martes, 15 de abril de 2014

Em seara desconhecida, nasceu uma flor. Flor que diziam ser minha, mas em realidade eu não sabia. Que em mim havia era uma curiosidade infinita em descobrir onde residia o mistério.
Instigada pelas cartas do Mundo de Sofia, eu buscava um sentido para aquela estranha poesia. De onde viria a poesia, perguntava meu coração. Porém meus olhos, muito presos, aos fatos, perguntavam outras coisas...
Que representava o silêncio? O encerramento das comunicações? Eu não sabia... Tampouco gostava de silêncios. O silêncio lembrava-me as brincadeiras de fim de tarde, em que guardava as bonecas numa sacola e terminava a brincadeira.
Eu não sabia se havia terminado o estado de encantamento. Estava certa de que foram bons momentos. Mas, momentos são momentos, não é mesmo?
Recostada em minha poltrona, onde as ideias repousam feito pássaros, vejo a ideia da flor em compasso literário. Teria sido um acaso, meu caro? Se eu fosse um homem, diria obrigado, como não o sou fico com o verso raro, do verso insinuado e não dito.
Espírito, espírito de artista... Devia tá acostumada... São tantas músicas, palavras... Que o silêncio nos coloca na contramão da flor ofertada por mão desconhecida do tempo!
Momentos...


Adriana,  

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