sábado, 31 de agosto de 2013

Voltar a escrever representa:
A volta da confiança na vida.
A retomada do amor e a confiança na arte.
E embates com a presença viva das pesquisas;
Voltar a escrever me devolve ao amor que não encontro nos homens.
Voltar a escrever é acessar a ordem do impossível.
E tudo isso me deixa um saboroso sabor de descoberta! Estou amando! E esse amor retirado das coisas do mundo ilumina o brilho do meu olhar, alarga o tamanho do meu sorriso e me convida pro exercício de viver:Voltei a escrever!

Espero que tenha coragem para terminar capítulos não concluídos, versos que não foram ditos e palavras não terminadas nessa volta tão exaltada!

minha vida rita lee

jueves, 29 de agosto de 2013

jueves, 15 de agosto de 2013


Como de um livro ele saiu
Das minhas lembranças, do passado
E ficou assim apaixonando meu viver
Ele que não fala comigo
Queria esperar, óh que castigo
O seu entardecer...

Como de um livro ele fez-se verso
Coloriu todos, todos meus castelos
Ele fez-se chama, queimou minha razão
Tornou-me súdita das vontades dele
Sem o menor interesse, pois ele não liga
Pra mim...

 

Só me admira, como se eu precisasse
De admiração, sou sua “querida”
Admirável poetisa que não o toca
Toca ou não toca ?

 

Como de um livro, ele fez silêncio
Numa balbúrdia acentuada
Eu amava sua palavra doce e dosada
Magra, magra... preu não engordar!!!
E era só o que eu queria
Alguém que saísse dos livros
Me ofertasse lirismo ,
Me convidasse  a escrever
Me ensinasse a ser....
Assim como as plantas são!
Era querer muito de um coração
Ainda que ele fosse essencialmente
li-te-rá-rio....

martes, 13 de agosto de 2013

Entendimentos

Era estranha a minha maneira de amar.
Eu nunca tinha entendido direito.
Válida? Só com lágrimas espalhadas pelo quarto
Mas assim nunca mais amei
Até porque não me parecia mais amor
Parecia sofrimento – dissabor,
Ah, agora, eu seguia com a pétala
Havia tantos nas ruas, nenhum que a merecesse!
Tudo diria que ela não ia mais querer o vento
Acreditar nas flores, na poesia das águas
Minha pétala tinha se tornado sensata
E de repente ficara tudo tão gris...
Ah, vem me buscar nobre amado,
E tudo ia voltando ao seu estado
O príncipe não voltou foi só um delírio
de amor...
Uma situação flutuante, de quem crê
Em amantes e se perde consigo
Em devaneios que consome dias inteiros
Com o entendimento do que nunca vem
Meu apaixonamento por ti...


lunes, 5 de agosto de 2013

Reescrevendo...

Escrevo o último capítulo do meu livro e vivo bloqueio criativo. Empresta-me tua imagem, eu me perderia em espiral; eu banharia meu personagem com o perfume das flores, tomaria do sol o brilho para falar de amores; dos passarinhos as asas pra cantar tua graça! Minha liberdade poética consiste em que saibas que o canto é teu! E daí minhas palavras ecoam pelo infinito. Isso não é um pedido, é um comunicado!  Efeito raro do que a verdadeira inspiração é capaz. Tua imagem tem o matiz de minha poesia! Bom, né, bom dia!!! 

Eu queria

EU queria muito voltar a escrever, eu queria me envolver com a arte do desconhecido, decifrar as palavras do indizível e voltar a sonhar. Eu estava farta da sanidade dos adultos, vida tão certa e cheia de regras; eu queria aquarelas, eu queria navegar no fundo do oceano e vê outros planos... Eu precisava me apaixonar, não essas paixões que se encerram com sexo sem poesia. Eu queria o lampejo dos loucos, queria me entregar corpo a corpo a algo que me devote por inteiro: o texto! Mas eu tinha medo! E quando eu quisesse voltar? E se eu me apaixonar? E se o que parecia liberdade me aprisionasse?
O texto era o terreno da minha fantasia. Eu sabia até onde ela ia. Mas se o texto não terminasse? Se acabasse a minha arte? Jamais teria as respostas se eu não sucumbisse à vontade de escrever. Se eu não me entregasse a esse desejo instintivo, que me visita com a inconveniência de determinadas partidas; eu estava cansada de fechar a porta para meu convidado mais esperado, o verso raro que senta e toma café comigo, me fala sobre vida, destinos, não me oferece um presente material, mas desenha-me sempre na face um sorriso de menina do colegial.

Eu decidi sustentar essa vaidade, que viessem as consequências, adversidades. Porque o escritor é um sofredor, sofre todas as dores do mundo. Sofre porque recria a realidade, e na recriação, ele leva brilho nos olhos que é verdadeira emoção, chama que consome tudo que passa de importante e de vão. Eu quero ser essa chama, que clama, faz barulho, produz vida. Escrever, definitivamente, me envolvia! E o oxigênio dessa chama é VOCÊ.