A vida sem véus
Os dias têm sido mais áridos
Viver conosco é terreno árduo,
Faltam palavras, faltam sentimentos
Quando será a próxima colheita?
Meu solo descansa o desejo não alcança
Realização, o peito em solidão não produz
Nem uma lágrima, nem uma marca de inspiração
Ninguém para amar, nem para chorar...
Os dias têm sido mais áridos
Meu estado de ausência de lutas
Tudo é tão normal, tão dentro da ordem
Não haverá mais colheitas, não como antes...
O desafio de viver sem amantes
Ver a vida sem véus, inventar o anel de saturno!
Comigo mesma, oh natureza difícil...
A de extrair a matéria de minha poesia do íntimo,
Dessa coisa que me deixa louca e chamo amor!


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