lunes, 29 de noviembre de 2010

Marés de março

Entre nós não há algemas nem muros
Libertos e presos cumprindo o destino
Por longos caminhos acreditei em nós
Mas agora vejo-nos um plano passado,

Como será o amanha impossível definir
Estive aqui a esperá-lo, marés de março,
Violentas e perigosas sensação gostosa
Segue em outras correntezas...

Mantê-lo aqui comprime sua natureza
De liberdade e beleza jamais o odiaria
Confusões acontecem todos os dias...

Lembrança potencial em meu íntimo
Tão arrebatadora que a evito, fujo...
Criação minha, reúne meu mundo,
Em corpo e alma tão profundos!!!

Te amei...

sábado, 27 de noviembre de 2010

Miragens

Tantos desertos percorri
Alma e corpo sentiram sede
Mudança para sul ou para norte?
Importava apenas a própria sorte!

Em tantos oásis me refresquei
Em tantos outros encontrei
Minha calma em doces olhos
Sagradas fontes, meus territórios!

Hoje não há desertos nem infinitos
Tudo tão incerto quanto o princípio,
Segue tudo igual e tão diferente
Encontro em mim o nascer e o poente!

E tudo se explica a luta vã dos dias
O remo que vai contra nós mesmos
Potência destrutível, filosofia de vida!

Um pouco de mim

Nasci e recebi uma pétala
Célula de muitas ilusões
Acompanhava um caixa
Com o manual dos corações;

Instruções para meu coração
Caso raro de solidão...
sufro de incurable romanticismo
Para mim qualquer dia é lindo...

A princesa, a Cinderela
Qualquer personagem fantástico
Ilumina esferas de sonhos meus!

Contrariando a Bela do passado
Felicidade não depende do príncipe
E sim dos deslizes que desenhamos!

Posibilidades de amarte

Puedes pedirme para no ver el mar,
Puedes pedirme para dejar de amar
Pero no me pidas para borrar fantasías
Porque sin ti la existencia es tan vacía

Navegaba apasionada en aguas saladas
Caminaba por tierras tan evasivas...
Pero ahora que te encontré todo, todo
Tiene vida y aún sos una gran magía!

Mi poesía cotidiana, alegría tan lejana
Y tan cerquita, ángel más allá de maravilla,
Una estrella precisa y de luz propia...

Y ahora cuando surge la aurora
Me acuerdo mucho de ti, de nosotros
Nuestros recuerdos de una noche de estación!

viernes, 26 de noviembre de 2010

Fada Madrinha

Caminhava apressadamente nas ruas de Salvador. Esbarrei-me em uma mulher e meus livros de súbito caíram. Ainda vi meu último apontamento voando, distanciando-se de mim, pela brisa que fazia. Respirei fundo, contive a lágrima de preocupação, ao ser seduzida por um olhar de maravilha daquela senhora. É incrível como a simpatia, a educação nos transportam para uma melhor compreensão do outro...

Ela sorriu-me de modo tão fantástico e em segundos fez-me acreditar sua verdadeira habilidade – proporcionar a felicidade aos transeuntes. Disse-me que era uma fada madrinha e que há séculos exerce esse ofício, que eu pensasse em três desejos mais íntimos e eles logo seriam concedidos. Sorri da sua ingenuidade, afinal, eu que tanto havia vivido, tinha aprendido que fadas não existem... Podia ser uma ladra, uma golpista, mas pela sua aparente fragilidade física, decidi entregar-me àquela diversão.

Pedi amor, fé e esperança. Um clarão se iluminou e não sei pra onde aquela varinha me transportou. Lembro-me apenas de minhas últimas palavras... Amor para o homem pós-moderno curar-se da solidão, dos males da alma, da individualidade. Fé para que as pessoas percebam onde estão, para que estão e para onde devem ir, já que a crença, a religiosidade, na maioria das vezes, serve de norte para os indivíduos. E esperança para que entendamos que a vida só faz sentido, se vivemos para realizar nossos desejos, nossos sonhos mais íntimos. Se há esperança, percebemos que matar o outro por nossas realizações é projeto mais vão, porque o crescimento só tem sentido e prazer quando projetado coletivamente.

Estava num túnel escuro e em movimento, nada conseguia pensar. Sentia um cheiro gostoso e o conhecia bem... Era o cheiro do café da manhã preparado por mamãe que já me acordava para mais um dia. Acordei inspirada, a fada constitui nosso desafio cotidiano de mantê-la como vela acesa para iluminar os desafios da vida.

jueves, 25 de noviembre de 2010

Como se verifica a arte da escrita?

