Em seara
desconhecida, nasceu uma flor. Flor que diziam ser minha, mas em realidade eu
não sabia. Que em mim havia era uma curiosidade infinita em descobrir onde
residia o mistério.
Instigada
pelas cartas do Mundo de Sofia, eu buscava um sentido para aquela estranha
poesia. De onde viria a poesia, perguntava meu coração. Porém meus olhos, muito
presos, aos fatos, perguntavam outras coisas...
Que
representava o silêncio? O encerramento das comunicações? Eu não sabia... Tampouco
gostava de silêncios. O silêncio lembrava-me as brincadeiras de fim de tarde,
em que guardava as bonecas numa sacola e terminava a brincadeira.
Eu não sabia
se havia terminado o estado de encantamento. Estava certa de que foram bons
momentos. Mas, momentos são momentos, não é mesmo?
Recostada em
minha poltrona, onde as ideias repousam feito pássaros, vejo a ideia da flor em
compasso literário. Teria sido um acaso, meu caro? Se eu fosse um homem, diria
obrigado, como não o sou fico com o verso raro, do verso insinuado e não dito.
Espírito,
espírito de artista... Devia tá acostumada... São tantas músicas, palavras...
Que o silêncio nos coloca na contramão da flor ofertada por mão desconhecida do
tempo!
Momentos...
Adriana,


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