domingo, 31 de julio de 2011

La vida es realmente una cajita de sorpresas...


A veces esperamos una vida por algo que nunca viene,
pero cuando el amor es mayor que el deseo, se cierran
las búsquedas, pero sigue la esperanza...
Un día aún vamos a encontrarnos!!!

Hoy,después de siglos y siglos,
Él, el mayor maestro que tuve en toda mi vida,
Decidió escribirme...
Bueno, sientome muy, muy emocionada...
Creo que no hay palabras para describir tamaña emoción...
Fue él el principal responsable por hacerme creer en un mundo mejor
y principalmente presentarme a la poesía, primer hombre a decirme en toda mi existencia - Sos escritora!!!!!!!!!!!!!!!!!
Eso cuando yo escribía casi nada!!!
Díos mío, muy especial, cómo dijo Chico Xavier todo que viene de Díos
es despacito!!!!!!!!

Y, hoy, me siento muy contenta con ese regalo divino.
Realmente, milagros existen !!!!!!!!!!!

sábado, 30 de julio de 2011

Arte, democracia e a censura a 'A Serbian Film'
Por Cezar Migliorin

Fomos surpreendidos semana passada com a proibição de exibição do filme de ficção “A Serbian Film — Terror sem limites”, de Srdjan Spasojevic, um filme ao qual eu não dedicaria nenhuma linha, não fosse esse evento. A proibição nos joga para uma época em que cabia aos mais diversos poderes — os mais ricos, mais fortes, mais velhos — definir as imagens que poderiam fazer parte da comunidade e aquelas que não poderiam. A escolha das “boas imagens” visava proteger a comunidade impedindo que certas ideias circulassem. Para que esses poderes pudessem assim operar, eles deveriam partir de um desequilíbrio essencial entre aqueles que sabiam julgar as imagens — religiosos, juízes, políticos — e a massa incapaz de fazer uso das imagens. O filósofo francês Jacques Rancière chamou esse tipo de inscrição das imagens na comunidade de um regime ético das imagens. Nesse regime, a noção de arte, criação, invenção não poderia existir ou, pelo menos, não poderia ter nenhuma relevância posto que a pertinência das imagens não se fazia em relação à sua capacidade inventiva ou representacional, mas em relação às crenças da comunidade, ao ethos. Sem a ficção, a imagem é um duplo do evento, ou seja, o evento novamente. Fica claro que nesse regime, sem a ficção, toda imagem que esteja em desacordo com o que desejam os poderes instalados deve ser eliminada.

Em nossa comunidade — Brasil, século XXI — nos organizamos de forma diferente. Trabalhamos com a noção de arte e de ficção, fazendo com que não existam mais os temas que podem ou não fazer parte da criação artística, os assuntos que podem ser representados e os que não podem. Se isso não está claro para o senso comum, está explicito na Constituição. No inciso IX do artigo 5 lemos o seguinte: “é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”. Rancière poderia dizer que a constituição brasileira se filia a um regime estético das imagens.

No campo estético, imagem é uma forma de reflexão sobre o real

Do regime ético à forma que entendemos as imagens hoje há a introdução da variável ficcional e estética, operando uma mudança decisiva. A imagem deixa de ser a coisa em si, para ser uma forma de reflexão da sociedade sobre o que nela existe. Sejamos contra ou a favor, não podemos impedir que a ficção exista nesses termos, com essa liberdade.

Nossa comunidade, entretanto, proíbe certas práticas: assassinatos, roubos, pornografia infantil, etc. Sendo assim, a proibição do longa-metragem de ficção da Sérvia só poderia ser feita caso ele fosse em si um crime. Caso, por exemplo, houvesse uma cena real de pedofilia, o que não é o caso. Entretanto, o filme foi proibido.

Dizendo-se apoiado no Estatuto da Criança e do Adolescente, o advogado do DEM fez uma leitura do Estatuto como se vivêssemos em um regime em que os poderes devessem julgar as imagens que servem e as que não servem para a comunidade. Como se o partido fosse responsável pela proteção dos incultos indefesos que não têm condições de julgar o que veem e ouvem. A desembargadora de plantão construiu seu parecer dentro do mesmo pressuposto e, rompendo um princípio fundamental da democracia que diz que todos têm igualdade de condições para entender e criticar o mundo, impediu a exibição do filme.
Segundo o Art. 241-C do ECA, é proibido “Simular a participação de criança ou adolescente em cena de sexo explícito ou pornográfica por meio de adulteração, montagem ou modificação de fotografia, vídeo ou qualquer outra forma de representação visual.” Se ignorarmos que as representações visuais fazem parte de uma comunidade em que existe arte e ficção, poderíamos facilmente interpretá-lo como fez a desembargadora e o DEM. Mas é certo que para entender a noção de simulação que está no Estatuto não podemos abandonar a própria comunidade em que o Estatuto foi feito, o Brasil e a sua Constituição.

Nesse sentido, um outro trabalho de interpretação parece necessário. A simulação incide aqui sobre a ideia de parecer real o que é montado, ou seja, dar a impressão de verdade onde há ficção, efetuando, pela montagem, uma falsa impressão de que um crime existiu. No registro ficcional, simular que alguém presenciou um determinado evento é um artifício amplamente utilizado, entretanto algo antecede essa simulação, que é o pacto com o espectador de que aquilo não existiu. No pacto ficcional não há simulação, no sentido de fingimento, apenas uma insinuação sem que o crime se efetive e sem que se possa ter a impressão de que houve crime. No filme em questão, não só não houve crime como a impressão de ter havido crime é restrita ao universo da ficção. Na ficção, a montagem não simula para apagar os limites entre o que é construído como ficção e o que se efetiva na realidade. O estatuto da ficção antecede a impressão de que a criança participou da cena e qualquer público adulto é capaz de compartilhar esse regime de imagens. Entendemos que quando alguém morre em um filme ele não morreu na vida real.


Justiça e DEM querem decidir o que deve ou não ser visto por nós


Chegamos assim ao ponto central de meu argumento. Como sabemos que nenhuma criança foi exposta a situações que a aviltasse, não é tarefa da lei julgar se alguns indivíduos têm ou não a capacidade de lidar com imagens que insinuem pedofilia, como fez a desembargadora ao dizer: “Não se pode admitir e permitir que, em nome da liberdade de expressão, cenas de extrema violência física e moral, inclusive, utilizando recém natos, sejam levadas ao grande público, vez que possam provocar reações adversas, às vezes em cadeia, em pessoas sem equilíbrio emocional e psíquico adequado para suportar tais evidências de desumanidade.”