A escrita é um passo que escraviza e liberta o ser humano em contínuo processo de ir e vir. À medida que o sujeito se afeiçoa pela arte de escrever, gradualmente se apaixona por essa prática, de modo que a vida sem essa companhia dar, por vezes, contornos gris à vida do autor.

O ato de escrever escraviza o homem a acreditar em sonhos, por mais que as circunstâncias se mostrem adversas. Assim, torna o homem escravo do seu querer, pois a cada romance lido, a cada história contada, o indivíduo percebe que a maior ameaça que pode existir para si, encontra-se nele mesmo. Daí são vencidos o Estado e seus respectivos aparatos, como os órgãos repressores. Pode-se entender que esse tipo de escravização é uma das mais virulentas. Pois, se de todas formas de escravização existentes na cultura, apelos midiáticos, drogas, religiões a escrita mantém-se ao alcance das mãos do escritor através da caneta e do papel, responsáveis por imprimir na folha a expressão do pensamento de seus escritores. Constituindo vício inexplicável.

A arte de escrever, também liberta... Liberta os tímidos do seu mundo, os hiper ativos se acalmam, os mais inseguros treinam sua autoconfiança. A escrita delineia sonhos expressos e ocultos, revela ideologias de épocas, de grupos sociais diversos. Escrever liberta os medos, desenvolve a alma e aprofunda os argumentos do corpo. Apresenta consistência em algumas linhas da vida e vácuos inexplicáveis em conclusões que não terminam. Faz parte da vida idas e vindas, a certeza e a dúvida, a construção e a desconstrução. Para escrever é preciso morrer, despir-se de tantos valores para vestir-se de outros.

É importante perceber que a escravização da escrita torna-se uma droga essencialmente necessária em consumo moderado e gradual no cotidiano nas pessoas, já que seu excesso pode provocar casos extremos de subversão. A liberdade proporcionada pela prática de escrita pode resultar em sujeitos autônomos e independentes.

miércoles, 24 de noviembre de 2010

Dolor Ausente

Y ahora que sólo tengo a ti
Me encuentro en esta computadora
Sin saber que decir...

Dudo de mi estado de vida
O muerte, dudo de la propia suerte
Dudo del brillo de las estrellas
Dudo de todo y de nada...

Necesito estar apasionada y escribir
Ese es el único registro que dice a mí
Que el día pasado existió...

Peor que el dolor es su ausencia
Nada siento,nadie sigo,nada me vale
Sólo un té de mate... No me acalma,
Pero me regala com tu existencia.

domingo, 21 de noviembre de 2010

Mi amorrrr,

Hoy me acordé tanto de vos
Caminaba por las calles,
Me preguntaba por que tan lejos
Vivís? Me encanta tanto escucharte!

Con tu sabiduría me enseñarías
Que la soledad es necesaria,
Para crecer y ser alguien mayor,
Y que las seguridades se cambian

Necesito llamarte sentir tu alegría
No estoy triste, estoy reflexiva,
Pensaba en tus palabras encantadas
Te extraño mucho, mucho...

No se olvida nuestro juramento
Jamás nos olvidaremos aún haya
Cualquier aislamento porque...
Tu corazón cuida del mío y...
El mío del tuyo...

Siento falta de mi lluvia de estrellas!!!!
Sos una de las realezas más preciosas
Que ya conocí... te amoooo!!!!!!
besososososo

Introspectiva

O que me entristece não é o outro
Afinal, já o conheço tão bem...
Que mais dele esperaria?
Ando em busca de minha melodia!

O que me entristece é minha desmedida
Crença em valores (certo e errado),
Virtude que ninguém reconhece
Constitui minha prece cotidiana...

Coisas que ninguém saberá,
Não compreendo as pessoas...
Se ele é um sujeito tão especial,
Não merece que eu seja desleal!

Ninguém me entende,
Lembro-me da justiça de Deus
Ele conhece meu coração! Isso me conforta,
Abrem-se as portas da compreensão!
Isso pra mim é mais que amor,
É respeito, cuidado, sem dimensão...

sábado, 20 de noviembre de 2010

“Tenho medo escuro,
medo do inseguro...”


Meu coração tão inconstante
Amante do claro e do escuro
Se enrijece, se entristece...
Pertenço mesmo a esse mundo?

