viernes, 30 de septiembre de 2011

NAs pequenas coisas, vemos nossa pequenez diante da vida...
Tão amaddos, tão despreparados... Tão incapazes,
O PAI nosso de cada dia " perdoai as nossas ofensas
assim como perdoamos a quem nos têm ofendido..."
Um dia a gente aprende, afinal, temos 'tod tempo do mundo"!

Despedida

(a Paulo Pai de Minha melhor amiga)

Eu queria muito te dizer
Que nunca esquecerei teu sorriso
Tuas palavras de tão rica filosofia,
Tua cor, tua alegria tudo me remetia
Ás lembranças de meu pai...

Para além da semelhança física,
O comportamento tão aventureiro
Belo, prazenteiro e uma filha, como meu pai,
Eu te adorava ainda com tuas tantas falhas...

Hoje eu soube que partiste para perto de Deus,
Eu chorei tanto, chorei com tua filha,
Ela te perdoou, mas a ferida que trago tão viva,
Ainda dói de modo latente, amor de pai indiferente,
São chagas que não cicatrizam...

E embora eu tenha te amado, não consigo perdoar
Teu erro? O mesmo de meu pai...
Acenderei uma vela, farei uma oração,
Pra ti, meu coração?! Não sei...
Mas não duvide, meu tio, nunca, nunca, nunca,
Ainda tão rapidamente, de que eu te amei...
Com o amor que só eu sei!!!

jueves, 29 de septiembre de 2011

Nos perdemos...

De que adianta cantar-te o amor?!
Agora que se foram as estações?
Meu peito se afogou em tantas saudades,
E teu rosto em quantas sensações?

Nos perdemos quando te deixei partir
Naquela tarde de sexta-feira, o marco,
Entre o passado e o porvir, jamais,
Jamais te esqueci...

Minhas noites, incessantes fogueiras,
Saudades e tempestades do meu querer
Como te esquecer?
Amante de gestos tão pouco cavalheiros,
Ausência de poesia em suas palavras,
O gesto áspero nas ações e em minha alma
Fazes morada...

Ah, o inverso e o reverso de tantos corações,
Eis que por ti me pus maravilhada
E de tardes tão prazenteiras a sua,
A sua que mais me agrada...

Da contradição uma chama que não se apaga
A saudade de onde estará aquele bruto amor
Que suscita desejos e me enche de calma,
E a constatação evidente de que nos perdemos,
Óh que lástima!

I love Michel...

lunes, 26 de septiembre de 2011

Hoje ouvi uma das coisas mais lindas de toda minha vida:

"corações vermelhos e mentes cinzentas"

Meu coração por muito tempo andou assim,
Cinzento apaixonado, a sofrer como flor no Cairo,
A mente cinzenta pela ausência de inteligência
Em olhar pra mim mesma sem enaltecê-la - rosa
Mais preciosa do meu jardim...

Hoje eu não quero amar, não mais como amei
Ou como acreditei ser o amor...
Amor egóico, exclusivista sufoca,
Qualquer batida na porta conhecida, fujo,
Me sinto desnudo nessas práticas...

No meu mundo não tem tristeza
Corações vermelhos são simbólicos
De minhas veias surge um oléo de amor prórprio
Como diria Bandeira não quero nenhum lirismo
que não seja libertação...

Até nos meus cantos mais desafortundados
eu me liberto, quero viver com o peito aberto
de quem amou, externou e acabou,
nada de lirismo que condene a alma
e debilite a inteligência impedindo-me de ver
a beleza do horizonte...

Os momento mais lindos vislumbrados por mim
estou sozinho, com meu violão, ou meu vinho
posso até mentir, mas estou sempre apaixonado!!!
esse meu estado bobo de ver o mundo,
é meu jeito criança de encantar a todos
com o vermelho dos meus lábios, o cheiro da rosa
e a sensação mais gostosa de quem a aprecia...

corações vermelhos, cama vazia...

domingo, 25 de septiembre de 2011

Eu tenho um sonho...



Meus sonhos estão alicerçados em meu conceito de amor!
Ontem caminhei, caminhei muito à beira da praia,
A orla, o mar, a maresia tudo me embriaga,
Não tocava o Djavan,mas meu pensamento tava lá em você,
Sentei debaixo de uma árvore entre Barra e Ondina
Pensava no percurso do mar, pensava em nós dois
Pensava no infinito e tudo que eu faria por esse idílio
Sem sentido como tantos que arrancaram prantos, suspiros
De desejos, de quereres, de saudades, de deleites...