O texto da desembargadora evidencia um neoplatonismo em que as paixões e as emoções são afetos grandes demais para ficarem nas mãos de artistas e espectadores, por isso devem ser controlados por quem entende o que é bom para a sociedade: a Justiça e o DEM. Trata-se de uma decisão que pode ser ótima para uma comunidade em que as imagens devem guardar continuidade com a vida religiosa ou cívica, mas não para o Brasil. Aqui a liberdade artística é parte do princípio democrático, não somente porque para a arte não há limites entre o que pode ou não ser abordado pelas obras, como não autorizamos nenhum poder a decidir quais são as imagens que devem circular.

Pedofilia, no final das contas, não está em questão nesse caso, mas uma tentativa autoritária em que alguns pretendem dizer o que deve e o que não deve ser visto por nós, pobre massa indefesa. Isso tem um nome: censura. Não, obrigado.

CEZAR MIGLIORIN é professor do Departamento de Cinema e Vídeo da Universidade Federal Fluminense

http://oglobo.globo.com/blogs/prosa/posts/2011/07/30/arte-democracia-a-censura-a-serbian-film-395352.asp

martes, 26 de julio de 2011

El Rosal


Hay cosas que son inolvidables...
Sino mi corazón está seguro de que un día volverá!!!

Olhai os lírios da infância



Faz um tempo que eu vinha pensando comigo como muitas coisas estão fora do lugar nesse Brasil, não seria à toa o refrão do Legião Urbana “Que país é esse”. Vejo crianças brincando entre excretas de amimais, restos de guarda-chuvas, embaladas por rimas que contemplam esse universo de precariedade o qual estão inseridas.

É importante observar nesse contexto como a arte se transforma em uma necessidade do sujeito. As crianças desenham, quando ganham folhas, cadernos, lápis. Naquelas produções infantis, é possível perceber como imagens tão bonitas e de cores tão precisas permeiam o imaginário daquelas crianças. É sabido que realista é todo aquele que caiu das nuvens românticas, conforme o dito popular e o nosso compromisso, enquanto cidadãos, é cuidar para que nossas crianças não percam a capacidade de sonhar tão cedo. O sonho alimenta a esperança de crença num futuro melhor e as brincadeiras constituem acordes de um novo tempo.

Nota-se que quando o tempo da criança é violado por razões de ordem social, econômica e política, são gerados problemas drásticos como o avanço da criminalidade tão evidente. E nós, facilmente manipulados pelos recursos midiáticos, somos levados a crer que a culpa está no menino de rua e nos pedintes em geral. E daí nos revoltamos erroneamente com os efeitos e não com os agentes causadores.

Comumente ouço coisas do tipo “se não eliminar esses trombadinhas, a solução nunca virá”. Diante de tamanha ignorância me calo. Não é que eu esteja fazendo apologia à criminalidade. Mas responda-me como meninos de rua terão “amor ao próximo”, princípio cristão, em espaço que nunca teve um olhar benévolo para eles? Em Vítimas algozes, Joaquim Manuel de Macedo alertava – exterminai a escravidão e não o escravo. A eliminação de pessoas é prática que viemos fazendo há tempos. Qualquer dúvida, pergunte às estatísticas acerca dos jovens, negros, das zonas periféricas da cidade. (dizimados?)

Assim, urgem medidas que atendam às necessidades dessas crianças cujas almas são tão coloridas. Elas clamam por arte, aprendizagem, algo que as devolva o direito de serem crianças, a dignidade de terem um sonho, que as alimente na perspectiva de um mundo melhor. Enquanto não nos comprometermos com ações concretas e preventivas contra a marginalidade, viveremos sempre nesse clima de pós-guerra, carnificina coletiva no ar e o clima de tensão eminente sempre.

domingo, 24 de julio de 2011

"Chico e Francisco"



A velocidade das informações na pós-modernidade marca uma era que exige cada vez mais cautela/cuidado pelos internautas. Tal procedimento decorre do excesso cada vez mais evidente entre lixo eletrônico e informações científicas.

São observadas nesse contexto de mudança as autorias na Internet constituindo práticas cada vez mais comuns. Nessa perspectiva, os sites de consulta anexam com freqüência informações de onde venham, sem caráter científico, no momento de uma pesquisa. Tal procedimento contribuiu para a reflexão de muitos pensadores a denominarem essa época como Era da Desinformação. Contudo, vale destacar os benefícios dessa nova era, para percebermos que um pouco mais de cautela nos permite entender essa fase como era informativa.

A aceleração do tempo histórico caracteriza nosso tempo. Se, por um lado, há imensidão de bobagens publicadas na Internet, tais quais propagandas inúteis de namoro virtual, publicidades de shampus a consultas de horóscopo, ajudas religiosas diversas. Por outro lado, existe muita informação séria, que com seguridade, promoveu e promove cotidianamente a democratização da informação.. Atestam isso sites, como o Domínio Público, que permite o acesso por parte dos professores, alunos e interessados em geral a obras consideradas de alta qualidade pela cultura livresca, como as de Machado de Assis. Vale acrescentar ainda o Google Acadêmico que promove acesso a obras pautadas no rigor científico.

Dessa maneira, denominar essa era como da desinformação constitui um exagero. Essa é a era da velocidade da informação, cabe aos internautas separaram o joio do trigo, separaram “Chico de Francisco”, a fim de poderem usufruir dos benefícios que a velocidade da nossa era tecnológica oferece.

sábado, 23 de julio de 2011

Registros



Mais um certificado da OAB, só esse ano!!!
Ufa... Cansei,mas foi legal!
Conforme sempre digo, não importa o tempo
de chegada... E, sim, saber onde dará a caminhada!
Um dia eu chegooo! iupiiiiiiiiiiii!

jueves, 21 de julio de 2011

Melhores leituras...

"Sabemos que precisamos de certos recursos, mas o Senhor não nos ensinou a pedir o pão, mais dois carros,mais um avião... Não precisamos de tanta coisa para colocar tanta carga em cima de nós. Podemos ser chamados hoje à Vida Espiritual...”

“Tudo que criamos para nós, de que não temos necessidade, se transforma em angústia, em depressão...”

“A doença é uma espécie de escoadouro de nossas imperfeições; inconscientemente, o espírito quer jogar para fora o que lhe seja estranho ao próprio psiquismo.”

