Eu precisava te escrever!
Precisava te contar o quanto eu estava bem e confiante.
Meus vários pólos... Se a tristeza era a morte, a alegria
era a vida em grau maior!
Eu estava feliz com os raios de inteligência que figuravam
em meu imaginário!
Eu gostava da poesia e a achava bonita! Mas essa arte
fazia-me sentir submissa!
E eu até poderia – em algum momento!
Não nesse. Sabe que é. Eu já me apaixonei muitas vezes pelo
vento.
E hoje isso era muito exaustivo, sobretudo quando não há tamanha
luminosidade na fonte.
Sabe que é? Quando a poesia vier, e eu sentir aquela
sensação de registrar:
Eu vou escrever, a fim de atender o meu desejo
Até porque vejo nele o poético lampejo!
Mas aquela vassalagem de escrever todos os dias, eu não
podia!
Baixar a cabeça depois de tão longo caminho percorrido?
Era viver entorpecido. E eu não precisava mais me
entorpecer...
Eu era capaz de ver minha face, reconhecer minhas qualidades
E, de verdade, um pouco sem vontade de “bajular”.
Eu precisava te escrever,
Eu precisava te contar que o apaixonamento tinha
desaparecido,
Foi um delírio – característico desse povo que escreve...
Adriana Costa ( 12 de
setembro de 2013)


0 Comentarios:
Publicar un comentario
Suscribirse a Comentarios de la entrada [Atom]
<< Página Principal