A almofada
Queria chegar em casa descansada
E entre almofadas encontrar teu bilhete
Eu dispensaria o ramalhete de flores,
Quando minha rosa espera por ti,
Paciente de amores...
Ah, entre lençóis a lembrança é constante,
Do semblante jamais tocado,
Tua lembrança é relicário,
E me faz tão feliz...
Eu aprendiz do teu querer me reviro
pelo avesso...
Nesse contexto de amor por quem não conheço
Reviro na cama, insônia, chama
De saudade, na espera de que passe meu desejo
e-ter-ni-da-de!
Tempestades de pensamentos, a almofada
Amortece e acalma minhas aterrizagens,
Um pouso solitário entregue ao acaso,
Em que não há bilhete, ramalhete,
Ou nenhuma marca feita por ti em mim!


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