Na realidade, toda doença no corpo é processo de cura para a alma.
Abençoemos aqueles que se preocupam conosco,que nos amam, que nos atendem as necessidades... Valorizemos o amigo que nos socorre, que se interessa por nós, que nos escreve, que nos telefona para saber como estamos indo. A amizade é uma dádiva de Deus. Mais tarde, haveremos de sentir falta daqueles que não nos deixam experimentar solidão!”

“A caridade é um exercício espiritual... Quem pratica o bem, coloca em movimento as forças da alma.

Quando os espíritos nos recomendam, com insistência a prática da caridade, eles estão nos orientando no sentido de nossa própria evolução; não se trata apenas de uma indicação ética, mas de profundo significado filosófico.”
“Uma das mais belas lições que tenho aprendido com o sofrimento:

NÃO JULGAR, definitivamente não julgar a quem quer que seja.”

“Tudo o que pudermos fazer no bem, não devemos adiar...

Carecemos somar esforços, criando, digamos, uma energia dinâmica que se anteponha às forças do mal... ....Ninguém tem o direito de se omitir”

“O exemplo é uma força que repercute, de maneira imediata, longe ou perto de nós... Não podemos nos responsabilizar pelo que os outros fazem de suas vidas; cada qual é livre para fazer o que quer de si mesmo, mas não podemos negar que nossas atitudes inspiram atitudes, seja no bem quanto no mal.”

Sempre recebi os elogios como incentivos dos amigos para que eu venha a ser o que tenho consciência de que ainda não sou...”

Fico triste quando alguém me ofende, mas, com certeza, eu ficaria mais triste se fosse eu o ofensor... Magoar alguém é terrível!...”

“A gente deve lutar contra o comodismo e a ociosidade; caso contrário, vamos retornar ao Mundo Espiritual com enorme sensação de vazio...Dizem que eu tenho feito muito, mas, para mim, não fiz um décimo do que deveria ter feito...”

“A questão mais aflitiva para o espírito no Além é a consciência do tempo perdido.“Confesso a vocês que não vi o tempo correr...

Por mais longa nos pareça, a existência na Terra é uma experiência muito curta.

A única coisa que espero depois da minha desencarnação,

é a possibilidade de poder continuar trabalhando.”

“Devemos aceitar a chegada da chamada morte, assim como o dia aceita a chegada da noite – tendo confiança que, em breve, de novo há de raiar o sol...”

“Tudo tem seu apogeu e seu declínio...É natural que seja assim; todavia, quando tudo parece convergir para o que supomos o nada, eis que a vida ressurge, triunfante e bela!. Novas folhas, novas flores, na indefinida bênção do recomeço!...”
“Ah... Mas quem sou eu senão uma formiguinha, das menores, que anda pela Terra cumprindo sua obrigação!”

"Tudo o que Jesus falou no Sermão da Montanha foi ao coração, ao sentimento. Não disse nada ao raciocínio, porque é pela inteligência que caímos.
Ele não disse: Bem-aventurados os inteligentes. Chegou mesmo, certa vez, a dar graças ao Pai por ter ocultado os segredos do céu aos sábios e inteligentes. Quem cai pelo amor, o próprio motivo da queda faz que se reerga, mas quem cai pela inteligência não se sente caído."

Justiça e misericórdia

"Toda vez que a Justiça Divina nos procura para acerto de contas, se nos encontra trabalhando em benefício dos outros, manda a Misericórdia Divina que a cobrança seja suspensa por tempo indeterminado."

Resposta Divina
“O Velho Testamento, que é a palavra dos profetas, é o homem desesperado com os problemas da vida criados por ele mesmo, batendo à porta de Deus.”
“O Novo Testamento, contendo os ensinamentos de Jesus, é a resposta de Deus ao homem de todos os tempos.”

O Evangelho e o acaso

"Toda vez que as circunstâncias te induzam a ouvir as verdades do Evangelho, não penses que o acaso esteja presidindo a semelhantes eventos. Forças divinas estarão agindo a fim de que te informes quanto ao teu próprio caminho."

“Quem é perseguido, muitas vezes ainda consegue ir adiante, principalmente se estiver sendo perseguido de maneira injusta, mas quem persegue não sai do lugar”.

Tenho sofrido muitas perseguições da parte de espíritos inimigos da Doutrina, mas dizendo-lhes com sinceridade, as maiores dificuldades que enfrento para perseverar no serviço da mediunidade são oriundas de minhas próprias imperfeições”.

"Toda vez que descuidamos do patrimônio do corpo, abusando e afrontando os perigos da vida e chegamos à morte, esta morte não vem de Deus.
Tudo o que vem de Deus, vem devagar."

Perante o sofrimento

"O espírita chora escondido. Depois, lava o rosto e vai atender a multidão sorrindo."

Além do cansaço
"Outro dia me perguntaram por que eu continuo trabalhando, apesar da enfermidade, das limitações. Respondi:
- Estou doente, mas ainda não cheguei à inutilidade. Ou fazemos ou fica por fazer. Ninguém pode fazer o que temos que fazer. A gente tem que agüentar. A desistência do dever gera um complexo de culpa muito grande."

“O Cristo não pediu muita coisa, não exigiu que as pessoas escalassem o Everest ou fizessem grandes sacrifícios. Ele só pediu que nos amássemos uns aos outros.”

Nenhuma atividade no bem é insignificante... As mais altas árvores são oriundas de minúsculas sementes. A repercussão da prática do bem é inimaginável... Para servir a Deus, ninguém necessita sair do seu próprio lugar ou reivindicar condições diferentes daquelas que possui.”

“Os Espíritos Amigos sempre mostram disposição de nos auxiliar, mas é preciso que, pelo menos, lhes ofereçamos uma base... Muitos ficam na expectativa do socorro do Alto, mas não querem nada com o esforço de renovação; querem que os espíritos se intrometam na sua vida e resolvam seus problemas... Ora, nem Jesus Cristo, quando veio à Terra, se propôs resolver o problema particular de alguém... Ele se limitou a nos ensinar o caminho, que necessitamos palmilhar por nós mesmos.”

"Nunca quis mudar a religião de ninguém, porque, positivamente, não acredito que a religião a seja melhor que a religião b... Nas origens de toda religião cristã está o Pensamento de Nosso Senhor Jesus Cristo. Quem seguir o Evangelho... Se Allan Kardec tivesse escrito que “fora do Espiritismo não há salvação”, eu teria ido por outro caminho. Graças a Deus ele escreveu “Fora da Caridade”, ou seja, fora do Amor não há salvação...”

“O desespero é uma doença. E um povo desesperado, lesado por dificuldades enormes, pode enlouquecer, como qualquer indivíduo. Ele pode perder o seu próprio discernimento. Isso é lamentável, mas pode-se dizer que tudo decorre da ausência de educação, principalmente de formação religiosa.”

