lunes, 31 de octubre de 2011

Manhã de sábado

Um socorro pelo amor de Deus,
A menina chora, implora sopro de vida
Alguém atende seu chamado,

Carro, companhia, emergência
Hospital Público, fim do mundo?
A menina senta, espera,
Vomita novamente, esperas...

O tamanho da fila aumenta
Os ânimos dos pacientes também
O que era urgente perde prazo de validade
Mercadoria vencida, a cor evidencia
A origem dos produtos...

Enfileiradinhos são todos iguais
Pretos, pardos, adolescentes, crianças
Animais lançados à própria sorte;
Vindos no transporte há mais de 400 anos...

No rosto da menina, a cor
Quase sem vida carregada por pobres
Necessitados do serviço de saúde
Ilude-se quem pensa – todos iguais!

Crianças brincando no chão do posto
Adolescentes lanchando com gosto,
Em espaço tão inapropriado,
Fracasso do Sistema de Saúde Brasileiro,

Incomoda identificar tantos Brasis
Um marcado pela evolução
Até células-tronco e outros tão primários
Não por acaso entregues à estupidez,
Despreparo dos profissionais...

Fecho a porta de atendimento
Lá se foi meu dia e meu socorro,
Saio mais religiosa que nunca,
Se preciso desse sistema –morro
De descaso, despreparo...

Ausência histórica de cuidados
Ao nosso povo...

Jogo de Cartas

Eu passei frio, dor, saudade
Eu vivi muitas adversidades
Para chegar até aqui, pergunte-me
- Que aprendi?

Eu te desapontaria se entre luz,
Pétalas, melodias, te dissesse:
Jamais fiz prece ou ingeri comprimidos
Atenuantes do meu ardor;
A sina da menina que me habita...
É viver de amor!

E o amor é espinho na carne
Ferida que não cicatriza
E sempre arde como incurável enfermidade
Saca do acaso a liberdade de meus pensamentos,

Distraio-me, jogo baralho
Com meu lamento, com minhas esperas...
Ora acerto, ora erro a partida,
Mas sempre sinto nas despedidas
Uma falha do meu adversário!

Essa coisa de sentimento
É mesmo algo raro, jogo de cartas,
Pouco compreendemos, por isso sofremos,
Na maioria das vezes.

Pôr do Sol

O pôr do sol em Salvador
É como uma batida de tambor
Arranca risos e muita emoção,
Quando te despediste de meu coração...

A ida daquele que ilumina a terra,
Traz sempre muita nostalgia e beleza
No dia em que partiste de meu peito
Fiquei sem nenhuma realeza...

Ah, quem me embriagaria de esperança?
A esperança brilhante no olho da criança?
Na face daquele da terceira idade em amizade?
Uma poesia, um raio de sol não me invadia...

Tua ida, carícia, devolveu-me o pranto
Bailei com acalanto, com música, com versos,
Preciso cantar que te espero – eis meu ritmo!

Mas meu íntimo sepultou a espera...
Com o desaparecimento do sol no horizonte!!!

domingo, 30 de octubre de 2011

A primeira vez que eu amei...

Ouvi sinos e uma música clássica,
Balei em salões tão iluminados,
Meu sentir, apaixonado,
Quase não coube em mim!

A segunda vez que eu amei,
Minhas lágrimas fizeram-se o mar
Aos poucos conheci as rochas,
Onde as ondas vêem quebrar...

A terceira vez que eu amei ,
Não havia mais tanta poesia,
Havia uma melodia conhecida,
Não estava no outro corpo...

Mas nesse incessante endosso
Com gosto de eternidade...
Em que vejo centelhas luminosas,
Ofertadas por minhas lágrimas...

sábado, 29 de octubre de 2011

Almoço em Copacabana

“eu com fome e vocês jogando comida fora”.

Cadeiras, reunião, gente bacana
A minha frente muita nobreza
Gente importante sentada à mesa
É mesmo um outro Brasil!

Um Brasil que não ouviu
o choro da criança ...
NEGRA, ao redor da mesa,
Clamava por comida, justiça

A lágrima derramada pelo infanto
Escorreu na face e queimou minha alma
Naquele contexto não adiantava
“Que olhos do mundo inteiro vissem”

Ipanema, Leblon, Arpoador
Brasil, Argentina, Equador
O menino queria apenas comida
Para amenizar a sua dor!

