Vc sabe que eu escrevo, né? (rs) E hoje eu escrevi depois de
falar c vc... Para mim, escrever e não entregar é sepultar o verso dentro de
si... A vaidade ainda não me permite essa elegância – da palavra silenciada, do
pensamento abafado, na verdade, quando os textos me ocorrem assim ao acaso é
com alegria que os registro! Não mais que nada... Apenas isso! Além disso, meu
professor dizia que todo poeta tem suas musas...rsrs (ou muso!!!)rsrs
Nostalgia
O verso que me inunda nesses tempos de seca me devolve a
minha vida inteira...
Dos tempos de poeta aos amores impossíveis. Se possível
fosse abraçar o passado.
Encontrar o acaso e sorver o gosto inocente do que comove a
alma da gente...
E a gente fica assim um tempo a experimentar a contento
lembranças,
Era tão jovem, tão criança... Quando tudo aconteceu, ou não
sucedeu...
O verso que me inunda nesses tempos de seca é a esteira do
porvir...
É o que foi e sempre viverá em mim... O amor pela falta, do
que não afaga
Na inocência desejante por maçãs flutuantes que não comovem
mais
Não por seu sabor sempre atrativo de música de fim de tarde
ao ouvido
Mas pela experimentação de outros desejos, mais benfazejos a
mim e...
Quiça ao mundo inteiro...
Mas esse verso que me inunda e percorre minhas lembranças
Desde tempos de infância é uma relíquia amada e possível
Nesse gosto etéreo de carinho que visita a gente de mansinho
E fica conosco – num endosso com muito gosto!
E se a palavra nos devolve à infância perdida, aqui estou a
cantar
A melodia que me ocorreu... Quando meu olhar encontrou o
seu!!!!

