Meu céu
Perco as chaves, o calendário
Mas a essência é a mesma
Passos trôpegos
Romantismo desmedido
E um desejo incontido
De achar tudo lindo...
A memória,
Volta das lembranças,
Cheiro moribundo do passado
O amor sem chaves hoje
Se configura como bestial ternura
Calendários do que nunca existiu
Apenas “sonhos que nunca deixarão
a sua condição onírica” em meu céu
De cores cintilantes de anil!


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