Eis a lembrança do Rio que me arde
Que queima minha teima em crer
Num mundo melhor...
Naquele restaurante tão chique
Vi Salvador, vi África, vi a ameaça
Da estupidez humana...

Aquele moleque chorava por comida
Alguém se compadeceu, os dedos?
Ele lambeu e foi pra casa sorridente,
Mas um dia indiferente na sua difusa
e-xis-tê-cia!

Preparação para a viagem

Na mala roupas, sandálias,
Perfumes e um sentimento profundo
A mala mais pesada pelo sentimento do mundo
E uma vontade danada de recomeçar a marcha,

Embarque, fila, checkin, aceno pro piloto
Do alto tudo, tudo fica pequenino, que gosto
Perceber que a distancia vemos melhor,
Alguém já nos ensinou,

O novo, o novo nos recepciona no destino esperado
O clima, as pessoas, a cultura nos dão aquele abraço,
A mala tão pesada já se torna leve, o olhar deslumbrado
É como uma brisa leve a tocar todos os detalhes,

O sentimento do mundo e as necessidades humanas
Recomeça tudo, tudo, outra vez ...
A fome expressa no semblante infantil, o bêbado,
O drogado cada um vive seu estado de lucidez ou torpor!

A bagagem pode ser leve ou pesada
Os kites básicos de beleza para que nos serve?
Preenchemos nossas bolsas com tantas coisas inúteis,
Devemos enchê-las com as virtudes que se põem em mesa:
Amor, muito amor!!! E todos aqueles valores que vem de dentro!

jueves, 27 de octubre de 2011

A menina dos teus olhos

A luz do teu olhar
É vela do meu pensamento,
É o clarão no céu em dias de chuva,
Ou o sol de cada amanhecer,

Eu vi em teu olhar
O movimento da onda do mar,
Eu vi em teu olhar essa palpitação
Que me aparece em dias vãos
Só de em ti pensar...

Eu vi em teu olhar
O que ninguém mais viu,
Vi a rima, vi as canções
E de efervescentes sensações
Meu corpo se revestiu...

A luz do teu olhar
Tem a beleza que vejo no horizonte
No te preocupes, tu que vives ao longe,
Não choro pelo que não aconteceu entre nós...

E não haveria mesmo motivo pra chorar,
Teu olhar me alaga de muita emoção,
E no ritmo das lembranças, veleja meu coração,
À luz emitida pelas meninas de teus olhos!

Dia dia

Eu dormi com o verso
O verso que esperei por tanto tempo e não veio
Nesse verso, reunidas lembranças, nosso endosso!
Ai, que aventurança era pensar em ti...

Naquele verso que não veio
Tantos novelos do meu existir,
Meu querer, meus desejos, meu corpo,
Teu corpo e rede o dia inteiro não daria!
A companhia de tua cor de jambo,
E o ritmo de tua música embalariam tantas passagens...

E agora nesse fim de tarde
Tua imagem quase se desfazendo de meu pensamento,
Penso que bons eram os nossos momentos de fantasia,

Eu dormi com o verso que não veio
Passou sol, passaram nuvens, passaram tempestades
E eu em sono pesado, hoje tudo isso é passado,
E de aprendizado nem uma lágrima ficou,

Eu havia finalmente entendido que o que passou,
Passou!!! ¿Adónde están mis versos!?
A menina cresceu, a mulher que me habita surgiu,
O corpo banhado em rimas e o céu continua anil!

lunes, 24 de octubre de 2011

Ari & Adri

Leio as linhas de Adri
Faltam verniz e o acabamento
De suas frases...
Leio as linhas de Adri
E meu peito pouco se invade
De vaidade da poesia dela...
Pronomes, vírgulas, óh a sintaxe
Nenhum debalde...

Adri:

Não leio as linhas de Ari
Nem uma frase, nem um erro sintático
Nenhum rascunho, quanta adversidade,
Para fazê-lo ler-me...
Dou gritos na sintaxe,
Atropelo todas as vírgulas,
Mas ele não me visualiza!

