Dia do Lobo Mau
Era uma vez... Chapeuzinho Vermelho passeava feliz e saltitante pela floresta atendendo ao pedido da sua mamãe de entregar doces a vovozinha. Tudo transcorria lindamente, quando não mais que de repente, surge o lobo mau, e conseguiu, finalmente, persuadir a menina. Vale fazer uma analogia com o dia de hoje – Dia das Mães.
Em primeiro lugar, quero deixar claro que, assim como a menina Chapeuzinho, também acho que ser mãe é uma dádiva, uma mão de Deus que se estende na vida dos mortais. Ninguém hesita que mãe é aquela capaz de doar a própria vida pelo filho. Contudo, assim, como o lobo mau fingiu-se amigo da chapeuzinho, as empresas de publicidade exploram cada vez mais imagens, signos, sentimentos. Daí, temos a impressão de quanto mais caro o presente ofertado às mães mais estamos em dias com nossas progenitoras.
O que me incomoda é o vale tudo das empresas de publicidade. Dia das Mães virou estratégia de mercado, e “lobos maus” não faltam para inserir-nos nesse jogo do consumo. Para quem tem o bolso vazio, parcela a prazo, se não tem cartão, abre-se o crediário, se esqueceu dessa data, não se preocupe as grandes empresas não vão perder esse lucro. Assim, um belo presente será solicitado nos comerciais das perfumarias, das casas de cosméticos, vestuários, é a grande estratégia em tempo esperado. Aquece e como aquece a economia.
Eu gosto mesmo de ser uma filha como a Chapeuzinho, não trouxe doces para minha mamãe, colhi flores com muito carinho. Mãe para mim é esse poço de candura que me acolhe a cada amanhecer, seu presente procuro tecer durante 364 dias do ano. Porque ilusão seria acreditar que qualquer valia pode valorar o que não tem preço – amor de berço. Mãe é riqueza que mamamos no peito e logo devemos, unicamente cuidá-la, sem medalhas, sem perfumes, sem supérfluos, mãe é o belo aroma que espero ter pra toda vida.


1 Comentarios:
Mas um presentinho não é nada mal...rsrsrsr
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