“O sentimento de ódio é um processo de auto-obsessão.”

“Sei que sou um espírito imperfeito e muito endividado, com necessidade constante de aprender, trabalhar , dominar-me e burilar-me, perante as Leis de Deus.”

“Gente há que desencarna imaginando que as portas do Mundo Espiritual irão se lhes escancarar... Ledo engano! Ninguém quer saber o que fomos, o que possuíamos, que cargo ocupávamos no mundo; o que conta é a luz que cada um já tenha conseguido fazer brilhar em si mesmo...”

"Sem a idéia da reencarnação, sinceramente, com todo respeito às demais religiões, eu não vejo uma explicação sensata, inclusive, para a existência de Deus.”

"Uma das coisas que sempre aprendi com os Benfeitores Espirituais é não tolher o livre arbítrio de ninguém; os que viveram na minha companhia sempre tiveram a liberdade para fazer o que quiseram...”

"Existem pessoas que se sentem ofendidas, magoadas por qualquer coisa: à mais leve contrariedade, se sentem humilhadas... Ora, nós não viemos a este mundo para nos banhar em águas de rosas... Somos espíritos altamente endividados - dentro de nós o passado ainda fala mais alto... Não podemos ser tão suscetíveis assim..."

“Agradeço todas as dificuldades que enfrentei; não fosse por elas, eu não teria saído do lugar... As facilidades nos impedem de caminhar. Mesmo as críticas nos auxiliam muito.”

"Emmanuel sempre me ensinou assim:
- Chico, se as críticas dirigidas a você são verdadeiras, não reclame; se não são, não ligue para elas...”

“Graças a Deus, não me lembro de ter revidado a menor ofensa das inúmeras que sofri, certamente objetivando, todas elas, o meu aprendizado, e não me recordo de que tenha, conscientemente, magoado a quem quer que fosse...”

“Emmanuel sempre me disse:
- Chico, quando você não tiver uma palavra que auxilie, procure não abrir a boca...”

“Abençoemos aqueles que se preocupam conosco, que nos amam, que nos atendem as necessidades... Valorizemos o amigo que nos socorre, que se interessa por nós, que nos escreve, que nos telefona para saber como estamos indo... A amizade é uma dádiva de Deus... Mais tarde, haveremos de sentir falta daqueles que não nos deixam experimentar a solidão!”

“A caridade é um exercício espiritual... Quem pratica o bem, coloca em movimento as forças da alma. Quando os espíritos nos recomendam, com insistência a prática da caridade, eles estão nos orientando no sentido de nossa própria evolução; não se trata apenas de uma indicação ética, mas de profundo significado filosófico...”

“Tudo o que pudermos fazer no bem, não devemos adiar... Carecemos somar esforços, criando, digamos, uma energia dinâmica que se anteponha às forças do mal... Ninguém tem o direito de se omitir.”

“Uma das mais belas lições que tenho aprendido com o sofrimento: Não julgar, definitivamente não julgar a quem quer que seja.”

“O exemplo é uma força que repercute, de maneira imediata, longe ou perto de nós... Não podemos nos responsabilizar pelo que os outros fazem de suas vidas; cada qual é livre para fazer o que quer de si mesmo, mas não podemos negar que nossas atitudes inspiram atitudes, seja no bem quanto no mal.”

"Sempre recebi os elogios como incentivos dos amigos para que eu venha a ser o que tenho consciência de que ainda não sou...”

"Fico triste quando alguém me ofende, mas, com certeza, eu ficaria mais triste se fosse eu o ofensor... Magoar alguém é terrível!...”

“A gente deve lutar contra o comodismo e a ociosidade; caso contrário, vamos retornar ao Mundo Espiritual com enorme sensação de vazio... Dizem que eu tenho feito muito, mas, para mim, não fiz um décimo do que deveria ter feito...”

“A questão mais aflitiva para o espírito no Além é a consciência do tempo perdido.”

“Confesso a vocês que não vi o tempo correr... Por mais longa nos pareça, a existência na Terra é uma experiência muito curta. A única coisa que espero depois da minha desencarnação é a possibilidade de poder continuar trabalhando.”

“A revolução em que acredito é aquela ensinada por Nosso Senhor Jesus Cristo que começa pela corrigenda de cada um, na base do façamos aos outros aquilo que desejamos que os outros nos façam.”

"Deus nos concede, a cada dia, uma página de vida nova no livro do tempo. Aquilo que colocarmos nela, corre por nossa conta."
Na Nossa Doutrina,não deveria haver lugar para tantas intrigas ...Foram as intrigas humanas que deturparam o movimento cristão em seus primeiros tempos e que continuam ,até hoje ,entravando o progresso espiritual dos que deles não sabem se desvencilhar.
220
O problema das drogas, que, em última análise, diz respeito a todos... Quem é que não tem hoje ,próximo ou distante,um um parente envolvido com elas?!Tenho escutado muitos pais, muitas mães, muitos avós... Nos Estados Unidos, as drogas praticamente estão comprometendo uma geração. Devemos combater ,com veemência ,este problema:nas escolas ,nos ambientes de trabalho e ,sobretudo ,nos lares...Não podemos assistir ,impassíveis aos nossos jovens sendo vítimas de traficantes.A propaganda contra as drogas ainda é muito tímida.De meia em meia hora ,a televisão deveria combater o problema ,o Rádio ,o Jornal...Os livros escolares deveriam ,no processo de alfabetização ,já começar esclarecendo a criança contra os perigos das drogas- um vírus que tem matado mais gente que os agentes viróticos mais violentos.A propaganda contra o uso de drogas tem que ser maciça – nos intervalos dos shows ,nas partidas de futebol,nas missas,nas reuniões espíritas...
260
Oro todos os dias pelas mães que perderam filhos, sobretudo em condições trágicas, como um assassinato, por exemplo. Deus há de se compadecer de todas elas!...
261
Hoje ouvimos falar de muitos crimes cometidos por meninos de 10,14 anos... Deveríamos tratar de códigos que dessem a maioridade aos 14 anos.A criança é chamada a memorizar as suas vidas passadas muito depressa ,motivada pela televisão ,etc.Precisávamos da criação de leis que ajudem a criança a não se fazer delinqüente nem viciada.O governo não pode ser responsável por todas as nossas modalidades de penúria;não podemos exigir que os ministros venham a fazer intervenções em nossas vidas familiares .O problema da penúria é nosso .Não temos uma disposição muito ativa em torno da criança ,tal qual nos acontece ,almoça todo dia ,estuda todo dia ,toma banho todo dia...
319
O nosso Carnaval era simples, as pessoas saíam cantando... Hoje o Carnaval custa milhões ...Vão dizer que é turismo ,mas é negativo,é um dispêndio de força e de vida humana .Depois do Carnaval ,aparecem as listas :tantos mortos no sábado ,no domingo ,na segunda,na terça...Por que não houve tantos mortos nos outros sábados ou nos outros domingos?Foram vítimas dos excessos a que nos entregamos, porque não sabemos viver. Temos escolas maravilhosas,exercícios físicos ,o mundo da ginástica ,que nos ajuda a conservar a saúde ,as nossas universidades ,que são verdadeiros mundos de cultura – nunca vi uma escola para ensinar a pessoa viver ,a viver com o que tem ,com o que somos ,com os recursos que possamos adquirir...
320
As escolas, muitas delas, se desvirtuaram; informam, mas não formam; ilustram, mas não educam... As escolas do passado preocupavam-se mais com o coração.Hoje ,todo mundo só quer saber do diploma ...Antes ,os professores oravam com agente,dentro da sala,agora ,muitos deles são os primeiros a dizer que não acreditam em Deus...

