Causos de Poeta
Meu canto de guerreiro atravessou os meses, rompeu os anos... Eu aprendi a cantar pros mares, superei adversidades pra aprender dançar pra ti e o que fizeste, guerreito? Fugiste, um iludir... E agora quem ouvirá meu canto? Quem seduzirei com a minha dança? Inevitavelmente, não há mais esperanças...
Reuni tudo que fiz para te conquistar, arrumei minhas sacolas nas costas, vou pra outro lugar. Um lugar onde não me cheguem notícias tuas, pois basta isso, preu desesperar de saudade, de desejos, de esperas e lutas. Eu não podia cantar-te ainda que fosse a música mais bela... Não é cristão tirar-te a paz, quando a da minha atmosfera há muito perdi... Vou rumando em frente, assim indiferente, como quem esquece algo lá atrás...
A diferença é que tu jamais foste esquecido, foste o suspiro mais lindo, não poético, mas de realidade, sonhei percorrendo cada parte de teu corpo hercúleo. Em absoluto, não foi poesia, foi um causo que teve sua hora e seu dia de serem narrados, como não aconteceu, ficou no percalço.
Por vezes, me custa, parece mesmo um itinerário - desejar alguém tão incontido na forma que encontrei para moldurar-te. Tens vida, és arte que pulsa em meu tonto coração que de tanto amar-te virou um peão dando voltas ao redor de si mesmo sem sair do lugar...Eita amar de poetas é como a flor e a constante perda de suas pétalas...Triste, triste!


0 Comentarios:
Publicar un comentario
Suscribirse a Comentarios de la entrada [Atom]
<< Página Principal