martes, 17 de septiembre de 2013

Eu não mais insistiria até porque “esmola não é amor”, tradução vulgar de uma música em espanhol. Eu amo em ti a poesia. A poesia que aprendi a ver no outro o que há em mim... “porque Narciso acha feio o que não é espelho...”. E, quando, curiosamente, surgem esses muchachos, achando que podem comprar-me com o barato de suas riquezas, pergunto – tens poesia? É divertido. Nesses instantes, em que parece que a riqueza não os salva, titubeiam nas palavras e me oferecem um vago eu te amo! Embora poeta, eu te amo não é amor. Amor pra mim está nas palavras não ditas... Nas em ações implícitas do cotidiano. Semana passada, um amigo meu, conforme diz ele, ficou de cara, quando comentei onde residia meu encantamento por ti... “velho, não é nem por algo que ele fez por ti?”. Não, não era! Seria fácil, impressionar alguém que se deseja no enamoramento. Eu te li nas entrelinhas o tempo inteiro. E nessa leitura me vi, espécie de amor narcísico, entende? E o que estabelece nossa intimidade, não hesites, não foi nem amizade estabelecida em tal encontro, mas a identidade de poeta, que fez com que eu o inserisse na esfera dos meus.  Seguramente, sem a poesia, eu te veria com o estranhamento que me vês ...  Nesse desaforado processo de procurar-te depois de tanto tempo. E desejar que acreditasses em palavras, a meu ver, sem fundamento... Bem, se sentir vontade de escrever algum fundamento tinha e eu obedecia aos comandos... E às vezes parece que seria capaz de escrever um livro só olhando pra essa representação que tenho de ti, ou de mim mesma?  Você era aperitivo, sobremesa, ou qualquer onda que refrata... Conversar com você é tentativa de recuperar o infinito, é vago, impreciso... E eu sabia disso, talvez, por isso, minha poesia se enveredasse nesse exercício de tarde que nunca termina, porque assim é a vida... Tarde eterna. Esfera dos que insistem. E se não é amor, combustível de quem vive, é qualquer música que nos estimula a continuar vivendo. Comecei a escrever pra dizer que não mais escreveria... Bom, fui incoerente com o que eu queria. Quem sabe depois de sábado, meu aniversário, eu consiga... (rs) Bom dia!

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