Eu queria te apresentar ao meu mundo,
Mas sei o quanto o acharias careta...
Eu sou careta, sou Julieta, sou amante
Meu pensamento tava tão distante
Uma lancha, um navio e eu estaria pertinho
De ti...
Mas sei que velejas em outros mares,
Me esqueceste, como a qualquer tempestade...

Ah que vontade de vê-lo, quando sinto que te odeio
Quanto não lembraste de data tão importante...
Como odeio suprimir o verso que em minha alma
Está escrito – um lance, um romance, qualquer projeto
(in)concreto, (i)material, e universal... meu paraíso!

Meu sonho anda dividido como bifurcações das águas
Não posso deixar de sonhar, se esse for sinônimo de crescer
Quero pra sempre continuar a boba, apaixonada,
Que desbrava caminhos por acaso, por ingenuidade
A lágrima ensaiou cair e eu sabia que seria o encerrar o ciclo
Naquela tarde de ontem, que fez dia tão bonito, em caminhos
Que percorremos de mãos dadas e almas separadas
Como presságio do destino – só fomos aquilo que tinha de ser!

Naquele dia, ôh, dia...Sonhos!!


Adorei a rigidez da Lei Seca!!!
Não mais corremos risco de vida!
Afinal, nós nunca corremos,
Quanto a Spekanzaki... (rsrs)


Ficam me chamando de fotogênica, eu acredito,
e ai... axei mais uma fotinha bacana!!!

miércoles, 21 de septiembre de 2011


Existem surpresas, que nem a carta do meu baralho mais romântico, poderia prever...
surpreendente surpresa do Dia!!! Até autoriza a redundância dita... Ual!

martes, 20 de septiembre de 2011

Devaneando...


Estudar língua estrangeira ouvindo música romântica deixa a gente tão maleável, ao acaso às lembranças, ao não realizado!
E eu vinha assim pensando no amor e em sua concepção ao longo do tempo, da idade...

Antes o amor era tudo pra mim, era o vendaval que nos invade e se instala mansamente como brisa no peito. Era fonte de energia viva como o líquido incolor, inodoro e insípido que consumimos todos os dias e, fundamentalmente, essencial à vida.
Hoje, não! Amor pra mim é só poesia. Registro de que deve haver algum colorido no dia dia.

Você & Eu
Tens medo! E eu te espreito de soslaio, não com a dúvida do meu verso, mas com a certeza de um itinerário de que acontecemos, ou aconteceremos, ou não... Quiçá, apenas chuva de verão... Que importa é essa tristeza ou alegria de estar contigo, a poesia instaurada em meu íntimo desde o dia em que te conheci.

Prefiro não falar dos teus braços atrativos, nem de tuapele sensual, porque qualquer dado material finda minha poesia. Daí, não existirão mais sonhos, nem melancolia pela “representação do beijo” desatino que ainda me envolve por inteiro. ( Recuerdos y recuerdos de más una noche de verano!)

domingo, 18 de septiembre de 2011

Comemorando meu aniversário - previamente!



My friends of english, but Gil and Tássio aren't in the photografher!
One month birthday!
Next saturday, lets go!!!

viernes, 16 de septiembre de 2011

E agora que o dia se foi

“ posso dizer que encontrei
a cara metade que sempre busquei....”
(Ivete e Seu Jorge)

E agora que o dia se foi,
Sem notícias de você
Meus olhos ainda marejados
Tem esperança de te ver...

E agora que o dia se foi,
Não houve nem uma melodia
Do seu canto, meu acalanto
Perdir-me por ti , maravilha,

E agora que o dia se foi
Um aperto aqui no peito
Do nosso estranho amor
Nem aquecido nem desfeito...

Ah, agora que o dia acabou
E nossas máscaras caíram
Não há a fortaleza nem idílio
Podes ver meu rosto tão lindo,

Maravilhado por alguém tão interessante
Chamou minha atenção, valioso diamante
Desde o dia em que surgiu se traduziu
No frescor de meu semblante...

jueves, 15 de septiembre de 2011

Ritmo de primavera



“vamo ver pôr do sol me dê a mão
uma estrela só não é constelação” Saulo Fernandes


O balanço da rede
A ressaca do mar,
Maresia, lembranças
Vêm me visitar...

