viernes, 20 de enero de 2012

Eu gosto tanto de você e você sabe disso...

Fica assim com o olhar impreciso de quem não sabe que fazer. Eu queria amar meu país como te amo, essa forma abstrata em que não se precisa dizer nada para manter em progressão meu sentimento. Pense que contento para nação, uma profissional cheia de paixão por um idéia, quase um Policarpo Quaresma?! Não, ai já é alienação...

Não precisa se inquietar, meu querer por ti, ora é como o mar e suas ondas de verão, quando não refrescam, acalmam meu coração. Eu gosto de sua poesia implícita, de sua palavra não dita - que me permite atribuir significados a teus silêncios... Você com a guitarra é uma verdadeira inspiração, com a motocicleta – repele minha emoção. Essa ambivalência me dá o ritmo que preciso preu escrever. Menti de novo, essa ambivalência me aproxima mais de você!

Não, eu ainda não consigo determinar os ponteiros do meu relógio – hora de começar e terminar um alumbramento. Sei que sou capaz de ficar sem escrever por muito tempo, mas não por liberdade, mas por silenciamento, pois quem habita minha fantasia não são os beijos de noites boêmias... Mas uma poesia realista que se consolidou no passado e até agora se faz itinerário em meu corpo vão...

Só uma coisa, te peço – não me peça preu não poetizar... O prazer de tê-lo em minhas lembranças é gasoso, invade meu espaço como um todo, e me liberta mais que me aprisiona... Pedir-me para silenciar é como cristalizar em cubos o sentimento vivo, que te atribuo, e nele existo! I love to...

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