viernes, 29 de abril de 2011

"Eu tenho um sonho"

Sonhar para mim sempre foi um recurso alimentador. Ora com o objetivo só de diversão, ora com o objetivo de não sentir dor. Hoje, eu sei que de uma forma ou de outra, que o sonho é fundamental em nossa constituição, pois só assim a gente realiza planos em ação e materializa aquilo que o poeta chama de dar sentido à vida.

Einstein dizia que toda grande idéia, inicialmente, deve parecer absurda. E assim imagino o sonho de homens como Cristo, Ghandhi, com seus sonhos religiosos de promover a paz mundial. Estes se imortalizaram e se notabilizaram ao acreditarem em uma melhor interação entre os homens. Daí, os sonhos aparecem como agentes transformadores capazes de tornar as relações mais sólidas e sem tantos ardores.

Vejo o presidente Lula e penso como os sonhos são importantes para a realização de um indivíduo e para o coletivo. A chegada à presidência de um nordestino, historicamente oprimido, e estigmatizado, sem escolaridade (formal / superior), um torneiro mecânico que conquistou os olhos do Brasil e do mundo, por suas ações sociais, hoje tem reconhecimento pela Organização das Nações Unidas. Homenageado pela luta contra a AIDS, contra a fome, pela mediação de conflitos internacionais, pela vida. Quem acreditaria nesse sonho?

Isso prova que os sonhos não estão na academia, a academia é ferramenta, os sonhos estão no íntimo de cada um. Assim, quando lembro de tantos que riram da conquista daquele, que por primeira vez, eu podia compartilhar uma identidade social, enquanto presidente, atesto que é preciso resistência para seguir. A multiplicação dos sonhos realizados tem que se tornar mecanismo, ou melhor, porta de entrada para tantos outros se realizarem também. Daí, nesse governo, houve o aumento na construção de escolas e universidades federais por todo território nacional. Contribuindo, assim, para que parcela dos exluídos sociais pudesse saborear um pouco do bolo da economia, antes degustado apenas pela nobreza ou burguesia. Através da inclusão, na participação de parte da população, naquilo que lhes é de direito – Vida, liberdade e felicidade.

Em outro continente, é possível ver a história de outro presidente que também emociona muito pela persistência em seus sonhos. Nelson Mandiba Mandela, quase três décadas preso pelas perseguições da ditadura, perdeu os momentos mais lindos de seu casamento e crescimento dos seus filhos. Em oposição, ao que sistema desejava, ele não se afogou em desespero, ou perdeu o novelo de razão. Ele entendeu a língua do dominador e a estudou muito bem. De modo que alcançou o sonho da presidência, e realização do sonho de levar a Copa do Mundo a África do Sul. Mandela é um exemplo claro de que os sonhos movem o homem e o alimentam. Na prisão, ele estudava e acreditava em sua religião de que tudo seria diferente. E hoje é referência por sua luta contra o Apartheid, sua defesa doss direitos humanos. O sonho, um oceano de resistência e de crença em seu querer.

Assim, atesto que é preciso sonhar, sonhar, sonhar. Sonhar muito para materializar. Não podemos nos deixar matar pela falta de esperança, ou de perspectiva por dias melhores, ou de que não podemos estabelecer a ordem do caos em que nos encontramos. É preciso acreditar que sonhar é nosso direito, está nos planos, que torna a nós e aos nossos o enlevo de nos sentirmos mais felizes com o farol dos nossos destinos voltados para interesses individuais e coletivos. O sonho de um mundo/ Brasil melhor. Eu tenho esse sonho...

jueves, 28 de abril de 2011

“Eu gosto de ser baiano, ai, ai, Bahia”

Chove em Salvador e me deparo com as mesmas cenas de minha infância, ruas alagadas, desabamentos, desabrigados... Mas não é sobre esses “acasos” que desejo comentar. O que chama minha atenção é a quantidade de pessoas que têm ocupado as ruas da cidade como moradia. São homens, mulheres, crianças, constituem famílias inteiras na Piedade, nas ladeiras do Pelourinho, da Lapa, na Barra. Miséria e opulência coexistem na capital da Bahia. Terra da alegria do Senhor do Bonfim.

Nessa terra caracterizada pela magia e pela cordialidade, uma imagem que atrai e conquista tantos turistas, contrasta com a necessidade básica de seu povo. Um povo ora caracterizado pela riqueza cultural, de onde saíram imortais mestres da literatura como o Boca do Inferno, o Poeta dos Escravos, a terra de Jorge Amado, uma terra que se destaca pela música, por seu ritmo, pela ginga dos capoeiristas, pela culinária singular, que tem no acarajé e no vatapá o gosto do dendê, e do calor de ser baiano, ah e uma arquitetura colonial sensacional que encanta tantos olhos além da Baía de Todos os Santos...

