Hoje eu escreveria uma carta a Ele...
Uma carta que dissesse as coisas mais simples e menos intencionais, parafraseando o Bandeira. Eu começaria afirmando que não ando magoada. Que dos poucos episódios da vida que me deixaram amargurada estão as vezes em que Brad Pitt agendou e não veio, porque tive algo mais importante pra fazer. Algo mais importante que o astro de Hollywood em minha casa? É que eu ainda não sabia que oportunidade rara só bate à porta uma vez! Mas, na verdade, ainda me encho de vaidade em pensar: quem não quis o Brad... Fui eu!!!
Eu acrescentaria ainda que as palavras ditas por mim continuam válidas, ou ao menos, parte delas! Eu disse tantas vezes que por ele eu não me apaixonava, mas ele hesitou e se frustrou. Não, não tinha nada a ver com beleza, ainda que seu físico fosse consideravelmente aprazível aos olhos, minha condição de poeta aprecia outra beleza, outros valores que músicos e outros artistas não são senhores.
Eu poderia escrever ainda que por conhecê-lo pouco, podia ter brincado menos. Esqueci da condição de macho ao extremo. E esqueci que esse nosso desconhecimento, um do outro, podia nos impedir de extrair o mesmo gosto do senso de humor produzido. Hummm, isso não teria gerado tanto desconforto!
Nesse endosso, baby, percebemos que conhecendo muito ou pouco, encontro felizes ou nem tanto, valeu a experiência de alguém que senta do outro lado da tela e te lê. Isso é mais que amizade, isso é PODER. O poder de ter todas as noites alguém suficientemente inteligente para acompanhar textos curtos ou longos, de provocar sentimentos diversos. De resto!? Nada espero! Porque nos falta, a nós dois, não é inteligência, isso temos de sobra, o que nos falta é paixão. Daí vemos que por mais que a máquina seja verossímil, não é capaz de inventar essa proeza, experimentada apenas por quem viu e se conduziu por aquele olhar, aquele de onde a poesia vinha... (lembra?!)
Eu podia permanecer em silêncio, ou falar como louca, como poucas, não me importo de perder a última palavra ou de voltar atrás quando nesse caminho há a palavra que me apraz – a tua. Não o caminho, mas um dos alicerces da felicidade maior - A VIDA!


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