Textos retirados do livro O Evangelho de Chico Xavier Carlos Baccelli

miércoles, 20 de julio de 2011

Navegação em areias do deserto



Onde há muita certeza surge a dúvida
Onde há muito sorriso, surge a lágrima
Onde se desfruta a liberdade...
Surge a possibilidade de aprisionamento!

O sonho, os campos, as flores, as estrelas
Mudar é difícil, mas é preciso!
E o sacrifício? Tempo que alguém prometeu!
Sozinho ou acompanhado? De navio ou a nado?

Não sei... Não sei se o calor que sinto
Vem do sol ou da minha embarcação
Qualquer coisa aquece mais que a solidão!

Não estou só, não me sinto só...
Mas aquele calor tão conhecido
Confundia meus sentidos...

Eram muitas perguntas,
Confusas respostas, uma noite,
Duas, três, mil e uma e eu não sabia
Nem saberia jamais discernir
Se a decisão de atropelar os ponteiros
de meu relógio... (biológico ou psicológico)
Foi acertada! Nessa vida nunca se tem certeza
De nada!!!

A única coisa de que estou certa...
É do quanto cresci nesses últimos dias!
Navegando na melodia suave de quem passeia
pelas areias de sua alma e se reconhece..
Não há melhor prece que o autoconhecimento!

martes, 19 de julio de 2011

Ritmo Unissex



“Toda menina que enjoa da boneca é sinal de que o amor já chegou no coração”.

O xote de Luiz Gonzaga embalou e embala muitos São Joãos do nordeste brasileiro. Nesse ritmo abrasivo, é possível identificar o papel e o lugar feminino em recortes distintos no Brasil. Nessa medida, estabelecer paralelos entre o ontem e o hoje é atestar a desconstrução, a revisão e a reconstrução do que é ser homem/mulher na sociedade contemporânea.

Evidencia-se, com clareza, que no início do séc. XX, ser homem e ser mulher era ter papéis sociais claramente delimitados, seja pelas funções atribuídas pelos comportamentos exercidos, seja pelas vestimentas, dentre tantos outros mecanismos de delimitação. Assim, como ilustra o fragmento da música, a boneca, recurso de divertimento das meninas, já demarca o lugar da mãe, dona de casa, com funções relacionadas à sensibilidade “característica e propícia” da mulher. Desse modo, as diferenças de gênero estavam associadas ao biológico para a determinação do meio social.

Nessa perspectiva, evidencia-se que com uma série de mudanças ocorridas nos últimos 50 anos, houve uma desconstrução dos lugares de homem/mulher estabelecidos pela ordem patriarcal, acompanhada de uma revisão desses papéis. Essa revisão é fundamentada pelos fatos históricos – a II Guerra Mundial, necessidade de mais mão de obra feminina, Revolução Feminista, todos esses eventos contribuíram para a diluição das barreiras determinantes do que é ser homem/mulherna sociedade plural e capitalista brasileira. Assim, hoje se vive a fase da reconstrução desses valores que definem o gênero – mulheres assumem gerências ou presidencias (Dilma Roussef, Cristina Kirtnen), homens arrumam a casa, fazem comida.

Desse modo, mulher “enjoando da boneca” ou brincando de carro no nosso tempo determina apenas que homens e mulheres possuem diferenças que ultrapassam a forma física. Assim, são necessárias a constante revisão e reconstrução desses papéis culturais outrora estabelecidos.

domingo, 17 de julio de 2011

Ponto de Vista

A misteriosa fragilidade dos vínculos humanos, o sentimento de insegurança que ela inspira e os desejos conflitantes (estimulados por tal sentimento) de apertar os laços e ao mesmo tempo mantê-los frouxos, é o que este livro busca esclarecer, registrar e apreender.” (BAUMAN, 2004, p. 8).

Cilada.com é um filme brasileiro, comédia romântica, muito engraçado. O cinema tão cheio assim, só vi na série Crepúsculo e nas estréias de Harry Potter. Trata-se da história de um sujeito (Bruno) que trai a namorada (Fernanda) e para vingar-se do mesmo, ela posta no youtube o vídeo com a transa de menor tempo, ejaculação precoce por parte do parceiro. Evidente, que o número de acessos se torna surpreendente, acarretando em inúmeros prejuízos para a vida social do sujeito em questão.

A comédia transcorre sedimentada nos estereótipos corriqueiros do cinema brasileiro - sexo, palavrão, preconceitos diversos de ordem étnica, racial. O Marconha (representeado pelo Serjão Loroza), personagem negro, estava ao lado do ridículo com as nádegas enormes, o peitoral desproporcional, o corpo nu (...). Outro aspecto que me chamou atenção foi na busca do personagem principal por toda e qualquer via de solução para o problema, encontrou a casa de um pai de santo, representante das religiões africanas, e com bastante deprecio represnetado, o sujeito era “trambiqueiro”, e ficava fingindo receber algum tipo de entidade.

Mas o que proponho a analisar mais detidamente é o aspecto romântico. Pois, após sentir-se extremamente atingido pelos efeitos da ação de Fernanda (a namorada), Bruno que até então tinha uma extrema dificuldade de dizer “eu te amo”, começa a refletir em seu relacionamento. Após as tentativas frustradas de convencer o mundo de que a ejaculação precoce, a rapidinha, foi uma gravação infeliz, ele decide investir em Fernanda, como um novo projeto romântico.

