jueves, 12 de septiembre de 2013

Eu precisava te escrever!
Precisava te contar o quanto eu estava bem e confiante.
Meus vários pólos... Se a tristeza era a morte, a alegria era a vida em grau maior!
Eu estava feliz com os raios de inteligência que figuravam em meu imaginário!
Eu gostava da poesia e a achava bonita! Mas essa arte fazia-me sentir submissa!
E eu até poderia – em algum momento!
Não nesse. Sabe que é. Eu já me apaixonei muitas vezes pelo vento.
E hoje isso era muito exaustivo, sobretudo quando não há tamanha luminosidade na fonte.
Sabe que é? Quando a poesia vier, e eu sentir aquela sensação de registrar:
Eu vou escrever, a fim de atender o meu desejo
Até porque vejo nele o poético lampejo!
Mas aquela vassalagem de escrever todos os dias, eu não podia!
Baixar a cabeça depois de tão longo caminho percorrido?
Era viver entorpecido. E eu não precisava mais me entorpecer...
Eu era capaz de ver minha face, reconhecer minhas qualidades
E, de verdade, um pouco sem vontade de “bajular”.
Eu precisava te escrever,
Eu precisava te contar que o apaixonamento tinha desaparecido,
Foi um delírio – característico desse povo que escreve...


Adriana Costa ( 12 de setembro de 2013)

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