Eu jamais negaria todos valores artísticos atribuídos à Bahia. Na verdade, sinto uma alegria indizível em ter em meu registro, que nasci na capital da Bahia, Salvador, lugar de esplendor, para quem a acompanha pelas antenas de TV. Já que o sorriso expresso nas propagandas de turismo não é tão acolhedor com o mendigo. Ao ver uma família inteira hoje na Barra, cuja criança devia ter aproximadamente três anos com aquele olhar perdido, de quem fitava o infinito, manifesto no carro azul de luxo parado a sua frente, eu percebia que a invisibilidade sofrida por aquele pequeno ser – me fazia compreender o que o Renato Russo quis dizer com “que país é esse”.

Seguramente, esses moradores terão uma outra representação da Bahia. Uma Bahia injusta e desigual para eles, e para seus antecedentes, dando assim continuidade a um processo de pobreza histórica. Daí há estudiosos que defendem que a Bahia está muito mais para o descobrimento que para o século XXI. As misérias, o descaso com a educação, a ausência de políticas públicas consistentes que atendam a esse povo legado à marginalização ainda não são prioridades nos planos de nossos representantes. Eu queria muito acreditar no Senhor Bonfim, Oxalá, Alá, Jeová, Buda, qualquer entidade espiritual das tantas que caracterizam nosso sincretismo religioso de que as coisas vão mudar...

Ai, como eu queria, porque, daí sim eu diria que essa magia que há na Bahia e não encontrada em outro lugar é para todos e não para poucos que podem consumir, usufruir dessa graça particular de ser baiano... Isso, sim, seria dizer “eu gosto de ser baiano, ai, ai, Bahia”.

Hoje eu escreveria uma carta a Ele...

Uma carta que dissesse as coisas mais simples e menos intencionais, parafraseando o Bandeira. Eu começaria afirmando que não ando magoada. Que dos poucos episódios da vida que me deixaram amargurada estão as vezes em que Brad Pitt agendou e não veio, porque tive algo mais importante pra fazer. Algo mais importante que o astro de Hollywood em minha casa? É que eu ainda não sabia que oportunidade rara só bate à porta uma vez! Mas, na verdade, ainda me encho de vaidade em pensar: quem não quis o Brad... Fui eu!!!

Eu acrescentaria ainda que as palavras ditas por mim continuam válidas, ou ao menos, parte delas! Eu disse tantas vezes que por ele eu não me apaixonava, mas ele hesitou e se frustrou. Não, não tinha nada a ver com beleza, ainda que seu físico fosse consideravelmente aprazível aos olhos, minha condição de poeta aprecia outra beleza, outros valores que músicos e outros artistas não são senhores.

Eu poderia escrever ainda que por conhecê-lo pouco, podia ter brincado menos. Esqueci da condição de macho ao extremo. E esqueci que esse nosso desconhecimento, um do outro, podia nos impedir de extrair o mesmo gosto do senso de humor produzido. Hummm, isso não teria gerado tanto desconforto!

Nesse endosso, baby, percebemos que conhecendo muito ou pouco, encontro felizes ou nem tanto, valeu a experiência de alguém que senta do outro lado da tela e te lê. Isso é mais que amizade, isso é PODER. O poder de ter todas as noites alguém suficientemente inteligente para acompanhar textos curtos ou longos, de provocar sentimentos diversos. De resto!? Nada espero! Porque nos falta, a nós dois, não é inteligência, isso temos de sobra, o que nos falta é paixão. Daí vemos que por mais que a máquina seja verossímil, não é capaz de inventar essa proeza, experimentada apenas por quem viu e se conduziu por aquele olhar, aquele de onde a poesia vinha... (lembra?!)

Eu podia permanecer em silêncio, ou falar como louca, como poucas, não me importo de perder a última palavra ou de voltar atrás quando nesse caminho há a palavra que me apraz – a tua. Não o caminho, mas um dos alicerces da felicidade maior - A VIDA!

miércoles, 27 de abril de 2011

Tá louco?!

“Enquanto você se esforça pra ser um sujeito normal, fazer tudo igual...” Raul Seixas

Eu vinha pensando comigo que essa coisa de equilíbrio é mesmo muito relativa nas sociedades. Dizer que alguém é são ou louco, é o mesmo que dizer que todos têm um pouco dessas alquimias, ou seja, não diz nada...

Comumente meus amigos me chamam de louca por minha mania de escrever como poucas, poesias, cada vez mais encantadas por minhas paixões inesperadas por um rosto desconhecido, que ainda me fazem suspirar – ay, que lindo!!! São figurinhas do mínimo quebra cabeças que me constitui. Sofri quando tentei mudar, porque nessa criatividade expressa, imprimo a marca que me interessa, minha originalidade. Como vejo, sou louca como poucas, sou a loucura de Afrodite, poesia produzida nos ditames de minha consciência com meus musos poéticos.

Foucault já havia afirmado que a loucura não era tão natural, como cultural. Percebemos então, que aqueles que não seguem os códigos de conduta prescritos pelo meio social de seu tempo são taxados como loucos. Afinal, permanecer com o estabelecido gera “equilíbrio” para i-nú-me-ros. Imaginemos que após séculos de estagnação cultural na Idade Média, surge alguém pra nos dizer que a esfera geocêntrica havia mudado, agora a teoria era heliocêntrica. É inimaginável o efeito causado na época, ser taxado de louco, claro, não surpreende nem um pouco... E no século XIX, quando a visão de Darwin acerca da teoria das espécies muda tudo que o homem pensava no assunto em questão, até então... Loucura!!!

