jueves, 3 de noviembre de 2011

O silencio do telefone

Chuva de inverno na primavera
Pressinto não são quimeras,
São portas entreabertas do passado,
O telefone chama, atendo,
Silêncio, insisto, desligo...

Eu conheço essa prática,
E a ameaça ao meu coração;
César fazia isso quando sentia saudade
Ôh, felicidade foi termos uma relação,

O período em que amei César,
Eu era ingênua, acreditava em alma gêmea,
E em todos os poemas que ele fazia pra mim;
Gostava de amar alguém com nome de imperador
César conquistou e devastou meu ser por inteiro,
Faz um ano que não o vejo...

Foi um grito de liberdade, quando o que eu amava
De verdade era a ele estar aprisionada...
César se cansou de mim, arranjou uma namorada
Disse-me tantas bobagens, mas nunca o esqueci!

E agora quando o telefone toca e fica em silêncio
Ecoam tantos momentos, do beijo roubado,
Dos meus tantos nãos aos seus convites ensaiados
E do nosso passo descompassado!
Tempo bom, não volta mais,
César foi um lindo sonho com tantos ideais!

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