O curioso, é que sempre discutimos que o romantismo tal qual aprendemos nas escolas literárias não teria espaço nesse momento em que vivemos, mas, é ressignificado. Fernanda queria ouvir “eu te amo” a qualquer custo. Bruno não sabia como dizer. A mim me pareceu um relacionamento pós-moderno, ou quiçá, como denominam os especialistas um amor fast-food. Bruno precisava melhorar sua imagem social. As reflexões, feitas por ele, mostravam quão poucas eram suas possibilidades de retomada, ele se mostrou ao longo do namoro um homem tão pouco ideal no relacionamento, era desatento, grosso, em certa medida, e transava mal, sempre! Mas Fernanda o amava!

Um relacionamento, conforme o especialista, é um investimento como todos os outros: você entrou com tempo, dinheiro, esforços que poderia empregar para outros fins, mas não empregou, esperando estar fazendo a coisa certa e esperando também que aquilo que perdeu ou deixou de desfrutar acabaria, de alguma forma, sendo-lhe devolvido – com lucro.”(BAUMAN, 2004, p. 28). Nessa perspectiva, os recursos utilizados por Bruno no investimento do seu projeto romântico foram cartazes, vídeo e áudio para dizer o tão esperado “eu te amooo”.

A platéia vibrou nas poltronas do cine. Era evidente a nossa condição romântica. O romantismo funcionava nessa comédia romântica e pós-moderna como a catarsis, embora as pessoas tivessem se divertido bastante, era esperado o momento clímax, representado pela consolidação do amor da nossa era "frágil, frouxo, líquido". Foi ótima a representação desse amor construído que, nós ocidentais, aprendemos a cultuar. Construção tão bem elaborada que está diretamente associada ao ideal de felicidade, se, por ventura, o ator principal não cumprisse a sua função ideal, muito provavelmente, a obra não teria tido o desfecho com chave de ouro.

Em suma, a produção foi muito deconstraída, uma boa pedida para um fim de semana!

Grãos de mostarda

A parábola cristã do catolicismo mostra que a semente da mostarda é uma das menores que existem, porém ao desenvolver-se torna-se uma das maiores plantas que há. A interpretação dos elementos dessa parábola nos aponta para as relações de altruísmo pautadas num pensamento a longo prazo.

As dificuldades de sobrevivência hoje das relações pautadas na solidariedade, no companheirismo se tornam nesse cenário de valores tão adversos da contemporaneidade a semente de mostarda – ínfima – em tamanho e extremamente necessária para o desenvolvimento das futuras gerações.

É sabido que quando as sementes da coletividade são lançadas todo e quaisquer solos se tornam espaços de mudança. Quem não há de se lembrar da união da juventude no Brasil em luta por ideais coletivos de cidadania? Nesse sentido, a ação dos “caras-pintadas” constituiu o desenvolvimento da semente de mostarda, cujos frutos são identificados até o presente momento como alicerce para a mudança do conformismo em que se encontram os jovens brasileiros. Isso atesta que para toda mudança é exigido um longo caminho para a realização – projeto a longo prazo.

O tempo histórico o qual nos encontramos constitui o momento e o lugar propícios para lançarmos sementes de mudança. O trabalho desempenhado pelas ongs tem tido resultados cada vez mais profícuos na estrutura social. São inúmeros crianças, jovens, adolescentes que ao adquirirem noções de cidadania, entenderem a noção de participação social se capacitam como jovens multiplicadores capazes de transformar o meio em que vivem. Assim tem sido, por exemplo, na escola de música Pracatum, Salvador, idealizada por Carlinhos Brow, a Cipó – Comunicação Interativa, a comunicação pelo desenvolvimento social, e tantos outros projetos apoiados pela UNICEF e pela iniciativa privada.

Desse modo, percebe-se que o caminho para possíveis soluções dos problemas sociais é longo, para isso são cada vez mais necessárias mãos, ombros, parceria,solidariedade, coletividade para preparar a terra. Assim, é possível cultivarmos sementes de mostardas, para futuramente termos mais belas àrvores, capazes de arborizar a paisagem social no aspecto individual e coletivo dos indivíduos.

jueves, 14 de julio de 2011

hermanito,

que bueno verte, te doy gracias por existir siempre!!!
bella frase la de hoy - eres valiente por ser muy sincera.
escribí acá, sino el viento lleva... esas manisfestaciones
de aprecio que surgen en el corazón y nos unen en lazos de vida!!!
siento tus conquistas como mías... mi, además de poeta, actor,
hermanito increíble... Que me confirma que hay esperanzas del
mundo ser mejor... Con tu dulzura y palabras mágicas!!
lluvia de estrellassss!!!
jamás te olvidooo!!!
hasta,

miércoles, 13 de julio de 2011

Motivação

O convite da minha orientadora, que ainda não consigo chamar de (ex), para ser aluna especial da disciplina oferecida para o doutorado, bem como os tantos convites amáveis dos outros profesosres por os quais passei - constituem para mim, assim como o desejo de meus familiares - uma convicção do outro no que posso ser feliz.

E sinto-me imensamente tentada em aceitar tais sugestões. Mas, sei que uma vez aceitas, estarei fazendo sempre o que o outro entende como melhor pra mim, e jamais haverei provado o sabor adocicado do que entendo por felicidade!

Essa é a hora, é meu objetivo, provar que o que eu acredito faz sentido. E esse sabor adocicado só será provado, se insisto, se invisto, a cultura do sacrifício... Eu já consegui até hoje provar que sou capaz de mostrar que o outro sempre está correto no que acha que posso, ou sou capaz, agora quero provar a mim mesma a máxima do meu querer "Eu sou, eu posso, eu sou capaz!!!" de empreender os projetos "MEUS".
Êahhhhh!!!!!!!!

O segredo da esfinge


P.S: eu não me mataria como a esfinge, mas decifrada, senti-me absolutamente desnuda e as palavras não mais me vinham como antes... Devorada?! No ônibus, hoje, lembrei-me das aulas de história da sétima série, em que o professor contou-nos sobre o segredo da esfinge, de meu primeiro livro na faculdade - Édipo e do Djavan "Teus sinais. Me confundem. Da cabeça aos pés. Mas por dentro. Eu te devoro". Boas lembranças!!!!