Anjo:

Leio as linhas de Ari & Adri
Um só pensamento, um sonho
E um amor in-dis-so-ci-á-vel,
Composto do verniz mais apropriado
Das linhas de doce inexplicável,
E uma sintaxe que não cabe
Nesses versos escritos por mãos tão admiradas
De haver lido o texto mais lindo
- o conto de Ari & Adri...

Expressões de um mesmo ser em corpos distintos
Quisera eu ler traços tão bonitos,
Em ajustes e desajustes cotidianos,
Quero as linhas de Ari & Adri em meus planos...
Ass: Eu, Anjo!

Beijo a moda de viola

Eu esperei meses por aquele beijo
Eu esperei a sua chegada,
Eu esperei a velocidade dos seus passos
O ritmo de tua música, a beleza do teu corpo
E num dia desses quaisquer de sol
Você me trocou por outra – sem explicação
Sem beijo na boca, nem qualquer ilusão!

Num dia de inverno, sem música,
Sem ritmo, eu nada esperava,
Nem um desconhecido; chegou ele
Cujo nome não descobri,
Criou uma música, pegou-me pela cintura
E foi um beijo longo em que me perdi!

Não houve esperas,
Não houve dor,
Não houve trocas, nem dissabor...
De hoje em diante só beijarei
Qualquer diamante que em meu corpo
Não faça morada...

As coisas são simples,
O que estraga é nossa mania descontrolada de sonhar,
De criar e se entregar aos devaneios!
Hoje só me entrego a qualquer forasteiro,
Que não tenha história, mas um bom ritmo
Para qualquer hora, afinal adoro um bom beijo
Como moda de viola!!

domingo, 23 de octubre de 2011

Coisa de Poeta

Ando lendo tantas coisas,
Entre Drummond e Vinicius
A palavra meu oásis preferido...
A palavra só vem quando há falta
Falta de um pseudoa mor,
De lembrança que se foi e não voltou
Mas não me confundas, tu que me lês,
Não sou uma pessoa triste
Sou uma amante da palavra
Nela recrio o que me falta,
Pinto de cores o que parece gris...
Minha vida, texto onde converge todas as cores,
Todos os ritmos por isso minha palavra é tão benfazeja
Eu sei que as letras que se me impõem são tristes
E arrancariam muitas lágrimas de meu leitor,
Mas não entristeças, meu eu lírico é melancólico
Angustiado, mas meu eu anda bem, obrigado,
E cada vez mais apegado a essas coisas de poetas...

Se você pedisse...

Se você pedir, amor, eu viro tuas noites,
Transformo-me em teu cobertor,
Serei o radar que indica tua velocidade
E em qualquer tempestade faço-me calor,

Se você pedir, amor, eu esqueço nossas brigas
Desenho teus detalhes, anulo cada despedida
Beijo e revejo nossas frases...

Se você pedir, amor, eu toco flauta, ou violino
Faço dos teus dias os poemas mais lindos,
E canto nossa estação, apenas verao?!

Se você pedir, amor, eu saio da ficção,
Coloco na alma um tecido de borracha
Saco dos olhos qualquer constelação,
Assim eu te veria sem nenhuma venda,
Sem nenhuma ilusão...

Ah.... Se você pedisse... Eu me despediria
Da minha querida construção...

sábado, 22 de octubre de 2011

Poeta da Vida

O homem atrás pilastra
Mirava-me e contemplava-me em silencio
Eu almoçava, cabeça baixa, olhar perdido,
Como quem se busca sozinho, infinito...

O homem de trás da pilastra se aproxima
Fala de coisas triviais e sensacionais
Acompanho o movimento desenho das rugas
Em seu rosto de cera, ele fala de minha beleza...

O homem quase consegue me seduzir,
Fala em Drummond como se o conhecesse,
Fala em tantos poetas, em polítca, filosofia,
Ele já não era tão velho assim...

Sua cara ambígua se faz nítida,
Reveste-se no príncipe daquela tarde,
Sua palavra me invade e seu convite
Só mais tarde seria entendido...

Oferece-me vinhos, brincos, pulseiras
O homem atrás da pilastra buscava uma aventureira?
De repente ele foi diminuindo já não era tão lindo
Como no início da tarde....