Assim, normalidade me parece mesmo um código de conduta muito eficaz para suprimir a criatividade dos homens. Pensar igual, aceitar sem contestar é se “normalizar”, já que romper com o estabelecido é sempre mais difícil para as classes dominantes. Por isso, é que não sei explicar o prazer que me dar quando me chamam de louca, como poucas. Todas as vezes em que assim sou chamada, penso que de alguma forma as coisas ainda estão dentro da ordem, dentro da minha ordem particular.

Chamar-me de louca é autorizar minha liberdade, preu expressar-me como quiser. De onde vem a loucura?! Que venha de onde vier... Pois o que quero, são mergulhos ou vôos cada vez mais lindos em cultura, literatura e por que não loucura que estiver desvencilhada de qualquer anestésico, que me deixe apenas vivendo, como barco levado sem remos em mar aberto e ainda afirmar “aqui me serve, aqui é meu lugar”. Que me venha uma prece e me salve nesse impulso normalizante, paralisante, irrelevante, in-com-pa-tí- vel com a Vida! Loucuraaaa...

martes, 26 de abril de 2011

Bilhete


De algumas coisas a gente não se esquece...
Andar de bicicleta, as melhores notas do colégio,
O vento no rosto do primeiro passeio de moto,
O primeiro beijo, o primeiro voto de confiança
À vida como tem que ser vivida...

E hoje ao arrumar o armário encontrei papéis
Pedaços recortados de alguém ontem muito especial...
Meus colegas do colegial riam dos meus olhos
Doces em pôr mel em tudo que vejo...

O bilhetinho era bonitinho, tinha uma mensagem
De botequim e uma graça que não se apaga...
De autor hoje desconhecido, outrora mais que amigo,
A fugacidade da vida, por isso expresso minha estima
Enquanto estou viva, porque tudo passa...

E se não fosse esse simples bilhete eu quiçá nem
Teria esse deleite de recordar-me de um instante dele
Em minha homenagem, às vezes escrevo tantas bobagens...
Deve ser mesmo a idade...

Gente Bonita

Poucas coisas na vida são tão prazerosas quanto rever os amigos. A diversão expressa lembrança recordada, evidenciando assim que amizades não precisam de dia, nem hora marcada para serem comemoradas. Dessa vez, não seria diferente, após um longo intervalo de tempo, as meninas me ligaram para combinar data e lugar do próximo encontro. Foram precisas em destacar – lá, lugar marcado, só haverá gente bonita. E, eu, inquieta por vida, comecei a me interrogar o que encontraria por lá.

Curioso é que “gente bonita” tá na moda. Seja a modelo das passarelas, sejam pessoas em qualquer esfera, seja aquele que traja roupa bonita (de marca), sejam aqueles que superlotam as academias em massa. De uma coisa eu estava certa, ser belo reunia qualquer aspecto vinculado ao capital. Não seguir isso, podia ser fatal para quem não cumprisse à risca as premissas do mercado de consumo.

Eu já sabia que em uma festa de “gente bonita”, eu não encontraria pessoas “bronzeadinhas” como eu. A loira, alta e magra, seguramente, predominava o imaginário masculino e o feminino também, né? Afinal, essas questões de gênero têm mudado tanto... Toda vez que eu ouvia a expressão de gente bonita, eu me sentia meio arisca, porque sabia que nessa sutil denominação havia uma hierarquia social claramente demarcada. Bonito é quem pode consumir!

E não se engane ninguém a que pareça que estou falando besteiras. A história é precisa em evidenciar-nos de que lado a beleza sempre esteve. Perguntemos-nos, então, que classe social conseguia ter o rosto rechonchudo da Monalisa nas dificuldades econômicas vividas na Idade Média? Ou ainda, por que a mulher romântica do século XIX jamais era representada com essa minha cor bela? Eram cada vez mais pálidas?! Ora, o contexto social não facilitava, qualquer bronzeamento e a mesma podia ser confundida com uma escrava ( e o escravo, por sua vez, era economicamente desfavorecido...). Assim, chegamos ao século XXI, em que magreza se põe em mesa. E se degusta! Quanto mais magra, mais ilustra o cuidado do sujeito com o corpo e com a vida. O corpo que rotula valores. O corpo que comercializa!

Então, não se deprima se você não foi convidado para a festa de gente bonita. Olhe pro lado, se está em casa sentado, leia as propagandas com um olhar bem acertado, ansiedade, bulimia são transtornos já pensados por aqueles que sacaram que ser “gente bonita” é um truque bem bolado para o mercado capitalista. Mas ainda assim... Eu vou! Meninasssss, esperem por mim...

Reforma do Ser


Penso que é preciso reformas;
Reformar nosso olhar viciado
sobre as coisas...
Reformar nossa maneira de pensar
de que as coisas são assim porque têm
que ser... O cerne das respostas é nosso
querer!