E de repente me parece que nada,
Absolutamente nada vale a pena,
Revejo meus quereres e me confundo
Minha decisão tem que ser certeira

Não posso regressar sem certezas
Me deixo embalar pelo ritmo do mar,
Quero colo, quero afago, quero estar
Ao teu lado, quando tudo se faz ausente!

martes, 16 de noviembre de 2010

Um dia depois do ontem

Era gostosa a sensação de liberdade conquistada.
Não sabia exatamente de onde essa advinha ...
Do subversivo desejo de desafiar as imposições
Familares ou da vontade de acreditar em seu querer!

A lágrima no semblante de um, a repreensão
Em tantos olhares, sentia que algo havia mudado
Sua opinião irresoluta, sua crença absurda em amor
Em fantasia, ia além de qualquer melodia...
Representava sua carta de alforria!!!
Como se sentia feliz!

Ela sabia que nada em mãos tinha ou até mesmo
Podia dar em nada esse seu amor conto de fada,
Esse sempre tão etéreo, mas ela renunciou tudo
Era rica e agora pobre sem nada em mãos...
Levava apenas o coração e sentia-se liberta...

Tal estado de felicidade era uma porta aberta
Um alarme, um anúncio muito importante
Algo se operou um estranho caso de amor,
Alço vôos e agora eu mesma a comandante
De minha tripulação... Apertar os cintos,
E no peito muita emoção!!!!!!!!!!!

miércoles, 10 de noviembre de 2010

Melhor Estação

Ando meio satisfeito
Com a chegada do verão,
A proximidade da poetisa
Aquece minha estação,

Não sei se é o axé da Ivete
Se a efusão do Chiclete,
Sei que o verão me derrete
E a imagem dela levo no peito,

Ando meio satisfeito,
A possibilidade de realização
Todos os anos a chamo e ela?
Na hesitação...

Prometo não mais buscá-la
Mas de repente a chama
De sua doçura me convida,
E lá estou a querê-la, Vida!

São assim nossos verões
Quase Eduardo e Mônica,
Entre nós muita semelhança,
Por isso nossa esperança,
Pulsa e nunca morre...

Forte e inexplicável,
Para um acaso de verão!

martes, 9 de noviembre de 2010

Pelo ângulo da câmera Dele

Eu tentava apreendê-la na minha câmera
A velocidade em registrar cada momento
Traduzia-se no desejo de tê-la, a Bela
De cabelos cacheados...

Essa mulher jamais constituiu certezas
Quando penso que a tenho, ela desfaz-se
Em sutilezas, mas naquele instante...
Ela jamais podia hesitar, me pertencia,
Sua alegria era só amar, só amar...

Uma emoção inexplicável tomava-me
É que eu e a Diadorim tínhamos relação
De muito carinho, embora pouco nos víssemos
Inexplicavelmente estávamos sempre juntos
De mansinho...

Ora eu via uma mulher na força de suas ações
Ora uma criança com medo de perder suas vaidades
Verdade que isso deveras me irritava...
Mas aprendi a amá-la com suas barrocas adversidades
Pensar nela é um mar de ilusões, a fantasia que gosto de ter
Porque também a amo...

Silêncio

Desapareces se entregas ao silêncio
Sentes ciúmes dos últimos versos,
De nada valeriam explicações....
Não entenderias minhas razões!

Mas segue tudo, tudo igual
Não falo, tampouco o vejo,
Segue tudo do mesmo jeito
Eu e meu platônico amor!

Como bom escritor sabes...
A poesia se impõe ao poeta!
Se eu pudesse delimitar a esfera
Do que eu lírico me escreve...

Lembra-te que o brilho do nosso dia
É intransferível, assim como o sentir
Pelo muso antigo, experiências distintas!
Valores supremos...

P.S: Ainda que te recuses a falar comigo,
Te amarei por tempos infinitos, porque sos
Mi hermanito preferido... te amoooo!!!!

domingo, 7 de noviembre de 2010

Prisões...


Mais uma noite em cárcere
Aqui não o vejo o luar
Tampouco alguma medicina
Que faça meu corpo parar de sangrar

Tentei amá-la em indizível escala
Não me alimenta esse amor romântico
Quem irá salvar-me nessa noite fria
Em que não há formas de acalanto?

Tentei acreditar em bondade,
Em melhor sociedade, os sonhos se diluíram;
Ela não entende o homem que ama
Não mais pertence a sua chama adolescente!

Reúno fragmentos do que sobrou,
Um sorriso, um olhar, partes de amor
Não sei até onde essa experiência me humaniza
Não sei se sou fogueira, ou cinzas...
De algo ela muito valorou, seu primeiro amor!

