jueves, 15 de agosto de 2013


Como de um livro ele saiu
Das minhas lembranças, do passado
E ficou assim apaixonando meu viver
Ele que não fala comigo
Queria esperar, óh que castigo
O seu entardecer...

Como de um livro ele fez-se verso
Coloriu todos, todos meus castelos
Ele fez-se chama, queimou minha razão
Tornou-me súdita das vontades dele
Sem o menor interesse, pois ele não liga
Pra mim...

 

Só me admira, como se eu precisasse
De admiração, sou sua “querida”
Admirável poetisa que não o toca
Toca ou não toca ?

 

Como de um livro, ele fez silêncio
Numa balbúrdia acentuada
Eu amava sua palavra doce e dosada
Magra, magra... preu não engordar!!!
E era só o que eu queria
Alguém que saísse dos livros
Me ofertasse lirismo ,
Me convidasse  a escrever
Me ensinasse a ser....
Assim como as plantas são!
Era querer muito de um coração
Ainda que ele fosse essencialmente
li-te-rá-rio....

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