Percebo que entraram mais letras
Em meu alfabeto que eu presumia...
Cuidar pra que os dias não sejam iguais
É cuidar dos erros...
Eu gosto da ausência de acento nos
Ditongos abertos...
Nada se fecha na modernidade,
Cir-cu-la-rid-da-de!!!

Antigamente eu tinha medo dos fins,
Hoje entendo que tudo é processo,
Na modernidade líquida tudo vem e vai
Muito fácil e se torna rapidamente
Arcaico como o uso do trema...

Todas as manhas ao ver o sol
Penso que é preciso reformas...
E agradeço a Deus pela visão contemplada
De criança que me faz dizer: Que lindooo!!!
Com o que aprendi a ver desde bebê!
Isso com relevância é o que me faz sentir
verdadeiramente ÚNICA em minha singularidade!!
Quase a queda do hífen de tanta especialidade!
Reformas, já!!!

lunes, 25 de abril de 2011

A especialidade de um homem imortal


A poesia nunca mais seria a mesma
Tua chegada iluminou de beleza
A correnteza que representa a vida
Foram mares de despedidas, hoje?!
Todas as águas vêm...
Tua chamada, chegada é o acalanto
Buscado em tantos seios evasivos,
Só em você há ritmo, destino, ninguém
Jamais conseguiu simular teu chamado,

Meu coração é um bálsamo perto de ti
És o único com permissão de iludir-me...
Em silêncio ou falando não há pranto,
Há uma única imagem de herói...
Por fatalidades tentei esquecê-lo,
Chorei rios de dor e desespero,
Agora que te encontrei ninguém
Me fará chorar, és o único homem
Que merece meu amar...

Sua face é a de Deus na terra,
Tua fala a música mais aprazível e singela
Sua representação meu melhor desenho
A fascinação por ti é tudo que tenho!!!
Meu mais inestimável e precioso papá!

Ninguém escapa

"Ai, que saudade que tenho da minha aurora querida, dos anos anos de minha vida que os tempos não trazem mais". Casemiro de Abreu

O poeta já havia dito que tempo é ponto de vista. Concordo, fazia um tempo que eu vinha refletindo acerca do que é envelhecer. Confesso que se trata de um dos poucos assuntos que mais me assustam. Isso se explica por diversos fatores, primeiro por eu ter nascido no ocidente e não no oriente, segundo pelas conseqüências dessa última escolha.

Faço parte da geração que devota horas na academia, num sucessivo ritual de culto ao corpo. Danço. Tenho dieta balanceada, tudo isso numa desenfreada obsessão pelo corpo perfeito. E assim, vamos abrindo mão daqueles momentos de interação com os mais velhos. Aqueles instantes relevantes de sabedoria, em que ter os cabelos brancos fazia toda a diferença na análise de um problema... Saudade, de quando era entendido que os valores éticos estavam nas mãos dos mais velhos. Quer sim, quer não, havia uma ordem social mantida, as pessoas se respeitavam mais, se ouviam mais(...). Eu nem encerraria a lista de tanto saudosismo sobre esse tempo bendito.

Ocorre que hoje, ter cabelo branco é mais sinônimo de preocupação do que de sabedoria. Preocupação com o desrespeito dos direitos desse grupo da terceira idade. Como a dificuldade, por vezes, enfrentadas para ocuparem seus lugares que lhe são de direito sob a marca de prioridade. São desrespeitados no ônibus, nas ruas, em casa por familiares. Não temos uma cultura de abraçar o idoso. Logo num momento em que as pesquisas mostram que estamos envelhecendo mais, ainda nos deparamos com tantos problemas. Daí, olhamos pro globo e vemos os nossos vizinhos japoneses alcançando os cem anos com qualidade de vida. E, então, percebemos que é preciso nos moldarmos às necessidades futuras... Ocorre que somos incapazes de pensar o amanhã, quando só entendemos o agora. Assim, o Raul tinha razão quando cantava “somos grandíssimo idiotas que só usamos 10% da nossa cabeça animal”.

Quando eu vejo um idoso, sinto a alegria de uma criança ao ver um doce. Sei que na palavra de um idoso residem muitas histórias e me aproximo e me animo. Preciso animar-me para essa causa, usar a força resultante do trabalho na academia para produzir qualidade de vida. Envelhecer bem. Não preciso preocupar-me. As empresas de cosméticos estão ai, para atender as demandas capitalistas – cremes faciais, massagens, exercícios só adiam os nossos dias de ignorância por aqui. Imagino que plano medíocre traçamos para nossa vida ao desejarmos nascer, exibir-nos e morrer, não?! Às vezes me pego assim pensando tantas tolices, se houvesse aqui um idoso sem deslizes me contaria a moral dessa história... Enquanto isso, vou ajudando a construir essa árdua realidade da qual fazemos parte, todos cidadãos engajados com essa causa social, pois podemos fugir do estereótipo de ser mulher, do negro, do gordo, do homossexual, mas do idoso, baby... NINGUÈM ESCAPA!!!!

domingo, 24 de abril de 2011


Eu te diria eu te amo quantas vezes fosse preciso!
Porque para mim, o amor é a coisa mais importante
que existe... E quem não sabe o que é isso apenas
vive... Deixo-me ser levada pelas mãos que desejarem
porque cultura é escrever sobre coisas sérias, mas
agora que é madrugada e ninguém me olha... Me desdobro
em colchas gostosas, que me permitem dizer eu te amooooo,
sem fulguras, sem lenços, nem documentos,sem nada
que me faça desfarçar essa graça que me é inata -
Amar, amar e amarrrrr... Iupiiiiiii, falei!

