miércoles, 29 de agosto de 2012

Meu maior medo – envelhecer.

Recordo-me de quando pequenininha eu olhava pra figura do meu avô com um estranhamento àquelas ruguinhas que, sem dúvidas, interferiram na nossa comunicação. Hoje, ao olhar pro passado, e compreender o eterno culto à juventude do nosso tempo, entendo como meu olhar naquela época foi afetado... Se ricos, celebridades, dos mais famosos ao anonimato envelhecem, que isso nos prova?! Isso revela que envelhecer é o estágio da vida alcançado pelo homem comum. E ao contrário do que nós ocidentais fazemos em rechaçar o envelhecimento, esconder a idade, nos condenar à inutilidade nesse período, deveríamos copiar os orientais e aprender a ver nas rugas o respeito e a experiência de quem viveu uma vida! Deveríamos encher o peito pra falar nossa idade. Eu sinto muito às vezes, por não ter compreendido isso na minha infância. Queria ter ouvido, compreendido, ou festejado muitos aniversários com meu avozinho... Mas hoje isso não é mais possível, ele na está mais comigo.... Sinto que a forma que tenho de ter o brilho do meu olhar devolvido, quando me refiro ao meu avozinho, está na compreensão do envelhecimento – como momento pleno e elevado de conhecimentos na vida do indivíduo. E se tudo é tão fulgaz... Passa tão ligeiramente, façamos de nossa mente um espaço mais inteligente. Mudanças importantes têm que ser feitas no hoje, para amanhã termos a real certeza de termos vivido e poder, de alguma forma, orientar as próximas gerações...

domingo, 26 de agosto de 2012

A jornalista

(22 de abril de 2012) Uma velha jornalista depois de muitos anos seguindo o mito do amor romântico toma decisão: coloca todas as cartas não entregues na sacola e marca um jantar com a manifestação do seu sentir! E os dois se divertem, ao lerem tantas coisas sem sentido. Ela na cidade grande sonhando e ele no interior em compromisso ativo. Constam aproximadamente 1090 cartas é que ela escrevia às tardes, às noites e às madrugadas desde a ùltima vez em que o viu... Surpresos com os textos e com a passagem do tempo, eles são apenas capazes de se divertir por não terem respeitado a volúpia do seu tempo, dessa atmosfera que toma conta dos jovens e irrompe com tamanha violência para atender a qualquer fantasia que lhes faça conveniência! Tomam whisky, fumam cigarro e assim como o papel que envolve o tabaco vai se consumindo, vão se consumindo as cartas que lançam na lareira, porque com o tempo, não haverá mais fogueira, todo o ardor, toda ânsia de falar besteira integrará memórias depositadas em qualquer cinzeiro da vida E é uma pena...Que ainda sabendo os fins, continuamos escrevendo cartas que serão queimadas, embora suando ao ver a foto da pessoa mais desejada, esperamos que o calor se esfrie e vire fumaça, ainda torcendo, para que se esfumem todos impedimentos, nosso tempo não é o tempo do outro... Estranho gosto degustado pela jornalista e por seu amado, as pessoas passam e os acham tão bonitos, mal sabendo que constituem apenas um retrato contemporâneo de laços fragmentados e quiçá líquidos... Apenas amigos, porque a ansiedade por maiores convívios há muito terá se diluído!

Ser mulher é....

Estar sempre com a roupa mais bonita, É ser agradável e bem feminina, É esperar o homem tirar pra dançar, Beijar, beijar, beijar e na manhã seguinte esperar a chamada dele... Isso porque se ela ligar perde-se o interesse... O homem tem um poder todo dele, Assim dita o senso comum da conquista! Não importa se ele tenha uma ou várias, A cultura o ampara... Umas – ele é o garanhão! Uma – pobrezinho – vive na solidão... Mas com a mulher é bem diferente... Com um ela é uma dama; com vários - uma “puta na cama” Que só serve pra pegar... E todos querem pegar – mas não serve pra casar ... Mas elas casam e traem seus maridos, Que confusão esses instintos de tempos de globalização... As mulheres assumem cargos de homens – presidências – gerências- motoristas Mas a cultura ainda dita o pensamento bem machista... No fundo, no fundo espera-se no discurso de uma mulher bem feminina – uma mulher submissa Que esquente a comida, faça a cama, espere a autorização masculina... Ah, ser mulher transcende os deveres – ser mulher é um deleite Quando sabemos o que conquistamos e declaramos bem alto o nosso valor... Beleza, inteligência, afetividade e calor, muito calor... Capaz de seduzir os machos em nossos braços, Fazê-los cambalear em seu embaraço ultrapassado dos sexos E em anelo indizível nos traduzirmos em complemento um do outro; A luta é cultural, a luta de braço sensacional porque ainda tem muito a seguir... Mas o encontro dos corpos anula e silencia a briga de gerações... Ser homem e ser mulher são atribuições eqüitativamente valiosas E gostosas porque se completam nessas separações impiedosas do nosso tempo...

A música que Xico Xavier gostava

sábado, 25 de agosto de 2012

Tive um pensamento bobo nessa manhã – precisamos cuidar mais de nossos adultos – ora que é isso?! Sempre ouvimos que devemos cuidar de nossas crianças. Pois é, acho que cuidamos muito do legado de nossas crianças e esquecemos dos adultos. As crianças estão amparadas por lendas, cantigas, datas comemorativas que permeiam a vida escolar delas, o que contribui, para que elas criem e recriem um mundo melhor. Mas e os adultos estão amparados?! Não. Não estão. Os adultos estão tristes. Isso é percebível na fala cotidiana, no olhar perdido, no sorriso amarelado de quem não está certo de para qual lado vai... E isso me entristece, porque na ausência de literatura, da força produtiva que cada um tem de modificar a vida, surge a depressão, a solidão, o desrespeito pela vida e daí para cruzar uma avenida e assassinar o colega, por banal desentendimento, ou adentrar escolas no intento de matar colegas é um passo. Essa reflexão boba, diferente das outras do nosso tempo, que insistimos em esperar do governo alternativas, essa começa com nossa alegria, nosso bom dia pra vida, nosso bom dia pra nós mesmos. Porque assim como fazem as crianças, se cuidarmos com cuidado e esperança dos jardins de nossa imaginação, dos nossos adultos, faremos um tempo “bão”. Diferente. Melhor. Afetivo. E bem bonito para todos! Pense nisso, mis adultos!

martes, 7 de agosto de 2012

Tenho aprendido que viver é um diário presente! Então, você, que de repente, tá aí sentado, meio cabisbaixo com as contas do início do mês, com as notícias de caixa 2, ou preocupado com a copa, deixa essas coisas pra outra hora... E lembra-te que o único tempo que temos é o presnete, pois segundo meu estimado Ruy Espinheira, o passado já passou e o futuro não existe... Vamo não fique triste! Faça uma boa ação, sorria pra uma criança, ouça o idoso, e aí aquele gosto de tristeza que apareceu na nossa mesa no início dessa conversa terá se dissipado!!! Hoje é um dia raro e único na sua agenda, faça a diferença... Nas pequenas açõessssssssss..... Bjosssss, de bom dia saudadeessss bem grandona da Drica,rs