viernes, 9 de mayo de 2014

Agora, de manhã, tive um pensamento sem noção, quando buscava no guarda roupa uma blusa de cor BRANCA em manifestação de paz pela morte da professora Andréa assassinada semana passada. Embora, eu celebre e acredite veementemente na energia das cores, perguntei-me quanto branco ainda seria preciso para conter a “estupidez humana?”.  Se o vermelho que expressa amor se rendia ao vermelho sangue da violência, perdoe-me todos, mas eu pouco acreditaria na aparência da renda que colocaríamos em nosso corpo hoje. Gostaria, de verdade, de conhecer as cores da igualdade social, da melhor distribuição de renda, do amor ao próximo, do respeito à coletividade. Ora, mas a vida não é uma escola de arte, né? E enquanto ela não nos ensina as cores de sermos melhores, vamos ficando assim, cada vez mais gris, cada vez mais endurecidos e retorcidos pela nossa indiferença ao semelhante.  

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