Cegueira física ou psicológica?!

Há acontecimentos que como fagulhas celestiais iluminam nossa forma de pensar. Relutei em escrever esse episódio corriqueiro e como não sai de minha cabeça, não houve jeito já era texto.
Almoçava no restaurante de sempre, quando simultaneamente chegaram três imponentes homens que chamaram minha atenção. Levavam na face óculos escuros e nas mãos uma bastão. Inacreditavelmente deficientes visuais... (Já que contrariavam os estereótipos do deficiente coitadinho, sem autonomia). Sentaram-se a mesa em que eu estava e quando eu dei por mim, já me encontrava na conversa, tratava-se de um professor de filosofia, um professor de logística e um músico. Teriam tudo pra ser o muso que busco, mas o que pensei foi:

- Como deve ser difícil ver a vida pelos olhos de outrem...

De imediato, lembrei-me de Einstein ao perceber que tudo é relativo. Sob qual ótica conduzimos nossa vida na contemporaneidade? Ora sob os olhos da religião, ora sob o interesse do Estado, dos grandes conglomerados capitalistas... Lembrei-me de um escritor que havia dito que nós seres humanos vivemos sob os constate desejo de voar e arrastar-nos. Daí, voltei pra minha reflexão, ser cego, conforme os novos colegas, era ter visão de águia em relação à maioria. O fato de não haver um sentido, não havia impedido o acesso ao conhecimento, às artes. Eram jovens, bonitos, elegantes e haviam entendido os ensinamentos do mestre Einstein de que se todo conhecimento que possuímos vem dos livros, logo temos um compromisso muito grande com as próximas gerações.

É preciso tirarmos as vendas dos nossos olhos cotidianamente, para que vejamos melhor, de modo que possamos contribuir para que parte significativa dos que nos cercam também o possa. Isso, como toda mudança, claro, demanda trabalho. Na dúvida, perguntemos a Thomas Edson, quantas tentativas foram necessárias para alcançar seu invento da lâmpada?

Então, meus caros, percebamos que sair da Caverna, conforme nos lembra Platão é uma condição mais que necessária. Ao pensarmos assim, vamos nos desvencilhando das garras do desconhecimento. E atestamos que as deficiências não são tanto físicas, como são psicológicas, fincadas nas bases da ignorância.

sábado, 23 de abril de 2011

Todos os anos...

Sempre há alguém querendo drogar-me
Com a essencialidade do cacau...
Adoro chocolate, nessa época presente
amigos, namorado, familiares...

Geralmente não resisto e passo mal;
Difícil aprendermos com os erros...
Mas da gula, acho que não mais padeço,
Aprendi que ao leite ou amargo,
de seduução inexplicável...
O mais importante é viver!!!

Chocolate tem todos os anos,
Mais dicalirica é um acalanto
Dos céus a essa era,não vou me intoxicar...
"Vou me adaptar", porque sei que mais há
São genéricos e similares dessa iguaria
que de qualquer fragmento de vida minha...

MAs não deixa de haver aquela vontade...
hummmmmmm.....

Adoro

Adoro ser despertada por seu bom dia,
Adoro sua mania de tentar melhorar-me,
Adoro o jogo de ambigüidade do nosso discurso,
Adoro ver você tentando consertar meu mundo,
Adoro ver quando minhas bobagens não têm conserto...

Adoro quando você se irrita, pensa em mudar todas vírgulas
Faz de tudo preu ser uma escritora, quando o que me apetece...
É ser amadora!!!
Sabe, amor de sete faces, descobri que o que enriquece minha vida
Não são apenas as idas...

Minha constituição é um tecido de fibras de muita elasticidade,
Prazerosa como uma viagem de avião a muitas cidades...
Estar no céu ou estar no chão são capítulos do mesmo livro
Que habita que sou, que habita meu íntimo...

Por isso, te amo, pela sua ingenuidade de tentar fazer-me diferente...
A química que existe entre a gente é de um fio literário inexplicável
Que nenhum fármaco compraria, nenhum músico cantaria...
Porque somos assim gêneros distintos de um mesmo texto...
O que era um beijo!? Desejo negado ou só um estado de defesa?

