertencimento de todo azul do firmamento
Voo perigoso esse que me sugere teu corpo,
Tua comunicação, tua grosseria, ausência de educação!

Em turbulências e cintos bem apertados a todo instante
Sou capaz de reconstruir a realidade, a nossa, que não existe
E essa me invade de saudade e de raiva por sentir falta
Da tripulação mais abstrata que já vi, convivi...

Queria mesmo fechar os olhos e ouvi a voz do piloto mais lindo
Dizendo-me que toda essa turbulência de 365 dias
Foi a passagem por região muito nebulosa, mas que havia passado!
E, finalmente, havíamos voltado em temperaturas agradáveis
E sol límpido a rumar ao nosso destino...
Que eu pouco sabia onde daria, mas qualquer coisa valia a
Sonhar ou esperar um desconhecido que vi outro dia na avenida!!!

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