Teve todos os tesouros em mãos para conquistar-me,
Mas preferiu o mais vão e vazio....
Aquele que não deu conta do seu redemoinho interior...
Bens materiais não eram meu esplendor,
Mas sim a beleza daquele senhor atrás da pilastra,
Com simpatia no corpo e poesia na cara...
Quase se desfazendo...

A verdadeira poesia anda morrendo
E minha certeza de ainda encontrar um poeta
Desses da vida...

viernes, 21 de octubre de 2011

Minha grande ternura é...

Minha grande ternura é...
Pela beleza das flores,
Pelo movimento das águas,
Pelo ritmo da vida....

Minha grande ternura é...
Pela ausência do afago de meu pai,
Por todos os homens que desejei
Mas não os amei porque tive medo,

Minha grande ternura é
Pelos poemas escritos,
Verdadeiras páginas sem sentido
Uma recriação do meu desejo,

A minha grande ternura é...
Ainda não saber direito
Porque lanço as chaves de meu coração
Em calabouços tão difíceis de resgatar,

A minha grande ternura foi
Passar pela vida como aprendiz do amar
E jamais haver aprendido uma só lição,
Viver não depende de estação, recriação
Depende de sentir, isso jamais consegui!

Mas a vida não passou,
A juventude permanece, estou calma
Sem prece, nem precipitação...
Na próxima embarcação me lanço
Sem as sombras das horas, serei
Um rosto que insurge na aurora
E se notabiliza pela brisa de felicidade!

Nascimento da Rosa

No meu peito nasceu um rosa
Podia ser no asfalto, podia ser em Itabira
Mas não nasceu em meu peito...

A rosa de três pétalas,
Cores vermelhas, brancas e amarelas
A rosa de um amor que não é do meu tempo
Uma lembrança esmaecida sem contento
Do que não foi....

No meu peito nascem tantas recordações
E não sei como estou atada a elas,
Ontem havia um não poder, um perigo,
Algo de feio, hoje não há proibições,
Não há freios, mas minha sinaleira
Permanece sempre no atenção...

Ah, a rosa que traduz minha solidão
Reúne tempos que não são meus
E a mim se atam por um passado
Que não existe, constituído de nós
Recriados pela expressão da palavra,
Rosa concreta e abstrata, me envolve,
Me acalma quando eu mais queria...
Era estar contigo, meu mais longínquo amigo,
Que me eleva até o céu...

Cada instante, a impossibilidade de esquecer-te
Tua lembrança é como o deleite daquele homem
Que cuida das flores e leva em suas narinas
Os olores de cada flor do seu jardim,
Tê-lo é como mais um jasmim que adquiri...
E passaste a ter vida quando nasceste em meu peito!

Faltou....

Faltou alguma coisa em meu coração
Depois do surgimento dele
Faltaram insultos, o desembaraço
E toda sua corrente elétrica
A tirar o fôlego da atmosfera feminina;

Faltou a tristeza de não vê-lo todas as noites
Resistindo aos meus merengues de menina
Eu tinha a certeza de beijá-lo algum dia
Quer noite, quer dia aconteceria,
Eu sabia, mas não...

Faltou o meu menino e suas grosserias
E daquela brutalidade contida, eu vi surgir
Um rapaz tão educado a derramar
Simpatias, o inesperado, a quem já conhecia,
Era mesmo o fruto de um acaso,
E desse solo inusitado nasceu uma contemplação,

Falta-me, agora, coragem para tirá-lo de vez de meu coração!
E fazê-lo explicação de minhas composições antigas...
Com ele aprendi a importância da ação!
Faltam pra toda realização inspiração e AÇÂO sempre!
Isso faltou...

jueves, 20 de octubre de 2011

Ficar ou beijar eis questão!

Na geração contemporânea, as pessoas não mais namoram como antes, como uma premissa do casamento, elas ficam... Isso não atesta que sejam mais ou menos felizes, isso atesta uma mudança comportamental dos jovens e adultos dessa geração. Eu acho o ficar dos jovens uma maravilha, nesse me deleito em todas as fantasias, em braços e abraços que tampouco conheço, enlevo que me saca do marasmo literário para ação cotidiana.