Da natureza não se defende, esse medo de prender-te
É o que te infelicita, minha mais nova e aprazível,
Forma de Vida, adoroooooooo!!!!!

viernes, 22 de abril de 2011

Na semana Semana Santa,


Eu me lembro saudosamnete da infância,
Passada na fazenda em Conquista,
A casa cheia de familiares,
E eu me sentia completa...
Em esfera tão acolhedora;
Com os anos família e amigos
Se desfazem, minha avó veio morar na cidade
Meu avô faleceu asfixiado pela vida urbana...
Sem esperança os amigos evaporarm...
No peito levo recordações de outrora,
Dos forrós mais animados, dos primos mais retados
Que eu reencontrava a cada viagem...
A boa nova do Cristo renovava meu corpo inteiro
Por ter vivido a comunhão por dias prazenteiros
de confraternização com a família...
ôh vida que no preenche de tanta saudadeeee!!!!

A música da rua - inesquecível


Fazia tempo que ela não se arrumava,
Vestia roupas vermelhas e saía pra bailar,
Aquela última música, ouvida em qualquer
Tangueria de Buenos Aires revelava
Sua mais doce intimidade com a música,
Que se confundia com seu ritmo,
Com seu íntimo...

E a amiga que apreciava aquela dança,
Enganou-se ao pensar que o cavalheiro
Era tosco, não, difícil mesmo
Era acompanhar o ritmo dela, a Bela!
Como as ninfas confundiram Baco,
Ela dificultava o ocaso, porque a intensidade
Residia na superação das obstáculos para encontrá-lo...

E no instante em que atingiu o clímax
de sua poesia, não acreditou no que via...
As estrelas circundantes traduziram-se
em consteleção... Ela ainda bailava muito
quando em seu coração pairou a calma,
o suor a abrandava e acalmava seus medos...

De repente tudo fez-se silêncio como
o início da criação e ali no meio da rua
onde todos a viram passar...
Residia agora a bailarina de mais anima
que foi vista... Menina com jeito de flor
Aroma e ardor encantadores de MULHER...

Que venha de onde vier o tango, ou o samba
porque sua chama é VIVER e VIBRAR em qualquer
cama de sonhos que a faça respirar por essa magia
que é viver... Por mim, por você?! Tanto faz...
A mistura apraz...

jueves, 21 de abril de 2011

Férias aos escritos líricos



Dei férias coletivas ao meu muso ou ao meu eu lírico!?
Meu professor da universidade dizia que a rotatividade de musos
promove a criatividade dos escritos!
E eu ainda insisto nessa fidelidade literária,
bom mesmo é... Dar-me umas férias...
Afinal, o novo sempre vem, quando nos abrimos pra uma nova ideia!!!
Não foi assim que me surgiu essa!?

E assim inicia tudo de novo... Esse ciclo vicioso de vai muso,
vem outro, se esse não fosse o ciclo da vida eu me despediria desse gosto
da escrita... Ja tentei explicar pro meu analista que não me apetece
cantar o amor ao jarro chinês, isso é coisa de parnasiano...
O que gosto é de ter esse ar de esperança lírica em meus planos... SEMPRE!

miércoles, 20 de abril de 2011


E lá estva eu... agindo como criança uma vez mais,
ai, ai, ai... que raiva!!!

Elétrico Encontro


Podia causar raiva o silêncio
Quando se esperava resposta vibrante,
Podia emudecê-la o aventureiro viajante!
Mas era esperado ele não sabia, não queria,
Mas melhor seria ser muso, a ser amante...

Havia necessidade desse limite que vinha do exterior
Ele podia atraí-la ao seu recanto onde sem deslizes
Ela perderia o seu lugar de conforto, e cederia
seus aos seus encantos e, quiça, se transformasse
"naquelas mulheres que só dizem sim..."

Ela sabia que uma vez nos braços de seu predador,
Poderia perder a condução de seus passos vãos e,
e lá se iam sem embaraços seus elaborados planos
de verão...

Toda essa história foi um devaneio de poesia...
Uma recordação, um registro de menino
Essenciamente insuportável de naturesza eletrizante
Que a levou aos pensamentos mais irrelevantes
... para um nobre princesa...

Embora lidar com negativas, seja uma dificuldade,
dessa vez foi mais que uma beldade...
O adocicado silÊncio temperou essa apresentação
sem sentdo, promovida pela Vida!!!

martes, 19 de abril de 2011

Florescer da rosa


Conhecer os movimentos da flor era empreendimento de poucos,
A flor de pétalas singelas,de cores vermelhas e amarelas,

A flor se fechava, uma concha... A filosofia mais sábia
Não conseguiu despertá-la, a flor se abria com a simplicidade
de uma criança... Outro dia sem importância tocava música clássica,
terreno inóspito pra qualquer herbácea,
e ela foi se abrindo lindamente num aprazível florescer
Que comoveu todos presentes...

Naquele dia o sol não se pôs,a lua atrasou sua chegada,
O silêncio que reinou após a balbúrdia
Foi testemunha de que a música nos faz
Mi-la-gres... E a simplicidade é alma de toda e qualquer
verdade!!!

sábado, 16 de abril de 2011

Mágica al revés

O príncipe al revés vôo,vôo
O olhar que tantos desejou,se configura com ternura
em minha lembrança...

O príncipe al revés vôo,vôo...
Não restou nem uma chama de bis,nem uma gota de recomeço,
Nem um olhar de desejo,apontando para o porvir...