Amor que me abandonou nesse cárcere...

sábado, 6 de noviembre de 2010

Dia de sol

Eu sou apenas alguém; Ou até mesmo ninguém; Talvez alguém invisível;Que a admira a distância;Sem a menor esperança;De um dia tornar-me visível. Legião urbana

Hoje fui à praia, banhei o corpo
Inundei a alma, fez um sol fascinante
Durante o dia meu tempo preferido
Saí da áurea do romantismo...

E agora que el sol me da en la cara
Vejo minha fidelidade a tudo sobre você
E tu? Que sabes de mim?
Hoje quero cantar o vaso chinês,
Falar da bolsa de valores de Nova York,
Nada disso me apetece ou rejuvenesce...

Descobri que a melodia vinda de ti,
Faz-se uma extensão de minhas projeções,
Casualmente se pareces comigo?
O lindo, o romântico, o simpático,
Minhas designações em grau máximo!

Eu consigo não pensar em você,
Relacionar-me com outras pessoas
E a timidez que queima minha tez de menina-mulher
Juntamente a incerteza do sim e do não
Faz-me exatamente essa coisinha, essa coisa toda minha
Que ninguém mais pode ter...


Adoro amar, mimar, você, nesse amor...só meu!

viernes, 5 de noviembre de 2010

Cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais... Ana Carolina

A intensidade do sentir avultava-se com os anos
A negação alimentava essa paixão em chamas
Vibrantes de muita emoção, como ele apreciava...
À distância ela dissolvia-se em lágrimas,
Não queria ser um eterno calendário com horas,
E datas de partida, de chegada....

Cansou há tempos de tanta literatura
Desejava encontrá-lo, ele, seu amor de candura
Mas seus destinos eram traçados por mensagens
Cifradas, estavam sempre em semi-círculo,
Mas nunca se encontravam...
Em disparata ela reagia há quatro anos do mesmo jeito,
Como criança apagava tudo que foi feito,
Assim, ele nunca soube seu veredicto sentimento...

Ela não tem dúvida de que ainda se encontrarão...
As músicas deles saíram do porão...
Que venham as lembranças formar essa constelação
De um amor bonito, impedido por circunstancias várias,
Ela parou de mentir, tudo em seu corpo revela esse iludir
Agora só resta saber qual dos dois dará o primeiro passo,
Nesse bem marcado jogo de cartas amadamente cifradas
... pelo o acaso do destino!!!!

Caso de Amor

E fazia tempo que eu vinha tentando
Convencer Diadorim do meu amor ...
Mas ele não crê em mim...
Ele não acredita em meu sentir
Também não acredito em tantas coisas...
Em coragem, em ética em relacionamentos
Em fantasmas...Mas como fazê-lo confiar
No impalpável, no “invisível aos olhos?”
Eu sei porque está aqui, bem dentro de mim
Pulsando e navegando em veias e artérias
De meu coração, quiçá seja minha solidão
Que me faça assim tão apaixonada...
Tentei ser amiga, sem premissa,
Ele não respondeu nem uma palavra...
O que ele não sabia era que o que eu mais queria
Era estar perto, bem pertinho...
Para devagarzinho cantar nossas prometidas
Canções... É que Diadorim tem uns gostos assim...
Tão especiais e desde que ouvi seu ritmo,
Meus olhos apossaram-se de autônomo brilho
E vivem como dois faróis em noite outonal,
Quem o busca, o encontra em meu olhar...
É relação difícil de explicar... Por isso sinto,
Esse curioso caso de Amor.

jueves, 4 de noviembre de 2010

Revelação dos sentidos

Tudo nele era poesia...
Pensava consigo a razão
De tão nobre sentimento...
Seria o dom da palavra?
Acreditava que não somente

Estudou em escola mestra das letras
Ouviu tantas gentilezas...
De miudezas à minha ‘querida Afrodite’

Pergunte, sem deslizes, quantas vezes ela amou
A resposta não vinha...
Ele não, ele nem dizia mais nada!
O silêncio não minimizava sua rima
Tudo nele era poesia, terna alegria,

Lembrava daquele sorriso, a forma
Dele abraçar, tão singular!
E tinha saudades de tempo não vivido
Que desembocava no mar...
Tudo nele era poesia,

Despertava todos os sentidos,
O cheiro, o tato, o olhar, ouvi-lo...
E o gosto, aquele inesquecível gosto
Que ficou no paladar...
Sonho só em pensar, tudo nele...
Era poesia...