(retirado do livro de Gilberto Cotrim, Fundamentos da Filosofia)

Laio, rei da cidade de Tebas e casado com a bela Jocasta, foi advertido pelo Oráculo (resposta que os deuses davam a quem os consultava) de que não poderia gerar filhos. Se esse aviso fosse desobedecido, seria morto pelo próprio filho e muitas outras desgraças surgiriam.

A princípio, Laio não acreditou na profecia do oráculo e teve um filho com Jocasta. Quando a criança nasceu, porém, cheio de remorso e com medo da profecia, ordenou que o recém-nascido fosse abandonado numa montanha, com os tornozelos furados, amarrados por uma corda. O edema provocado pela ferida é a origem do nome Édipo, que significa “pés inchados”.

Mas o menino Édipo não morreu. Alguns pastores o encontraram e o levaram ao rei de Corinto, Polibo, que o criou como se fosse seu filho legítimo. Já adulto, Édipo ficou sabendo que era filho adotivo. Surpreso, viajou em busca do oráculo de Delfos para conhecer o mistério de seu destino. O oráculo revelou que seu destino era matar o próprio pai e se casar com a própria mãe. Espantado com essa profecia, Édipo decidiu deixar corinto e rumar em direção a Tebas. No decorrer da viagem encontrou-se com Laio. De forma arrogante o rei ordenou-lhe que deixasse o caminho livre para sua passagem. Édipo desobedeceu às ordens do desconhecido. Explodiu, então, uma luta entre ambos na qual Édipo matou Laio.

Sem saber que tinha matado o próprio pai, Édipo prosseguiu sua viagem para Tebas. No caminho deparou-se com a Esfinge, um monstro metade leão, metade mulher que lançava enigmas aos viajantes e devorava quem não os decifrasse. A Esfinge atormentava os moradores de Tebas. O enigma proposto pela Esfinge era o seguinte: “Qual o animal que de manhã tem quatro pés, dois ao meio-dia e três à tarde?” Édipo respondeu: “É o homem. Pois na manhã da vida (infância) engatinha com pés e mãos; ao meio-dia (na fase adulta) anda sobre dois pés; e à tarde (velhice) necessita das duas pernas e o apoio de uma bengala”.

Furiosa por ver o enigma resolvido, a Esfinge se matou. O povo tebano saudou Édipo como seu novo rei. Deram-lhe como esposa Jocasta, a viúva de Laio. Ignorando tudo, Édipo casou-se com a própria mãe. Uma violenta peste abateu-se então sobre a cidade. Consultado, o oráculo respondeu que a peste não findaria até que o assassino de Laio fosse castigado. Ao longo das investigações para descobrir o criminoso, toda a verdade foi esclarecida. Inconformado com o destino, Édipo cegou-se e Jocasta enforcou-se. Édipo deixou Tebas, partindo para um exílio na cidade de Colona.

Obs: A imagem e o texto foram empréstimos de outro blog, mas senti-me inteiramente à vontade, já que conheço a obra e vivo o enigma... (rs)! Autorização concedida, drica!(rs)

lunes, 11 de julio de 2011

Registro


Pena que quando me sinto muito feliz, não consigo escrever;
Mas, como vivo um dos, senão o melhor momento de minha vida...
Na esteira dos ensinamentos do teólogo Leonardo Boff,
creio que aprendi a sair da condição galinha para entender-me águia!
Daqui de cima não precido do milho que me arremessam,
Daqui de cima meu pranto, minha prece são determinados
por um campo de visão muito melhor...
É como, se por primeira vez, me sentisse mais próxima
do plano de Deus - Sabedoria!

viernes, 8 de julio de 2011

Diario de Bordo


“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos”.Fernando Pessoa

Essa é uma fase especial em minha vida; é lógico e óbvio pra todos que têm vida... Mas pra mim, é a primeira vez em que passo por um momento de travessia, de assumir meus pontos (difíceis) de vista. Com efeito, o mais difícil é a caminhada. Decisão acertada? Aquela que atende aos nossos desejos... Daí, olhamos pra trás e verificamos o porquê de nos sentirmos meio esvaziados com a ação do tempo... Podemos fazer o melhor plano pros familiares, pros amigos, pro namorado (a) , mas se o nosso não está em primeiro plano... Não adianta, o brilho no olhar, a vontade de mudar ficam limitados...

Mudança no campo afetivo, mudança na profissão, mudança na forma de ver a vida.. Me sinto feliz, porque acho que a melhor rota é aquela escolhida por nosso coração. Sem namorado, sem muso... É uma constatação!
Eu gostava do muso. Mas eu não podia insistir pra ele ficar, ainda se quisesse, eu violaria meu plano de liberdade. Eu ligaria, insistiria, e construiria uma história tão conhecida, a do escravo, vassalagem amorosa... Ah, quando arranquei a página indecorosa de erros cometidos em minha vida, já sabia que ainda me encantaria quantas vezes fossem possíveis e precisas... Mas minha alma não podia ser leiloada a cada viajante que aparecesse.... já pensou?! Como diria o Cordel do Fogo Encantado “ai, se sêsse”!

Podia ser egóico pro mundo, mas o sentimento que eu estava sentindo por mim era especial, utilizando expressão odiada por minha avó, eu estava “curtindo”... A mim mesma! Ao meu estado de solidão. Passei pela vida como medo de sentir- me só até descobrir que solidão é um estado de espírito...

Amanha, comprarei meu novo caderno... Caderno pra mim é como semente anuncia sempre um porvir, voltar a estudar com afinco, me parece um projeto vivo.. Como nunca me sinto trocando as roupas usadas. Eu não sabia em que resultava ou resultaria esse meu empreendimento juvenil, mas estava segura de que em qualquer lugar em que eu chegasse valeria a pena de não ter ficado no projeto alheio, eu havia tentado! Eu rompi a casca do ovo da obra de Salvador Dali. Eu estava feliz... Eu estava vivendo! Nessa incessante luta consumidora de estar vivo!

jueves, 7 de julio de 2011

carta


Minha estimada professora,

Escrevo-te para desejar-te um feliz aniversário nesse dia tão especial. Quero dizer-te que a passagem do tempo só fez ampliar a estima e admiração que tenho pela senhora, pelo seu trabalho, por sua dedicação!

Muitas felicidades e inspiração para os muitos projetos que estão por vir!!! E se há uma coisa que nunca poderei pagar-te - foram as inúmeras vezes em que me deste a possibilidade de sonhar... Desde o dia em tomaste minhas maos e me ensinaste a desenhar o mapa da Espanha, a representação imagética do meu mundo mudou substancialmente!!!