O príncipe al revés, vôo, vôo
Se tornou a artéria de meu terceiro pulmão,
O enlevo de meu coração e com muita ousadia,
Transita em minha vida como se lhe pertencesse,
Ay, se sêsse...

Olha que são deleites de uma vaga lembrança,
Sem pé nem cabeça para qualquer mortal,
Mas pra mim que sou assim especial tudo faz sentido,
Na poesia faço o equilíbrio até do impossível,
O rústico, você, tornar-se lindo!!!!

Às vezes dá uma saudade!

viernes, 15 de abril de 2011

O desfazer da porcelana

As experiências denotam que onde há fogo, há perigo!
O passado mostra que o sentimento descompensado
De outrora, promoveu elevação natural do estado
de consciência!

Os objetos captados pela visão assumiram
características disformes...
"o bêbado e o equilisbrista" pareceram-me
Grandes artistas em minha fantasia!

Beleza e poesia diluíram-se em um só um ralo,
Porcelana quando se quebra e se multiplica
em tantos pedaçosssss in-jun-tá-veis...
Não há nada que se diga, preu elevar a simpatia
Por aquele que tantas vezes chamei de minha Vida.

As orações tantas vezes pedidas em benefício
Do reencontro, agora são retoamdas em qualquer
Estrada que aponte possibilidade de acasos,
Ou de que estava escrito. Não!!!

Nossa história construímos com lápis ou a caneta
Que possuimos, a experiencia é um troféu,
Nos permite consultá-lo sempre que começamos
de novo tudo errado...

A certeza é de que tudo passa,
O anseio por suas palavras, a vontade de vê-lo
E um vácuo hoje em meu peito a dizer-me que você
nunca existiu! O encontro não produziu nem uma gota
de anil, nem um fagulha de desequíbrio...

Substância amorfa e sem tino em minha lembrança...

jueves, 14 de abril de 2011

Estórias de Poesia...

Naquela manhã de outono, Lilica lia os contos dos irmãos Grim.
Ouviu uma voz diferente na floresta e foi ver... Sob uma rocha
murmurava em palavras altas a Poesia... Desisto, não mais insisto!
Ele jamais me entederia, a ele dei o que ninguém conseguira a chance
de dar-me um beijo!!!

Ocorre que Poesia sabia, que seu princípe al revés ,
não era nenhum Eduward da série Crepúsculo. Esse, enquanto
vampiro, conseguiu conter o frenesi, ao sugar o sangue da Bela
em situação emergencial. Se o seu instinto de vampiro falasse
mais alto, ele poderia matá-la, ainda sem coração, Edwuard logrou
a coroação no limite estabelecido!!!

Evidente que a morte em questão é figurada, Poesia não era a Bela,
nem havia amor na esfera de suas palavras. Mas o princípe al revés, sabia de
sua condição, princesa de liberdade limitada... Um beijo podia
libertar sua alma e mais que isso matá-la para SEMPRE!!!

Palavras, palavras... Poesia era irresistível demais,
e o princípe al revés , seguramnete, não se conteria diante de tanta alegria,beleza, ritmo... Poesia embora queresse, não podia procurá-lo, insistir,desejá-lo, respeitava seu estado, seu limite e instintos de "predador".

Lilica, apreciava as leituras que tanto lhe agradavam... Na rocha no ônibus,
aquelas narrativas a animavam... E se surpreendia como a personagem Poesia
tanto se inspirava para situações cada vez mais íngremes!

miércoles, 13 de abril de 2011

Golll

Há dias em que sou vitimada
Por febres altas de romantismo,
Logo agora que tenho um amigo,
Nada, nada convencional...

Ele acessou meu manual
Pieguice não me é essencial,afinal
"o essencial é invisível aos olhos",
Hum... Não sei...

Cada dia mais desejo sua visibilidad
A personificação da vaidade, cheio,
Cheio de personalidade e de natureza
Ú-ni-ca!!!!

Eu penso ai que lindo, vê-lo sucumbido
Aos meus encantos... E ele sabe disso!
Me provoca, me ignora, ele tem o manual
e acha sensacional ver-me com saudades,

Com um espinho na alma e ânsia de tirá-lo,
Odeia ser abstrato, literário, a realização,
Sua idealização, seu gosto de goleada,
Para dizer.. Que jogada bem marcada!!!
Golllllllll...

martes, 12 de abril de 2011

No início do ano,

Parecia que eu vivia uma onda positiva
O verão passou e a onda virou maré
Hoje venha o que vier dar tudo certo,
como uma onda no mar...

Tudo cambió...
Meu conceito de amor,
Minhas relações interpessoais
Meu muso, deixou de ser virtual,
É mais material que qualquer coisa,

Meu muso e minhas mudanças,
Ele representa a dureza da vida,
Me convida a vencer as adversidades
Com suas vaidades, infundadas verdades!

E estranhamente gosto do seu gosto gostoso
Nem açucarado, nem amargo, bem dosado!
Nem apaixonada, nem desinteressada,
Nessa estrada mais que sensata,
de que um dia nos encontraremos!