Toda vez que te vejo,
Te ouço, te sinto
Mudança de estação
É teu fluído...

O balanço da rede
A sede de estar contigo
Primavera, verão
Você comigo!

O balanço da rede
Um tango ao luar
Lembranças, lembranças
Não minto meu amar,

São redes e redes
Que não me conectam a você,
São muitas lembranças
Que não me fazem esquecer,

Não foi acaso, encontrar você!

A noite mais gris do ano...

A noite mais gris do ano,
Inutilmente tentou o travesseiro
Confortar-me o vazio que me tomou
Por inteiro para superar tua ausência,

Cantei pra lua tão linda e imperativa
No céu, era uma súplica para que ela
Levasse a ti a minha incansável busca
Por esse inestimável desejo...

O frio da madrugada confortava a solidão
Implorei aos ventos para afagar teu coração
Nem uma estrela, quiçá constelação
Uma gota de esperança não havia
Nessa noite vazia, que imensidão!

A noite mais gris do ano,
Todos os planos foram bobagens,
Não havia mais tempestades,
Apenas a mansidão do que não há razão
Acabamos ou haverá sido apenas mais uma ilusão
- dessa noite ?

A noite mais gris do ano...

miércoles, 14 de septiembre de 2011

Cartas
Escrevo tantas cartas de amor
De rascunhos queimados,
De idéias jogadas fora
Porque perto de ti,
Nada, nada importa....

Tua presença é o sonho
De ontem, de hoje, do porvir
A tinta da caneta não acaba
Carga renovada por cada palavra
Dita por ti em minha vida,

Todos os sons existentes
São imitações de sua música
Eu desvelada amante do amor
Não me canso em revelar-lhe
Que o sentido do meu amor,

Não se acabou, se renovou
Como mais um acorde do que nos faltou
... a realização!

Eternidade!

Eu sentiria pela palavra não dita,
Pelo beijo não dado,
E por tantos pecados cometidos
Naquela noite e em meu itinerário,

Se não nos houvesse a eternidade...

Ah, baby, eu sentiria como os homens
Que sentem a frieza dos dias de chuva,
Ou como a pétala à espera do oxigênio
Se eu jamais pudesse ver –te!

Tua alegria, teus sinos metafóricos
Sacam de qualquer alma o ódio!
Constituem o anúncio de um novo tempo!
Terreno marcado por muita autonomia...

Me ensinaste sem saber que a poesia
Me habita e abandoná-la é arma
Mortífera que dilacera meu ser
E faz-me esquecer de que amar
... vale a pena!

Eu sentiria por tudo isso, se naquele dia,
Não houvesse Te conhecido!

martes, 13 de septiembre de 2011

Baby,

Se em teus olhos encontrei chama,
Encontrei luz e poesia, eis pousada
De meus desvarios na vida vazia...

Com você tudo é repleto,
Desde a lágrima escorrida na face
De uma mulher com sonhos tênues
Ao sorriso largo desenhado no rosto
De quem estar por perto...

Por você eu sairia em dias de chuva
Molharia o corpo e refrigeraria a alma,
Por você minha alma é feito brasa....
A poesia mais adocicada e temperada
Em meu cotidiano...

Com você eu poderia fazer muitos planos
E lançá-los todos pro alto, és sem embaraço
A constelação de estrelas que se derrama
Em minha cama todas as noites...
E a esperança que clama em minha vida
a cada amanhecer!

domingo, 11 de septiembre de 2011


Tenho mudado muito nas últimas estações. Mas algumas inquietações são permanentes. Dúvidas, como o que fazer, como fazer e promover a diferença, constituem meu norte cotidiano. E embora, identifiquemos habilidades diversas na esfera de nossas competências, existe algo que clama, que chama por maior atenção. E parece que disso não podemos fugir! Por um prisma místico, seria nossa lenda pessoal, para a religião seria nossa missão aqui na Terra, a psicanálise, por sua vez, associa esse querer com nosso sonho, nosso desejo, e eu o que vejo?