És na prática o que ensinou o mestre Paulo Freire - ensine a pescar (pensar). E eu posso sofrer de muitos males, mas o terreno da imaginação está sempre irrigado - com bases no ensino bem sedimentado de suas explanações!

Um abraço carinhoso minha pró e saibas que a forma mais linda, a mim me parece, de nos imortalizarmos é através das sementes que lançamos na alma do outro! E são muitos que trazem em suas vidas esses grãos vitalícios de suas classes... É com muito carinho e amizade que te desejo - PARABÉNSSSSSSSSSSSSSSS!!!!!!!!!!!

miércoles, 6 de julio de 2011

Hilos de Díos


No se explican,
No ven lejanía,
No ven adversidades,
Sol ni tempestades...

Hilos de Dios se sienten!
En la alegría, enla tristeza
Casi una boda en una amistad
Que hace mucho...

La palabra que acalma
La lágrima tranquiliza
Está todo bien eso me vitaliza

Ahora con el azul al alto
Los vientos rioplatenses,la corriente
me duermo a saber la intensidad
De verdad de los hilos de Díos...

martes, 5 de julio de 2011

Oftalmólogo


E assim como você ficou "muito triste comigo" eu também fiquei muito desapontada em saber que não há Jogo!! Se não tem jogo, não houve estratégia, se não houve estratégia foi tudo por acaso, se foi tudo por acaso você é rústico assIm por na-tu-re-za?!! Meu Deus!!!!

Você comentou comigo “o que mais me surpreende é o pouco tempo que a gente passou...". E eu pergunto é (foi) possível alguém se maravilhar com você ultrapassando esse "pouco tempo"???? Caraaaa, se elas (guerreiras) foram capazes disso já sou fã delas sem conhecÊ-las...

Aquela história de que o instante foi necessário pra fazer-se eterno... Caramba... eu também não sei exatamente em que momento a serotonina confundiu os canais de minha razão e por segundos influenciados pela brisa do mar, uma nota de tango ao fundo, ou aos ritmos da rainha do mar – Yemanjá... Consegui como efeito mágico ver-te com olhos mais adocicados.

Mas a convicÊncia cotidiana revela-me o terreno árido a que pertences. E diferente de ontem que eu, sob os efeitos da pouca idade, quis provar-te que estavas errado, hoje estou convencida de que ninguém muda ninguém.... Que posso fazer ao encontrar o cacto se não contorná-lo em busca das vegetações que me apetecem? Nada... É o caminho natural das coisas...

E a gente se surpreende como é possível além do sol de dezembro, pra lá do ritmo do verão, quase mudando a estação, nossas retinas tanto se confundirem... A idade avança e o oftalmólogo hoje já me prescreveu nova receita, aumento do grau, para que eu não mais cometa essas besteiras – enxergar os objetos além do tamanho real que eles se apresentam.... É uma boa indicação, vale contenta satisfação para as próximas experiências!!!

lunes, 4 de julio de 2011

Meia Noite em Paris


Meia-Noite em Paris foi um filme belíssimo que vi em companhia dos meus medos e anseios. Assim como o personagem principal Gil, eu me sentia muito entediada da vida, das minhas práticas, de mim mesma... Gil saía pelas ruas de Paris para buscar inspiração para produção do seu livro. Eu precisava parar de escrever, se não eu ia enlouquecer. Gil, era seqüestrado à meia noite, todas as noites, por um grupo de boêmios que o tratavam com tanta intimidade... E lá ele se encontrava consigo mesmo e com inúmeros escritores do passado. Era uma outra época, uma outra era....

Nas manhãs seguintes, ele era transportado para sua casa, com sua noiva que valorizava um monte de coisas supérfluas, inclusive um outro rapaz que não ele. Em contrapartida, em outro tempo a Bélle Époque, Gil se apaixonou pela bela modelo Adriana. Nela, Gil encontrou a inspiração que precisava para escrever, e assim como ele encontrava-se insatisfeito com seu tempo, a bela Adriana também queria voltar a outros contextos históricos, sob a premissa de que o tempo passado é realmente melhor.

O filme é cheio de magia, repleto de poesia, só aquelas avenidas de Paris me enchem de um saudosismo desconhecido. Eu queria viver, porque eu acredito na vida. Eu acho que nascemos com doses de veneno e antídotos contra o mesmo. Ocorre que nos acostumamos com os venenos do medo, medo da solidão, medo de nós mesmos, medo do novo. E os antídotos que eram pra ser usados em momentos corriqueiros assumem função cotidiana. Assim, vamos tendo uma vida mais ou menos, uma felicidade pela metade, uma certeza fragmentada...

Assim, eu sei que essa Adriana que me habita apresenta muito mais que sedução, como a personagem fílmica, se revela como a moça de fibra que sempre duvidei de sua força. Essa Adriana que se desenvolve em mim tem voz própria e a simbólica coragem de viver.... Se me perguntam como vou?! Vou responder estou muito bem comigo mesma... E com uma certeza de que não sabia que essa convivência comigo seria tão marcada de alegrias... Podia ser uma poesia, mas já me causa uma nostalgia do que há pouco passou, tal qual mostrou a cena do Meia Noite em Paris! O melhor tempo é o que já passou! Ôh, saudade!!!

"O dinheiro, acabei por descobrir, era exatamente como o sexo: quando não se tem não se pensa noutra coisa, e quando se tem pensa-se noutras coisas". (James Baldwin)

viernes, 1 de julio de 2011

Estranha forma de ser livre



O processo de liberdade ia se configurando nas coisas mais simples...
O viajar sozinha, ir a uma festa sem companhia masculina,
Era possível sair e voltar a si mesma com muita leveza
A convivência consigo tornara-se mais agradável,
Ela só não sabia até quando ia essa paz anunciada,
Gostava do sabor de liberdade e apreciava...

Ele disse que não escrevia por sistematicidade,
Ele não entendia que a escrita para ela
Era um válvula de liberdade que a permitia...
Transitar por mundos possíveis e impossiveis,
Seu medo, sua catarse, sua adversidade,
"Posição ou Oposição" era o lugar que lhe conferia
Tranquilidade, o lugar de liberdade que tanto buscava!

Na escrita há todos seus ensaios de realização,
Na escrita há os rascunhos de toda declaração,
Feita, silenciada, amassada e esquecida...
em folhas esmaecidas ou em linhas da tela da rede
A escrita é seu principal deleite nessa
sua maneira estranha de ser livre!

Era sem dúvida um novo tempo, em que ser feliz
Era saber administrar a liberdade e navegar de verdade
Na extensa ou curta escrita oferecida pelo texto da vida!