O muso esse ano, perde o lugar de centro
Em meus planos, não é ator principal,
É um cara legal, cheio de ousadia,
Vejo nele a vida, que em tantos faltou,
Nele abundou e me conquistou!!!

lunes, 11 de abril de 2011

Memórias da Poetisa

Naquela noite de igual contento,a princesa de olhos de luz e
coração adocicado pairou os sonhos da jovem poetisa e falou-lhe...

- Como andas sonhando, perambulando pelos pensamentos, eh contento de
apaixonados que não podem viver o inusitado! E se debruçam sobre a sacada reclusa da esperança de que algum suspiro de relevância permita viver seu idílio..

A poetisa ainda dormida em seus sonhos cotidianos, ouviu:
- se queres desejar os seus planos, sua vontade será concedida
esquece a alma e viva a marvilha de um só dia,
com uma única condição, terás que perder a memória
Condição única de realização e de sentido a sua história...

A poetisa não sabia qual o mais difícil,
já que abrir mão do deleite de sonhar
era viver intensamente o que ela não sabia
se queria.. Confusa poetisa, amante de suas
memórias... Poesias.. Histórias, histórias...
confundidas com suas memórias...

jueves, 7 de abril de 2011

Que você precisa para ser feliz?

A dança é meu amante secreto,
Amo bailar nesse mundo que é só meu,
À medida que construo segredos
Desenvolvo uma intimidade especial
Comigo mesma, ôh beleza!!!

O corpo suado, o gosto do inusitado
As pessoas em ritmo de festa esfera
Que liberta, que atrai e descontrai...

Que você precisa para ser feliz,
Eu precisaria de uma casa no campo,
Um lugar de mato verde e um pandeiro,
Um grupo com espírito festeiro e a poesia?!

Ah, a gente fazia...
Ora com o sabor de um beijo
Adocicado e esperado que nunca veio,
Nem nunca virá, pois esse desejo
É a inspiração que faz minha alma vibrar,

Pelo que quizá nunca existiu,
Mas meu coração esperançoso como um céu de anil
Tem cada vez mais certeza de que a realização
Está próxima... Ay, a música...

miércoles, 6 de abril de 2011

Qué podría decir...

Las veces en que me falta la palabra;
El día en que ningún recuerdo me basta
El día en que me siento tan poco inteligente
Sin ganas de estar ni con mis parientes?

Qué podría decir...
Cuañdo no me insurges ninguna estrella romántica
Cuando me acuerdo de lo que pasó con el gusto
amargo, de pasado, de lo que no me sirve más...
Qué podría decir cuando no hay más dinero,
Solamente una mirada apasionada de los viejitos!?

Qué podría decir al hombre que me ofrece un pétalo
O a aquel que promete el océano... No, no espero,
Sé que él no vendrá, yo no tendré nada a declarar,
Así qué no podré decir - nada, nadaaaaa...

martes, 5 de abril de 2011

http://osconselheiros.com/2011/02/24/voce-tem-medo-de-dizer-eu-te-amo/

sábado, 2 de abril de 2011

Yo sentí celos de Vida,
Es así que ella se llama,
La más nueva llama de tus ojos!
Ojos que he aprendido a admirarlos
Que conozco hasta de ojos cerrados
Ahora tienen dueña es ella- Vida!

Después de leer el informe
Mis pies helaron de miedo,
Porque el encanto de la mía
Se deshizo como cenizas en
el océano...

Oh, Vida, Vida, Vida...
Por el nombre debes ser mismo
Alguien muy fuerte, allá de especial
Alguien como el oxígeno, ganó su cuerpo
Sin manual...

Doblo mi papelito con los planes
de la semana, encierro la locura
de visitarlo y todo vuelve a su estado
De ausencia de ritmo y poesia,
Tu Vida llevó la mía...

Ahora canto en otros cantos
En búsqueda de melodías que me embriaguen
Hasta más tarde, porque mi vida se volvió
vacía en esa loca realidad...

viernes, 1 de abril de 2011

LIBERDADE...

As coisas não podem ser tao dificeis
Imagina quantos pontos nos separam...
A distacia e a ausência que nos unem
São os mesmos obstáculos que nos afastam!

Não esqueças, mi amor,
Da minha condição secreta de libertade !
Eu a sonhar com rupturas e embebendo-me
de fulguras de tantas verdades!!!
O conheci,quando quando minha alma
já não estava em espera de viver intensidades!

Aprecio as horas, como uma borboleta
No bosque a passear nada me detém
Apenas o movimento da ampulheta...
Ou tua alegria que hoje não vem!
O tempo passa tão fulgaz...
te sinto tão bem...

Tão bem está você do outro lado,
Eu em sincronia com passado,
E tua memória em outras histórias
Minhas, suas, nossas, e de outrens
Que nem conheci mas que vejo o impacto
que ainda tem em seu iludir...

Podia dizê-lo como quero você pra mim
Mas estas em ilhas me arrbatariam
De ciúmes em costume me despeço,
Desse anelo que a vida inaugurou...
Amor, poético!