viernes, 29 de abril de 2011

"Eu tenho um sonho"

Sonhar para mim sempre foi um recurso alimentador. Ora com o objetivo só de diversão, ora com o objetivo de não sentir dor. Hoje, eu sei que de uma forma ou de outra, que o sonho é fundamental em nossa constituição, pois só assim a gente realiza planos em ação e materializa aquilo que o poeta chama de dar sentido à vida.

Einstein dizia que toda grande idéia, inicialmente, deve parecer absurda. E assim imagino o sonho de homens como Cristo, Ghandhi, com seus sonhos religiosos de promover a paz mundial. Estes se imortalizaram e se notabilizaram ao acreditarem em uma melhor interação entre os homens. Daí, os sonhos aparecem como agentes transformadores capazes de tornar as relações mais sólidas e sem tantos ardores.

Vejo o presidente Lula e penso como os sonhos são importantes para a realização de um indivíduo e para o coletivo. A chegada à presidência de um nordestino, historicamente oprimido, e estigmatizado, sem escolaridade (formal / superior), um torneiro mecânico que conquistou os olhos do Brasil e do mundo, por suas ações sociais, hoje tem reconhecimento pela Organização das Nações Unidas. Homenageado pela luta contra a AIDS, contra a fome, pela mediação de conflitos internacionais, pela vida. Quem acreditaria nesse sonho?

Isso prova que os sonhos não estão na academia, a academia é ferramenta, os sonhos estão no íntimo de cada um. Assim, quando lembro de tantos que riram da conquista daquele, que por primeira vez, eu podia compartilhar uma identidade social, enquanto presidente, atesto que é preciso resistência para seguir. A multiplicação dos sonhos realizados tem que se tornar mecanismo, ou melhor, porta de entrada para tantos outros se realizarem também. Daí, nesse governo, houve o aumento na construção de escolas e universidades federais por todo território nacional. Contribuindo, assim, para que parcela dos exluídos sociais pudesse saborear um pouco do bolo da economia, antes degustado apenas pela nobreza ou burguesia. Através da inclusão, na participação de parte da população, naquilo que lhes é de direito – Vida, liberdade e felicidade.

Em outro continente, é possível ver a história de outro presidente que também emociona muito pela persistência em seus sonhos. Nelson Mandiba Mandela, quase três décadas preso pelas perseguições da ditadura, perdeu os momentos mais lindos de seu casamento e crescimento dos seus filhos. Em oposição, ao que sistema desejava, ele não se afogou em desespero, ou perdeu o novelo de razão. Ele entendeu a língua do dominador e a estudou muito bem. De modo que alcançou o sonho da presidência, e realização do sonho de levar a Copa do Mundo a África do Sul. Mandela é um exemplo claro de que os sonhos movem o homem e o alimentam. Na prisão, ele estudava e acreditava em sua religião de que tudo seria diferente. E hoje é referência por sua luta contra o Apartheid, sua defesa doss direitos humanos. O sonho, um oceano de resistência e de crença em seu querer.

Assim, atesto que é preciso sonhar, sonhar, sonhar. Sonhar muito para materializar. Não podemos nos deixar matar pela falta de esperança, ou de perspectiva por dias melhores, ou de que não podemos estabelecer a ordem do caos em que nos encontramos. É preciso acreditar que sonhar é nosso direito, está nos planos, que torna a nós e aos nossos o enlevo de nos sentirmos mais felizes com o farol dos nossos destinos voltados para interesses individuais e coletivos. O sonho de um mundo/ Brasil melhor. Eu tenho esse sonho...

0 Comentarios:

Publicar un comentario

Suscribirse a Comentarios de la entrada [Atom]

<< Página Principal