O ficar envolve a saliva do desconhecido, a magia de um idílio construída em todos meus textos. O ficar não envolve o mais bonito, porque a esses, geralmente, falta coragem, a ousadia necessária de tomar-me em um beijo. Existirão aqueles que me tirarão pra dançar, há outros que até conseguirão se aproximar, falarão de dados históricos, de geografia, de contabilidade, eu os ouço, todos, pacientemente. Faço isso para melhor contemplar o espetáculo, daqueles que chegam sem nenhum embaraço, com poucas palavras, quiçá pouco entendam de cultura enciclopédica, mas trazem na esfera de seu ser a ousadia singela e mordaz que me satisfaz e assim me silenciam com o explosivo beijo de poesia.

Entre lágrima e salivas não há melhor poesia que constitui a minha vã filosofia – a de ficar, beijar e me entregar em braços e abraços que tão pouco os conheço... Um desejo de outros tempos! O ficar não reúne medos. A entrega, a espera, tudo se processa muito rápido, o calor afetivo de um abraço, as palavras mais açucaradas são premissas básicas para a realização do beijo. O beijo é uma explosão de quereres, de fantasias, de sensações fugazes de virar sorvete entregue ao outro. Exercício de pele, de corpo, de ações que explodem em afetividade! Beijar é muito bom!

O bônus do ficar ainda está no dia seguinte. A sensação descartável de que nada aconteceu. No celular, possivelmente, existirão algumas chamadas, ou quiçá uma mensagem de texto do quanto o ocorrido foi bom. Mas o ficar não volta, não tem texto, não tem resposta, apenas uma lembrança saborosa, pra ser retomada em qualquer exercício de prosa. Isso porque ficar/beijar é bom demais e até poderíamos afirmar que é uma das maiores contribuições/invenções das gerações contemporâneas.

lunes, 3 de octubre de 2011

Vagner,

São muitas coisas pra te dizer....

Sabe o que ele me disse?
Que simplesmente se convenceu de que não deveria apaixonar-se por mim; Mas que ele precisava apenas de uma chance, um beijo para provar-me que era capaz de fazer-me feliz!!!

Claro, ouvi tudo isso impassível, embora não o ame, embora não o ache bonito, sou poeta e todas aquelas palavras ecoavam na esfera do que eu acredito, um mundo com personagens, teatro, lindo. Por que eu não acreditava? Porque, eu havia crescido o suficiente para saber que ninguém faz o outro feliz, mas o intento, a caminhada, ah... Me parece fantástica!

Perguntou-me ainda se eu já havia me apaixonado, eu não podia mentir, mas omitir sim, preferi o silêncio, ainda sabendo que este também é uma forma de comunicação... Sem falar que todo aquele discurso dele, de chance, de único beijo para deixar-me em paz, era muito mais semelhante ao que digo costumeiramente que tudo! Muito divertido e até infantil, conforme eu disse pra ele. Mas é assim, ultimamente, percebo que essa coisa de infantilidade é muito relativa, pois todos aqueles que outrora me denominaram assim, praticam criancices em magnitudes cada vez mais colossais!!!

Meu ex falava que todos os anteriores que tive não eram bonitos. É que adoto o conceito de beleza do Bandeira “a beleza é um conceito,e a beleza é triste, não é triste em si, mas pelo que há de fragilidade e incerteza”. Para que beleza mais bonita que essa que se reveste de palavras? Claro, me sinto gata, uma semana sem ir à academia e não recebo nem um psiu... (rs). Mas você já sabe por que ele não é bonito pra mim, né?! Não é negão, nem “tostado” como me agrada, ah... Acho que a esses só agradam mesmo as loirinhas, fazer o quê? (DIVERSIDADE) Enquanto, isso, estou assim surpresa com a vida, quando pensamos ter visto tudo, ainda falta muito o que ver...

Assim, que eu voltar, prometo, pensar na ideia de fazer o facebook! Meu MSN, muito ruim... e nossa comunicação assim fragmentada!!!

Bjoooooooo,

domingo, 2 de octubre de 2011

My friend, Wagner


yesterday, I cried a lot,
because the father of my friend died,
but I have you, you hold my arm, my hand
And my tears walk go will to the sea,
My dream is the relationship will forever,
You are very, very special in my life,
You is strong part of me,
My smile, my look, my fell
I'd like say - loved meet you!

Kisses in the soul,

The girl, pretty woman, dri
*Two identical photos (rs)
I love you in the two...