Agora, de manhã, tive um pensamento sem noção, quando buscava
no guarda roupa uma blusa de cor BRANCA em manifestação de paz pela morte da
professora Andréa assassinada semana passada. Embora, eu celebre e acredite veementemente
na energia das cores, perguntei-me quanto branco ainda seria preciso para
conter a “estupidez humana?”. Se o vermelho
que expressa amor se rendia ao vermelho sangue da violência, perdoe-me todos,
mas eu pouco acreditaria na aparência da renda que colocaríamos em nosso corpo hoje.
Gostaria, de verdade, de conhecer as cores da igualdade social, da melhor
distribuição de renda, do amor ao próximo, do respeito à coletividade. Ora, mas
a vida não é uma escola de arte, né? E enquanto ela não nos ensina as cores de
sermos melhores, vamos ficando assim, cada vez mais gris, cada vez mais
endurecidos e retorcidos pela nossa indiferença ao semelhante.


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