Como de um livro ele saiu
Das minhas lembranças, do passadoE ficou assim apaixonando meu viver
Ele que não fala comigo
Queria esperar, óh que castigo
O seu entardecer...
Como de um livro ele fez-se verso
Coloriu todos, todos meus castelos
Ele fez-se chama, queimou minha razão
Tornou-me súdita das vontades deleColoriu todos, todos meus castelos
Ele fez-se chama, queimou minha razão
Sem o menor interesse, pois ele não liga
Pra mim...
Só me admira, como se eu precisasse
De admiração, sou sua “querida”Admirável poetisa que não o toca
Toca ou não toca ?
Como de um livro, ele fez silêncio
Numa balbúrdia acentuada
Eu amava sua palavra doce e dosadaNuma balbúrdia acentuada
Magra, magra... preu não engordar!!!
E era só o que eu queria
Alguém que saísse dos livros
Me ofertasse lirismo ,
Me convidasse a escrever
Me ensinasse a ser....
Assim como as plantas são!
Era querer muito de um coração
Ainda que ele fosse essencialmente
li-te-rá-rio....


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