Vejo a fome, a miséria, a ausência de educação e olhares infantis famintos por esperança e expectativa de vida como uma intimação coletiva para essa luta de todos. Sou muito tocada por questões sociais. Todas as manhãs eu penso – algo precisa ser feito. Eu só não sei onde é o começo. Sei que esse sonho será chamado por uns de romântico, por outros de bobo. E penso que teriam pensado do Gandhi com o seu ideal de promoção da guerra sem armas? E do Martin Luther King? Um negro com ideais contra o racismo na América Branca? Seguramente, devem ter sido considerados muito loucos.

Não tenho a pretensão de ser nenhum ícone social. E pouco me importo com o que me denominem, já fizeram isso a minha vida inteira... E por crer no fantástico, pisei em solos que jamais ousem pensar, ou conversei com quem jamais imaginei dialogar... Há um velhinho no Shopping Lapa, em Salvador, cuja imagem senil me remete com carinho aos personagens do García Marques. Ele disse, certa feita, algo fantástico.– a mudança está em você.

Daí, eu, que penso que nada é por acaso, acredito sim que o meu caminho só terá início de verdade no dia em que eu assumir projetos sociais e dar aula nesses espaços. Eu bem sei que a mudança está em nós. Eu sei quão verdadeira é analogia de que uma andorinha só faz verão. Eu sei que, a cada estação, somos o beija-flor que dá sua colaboração no incêndio das florestas.

Eu sei que não importa o que foi feito até o presente momento, nem o que estar por vir. Que importa é o meu, é o nosso papel no exilir da longa vida – a certeza de viver, se doar, e acreditar no próximo como exercício diário!

Os anéis vão e vêm

Os anéis vêm e vão entre os dedos
Difíceis seriam os dias sem os novelos
Não existiram provas, muros, cansaço,
Não existiriam momentos árduos...

Os anéis vêm e vão entre os dedos
Uns tão preciosos outros ligeiros
Pouco valor, cantos de torpor...

Os anéis vêm e vão entre os dedos
Tudo sugere o encaixe perfeito,
Lágrimas de dor e amor se confundem
E inundam o querer por inteiro...

Os anéis vão e vêm entre os dedos
Um ciclo de dor e gozo que me deleito,
Os anéis não fixam, movimento próprio...

No simplório movimento da vida...

miércoles, 7 de septiembre de 2011

domingo, 4 de septiembre de 2011


Forma de Amar
Ela não sabia quantas garrafas no mar ainda seriam lançadas
Nem mesmo se elas seriam resgatadas em algum lugar do mundo!
Havia uma descrença nas águas e no rumo que elas tomavam,
Embora, sentisse agora como a dona de seu caminho
A sensação de ganhar novas asas era sintomática,
E o lugar assumido pelas águas não era vazio!!!
Era um redemoinho inteiramente novo...

Todos instrumentos de sua vida mantinham seu ritmo,
Mas um filme, uma música, uma nota qualquer
A indagava sobre o conceito de amor outrora acreditado,
Deixara de crer no grande amor, e isso só não a deixa mais triste
Que a ideia de que todo romântico sofre pelo que não se realizou!

Descobrira que a luta é por si mesma,
Alguém tal qual sonhara era a completude
Mas o que a impulsiona é a falta...
Seu olhar repousa em tantas águas no Atlântico, Pacífico ou Índico
A busca tão distante, quando o tesouro pode estar tão perto!
Os ventos impulsionam suas correntes, mas ela resiste
É mais fácil andar por terrenos conhecidos...

Ela vai em uma garrafa, pairando nessas águas
À procura de abrigo não de material físico, mas em busca
Busca pela lareira que sente que existe no seu e no outro íntimo!
A garrafa de matéria tão imprecisa é o destino,
E a lareira é essa sua forma de amar que a envolve pela vida inteira!!!



sábado, 3 de septiembre de 2011

Nostalgia


A cada verso lido
Um sentimento inscrito
A dor de haverem partido
Meus acordes líricos...

Com o tempo descobri
A dor não vinha do amado
A dor vinha do estado de entrega,
Uma ferida, um corte na artéria!!!

Mas em todas as línguas
Traduzo o meu desejo inteiro
De cantar pro mundo como amei,
Como a paixão me toma o devaneio!

Inúmeras fogueiras hoje são cinzas
Tantas outras se insurgiram e surgem
Meu amar é perene que mudam...
São os amados, personagens criados!!!