jueves, 28 de octubre de 2010

Tarde de Verão

Era ele um sonho de tanto tempo
E o futuro traduzia-se presente
Havia um medo, um medo de repente
De tudo esvair-se lentamente...

Queria que fosse pra sempre
O aconchegante abraço, perene recomeço,
Mas é efêmero como todas as fantasias...
Tudo é válido por segundos de alegria?

Em paradoxo havia repudio e desejo
Da presença amada, forma encontrada
De em escala demorada adiar o prazer
Para senti-lo com mais intensidade...

Quanto mais material menos sentimento
Quanto mais material minam-se momentos
De criação... Que ficam não são declarações,
São lembranças de mais uma tarde de verão!!!

domingo, 24 de octubre de 2010

¿Cómo dejar de escribir?

Oh, mi amor, tantas veces intenté
Creí que mi sentimiento estaba en la escrita
Pero es más grave... Está en el alma!!!

Yo desesperada deseé parar
Casi provocaba accidentes conmigo
El lápiz, el papel mi segundo amigo,
Mi pulmón, mientras vos mi inspiración...

Dejar de escribir me traerá lágrimas
Conozco lo difícil que es conseguir
Pero te apoyaré, con el error se aprende
Por ti no desistí, tantas estrellas ví...

Tus metáforas, la Via Lactea...
Eres de gran preciosidad...
Alguien que trae tanta luz al mundo
Sólo es capaz porque tiene mucha luz
En si, ¿te acuerdas? No se olvida,
Te estimo mucho preciosa vida !!!

P.D: Deseo ver un manancial de escritos tuyos...
Hermanito, que tanto amooo, te cuidas!!!!!!

viernes, 22 de octubre de 2010

Um de gole de você pra mim

As verdades não se sustentam
O desejo de mantê-las é vencido
Traído pelo insuportável estado de solidão
Não se deseja a rima, tampouco recriação
O olvidar o anima, aniquila a decisão...

Quero a sorte de um amor tranqüilo
Amores tranqüilos não têm vida,
Amores tranqüilos não envenenam
Tampouco não sacam tristeza violenta
Por um gole de existir...

Se das estrelas caíssem racionalidades
Se dos céus despendesse a verdade
Que eu me apegasse e deixasse de ser seu
Mas não cai nada... Só adversidades

Nesse tempo que não passa – o seu e o meu!
Digo-me todos os dias que passará
Minto pra mim mesma, pois não se apaziguará
Ainda que eu creia que o eu deveria fazer...
Estar feito!!!

domingo, 17 de octubre de 2010

Te extraño

Y ahora que no más encuentro a vos
Pregunto a mí donde sacaré mi poesia
Como si no bastase el hecho de dejarme
Aún me lleva el aire mi preciosa ventanía!

Por un tiempo fue todo tan lindo la duda
La posibilidad de verte... pero ahora...
No hay nada, ni esperanza, ni alma...
Soy un destrozo, sin ti no me enamoro
De la vida, ni de mí misma...

Sus respuestas evasivas, sé del futuro
Pero me importa el presente, no tenerlo
Yo que tanto creo en el pasaje del agua
Pero esas tan heladas me cuestan a pasar

Adónde estás?! ‘Mi amor de plata y oro’,
Te valoro, te pongo arriba, sin disciplina
Cosa de quien ama, cosa de quien escribe
Cosa de quien cree en la fantasia, aunque
Las condiones sen lo más real posible...

martes, 12 de octubre de 2010

Canto à ausência



Fazia anos não tocava aquela música
Casais de mãos dadas e a impensada
Esperança assumia sem relevância
Momentos cruciais de mudanças...

A música tão conhecida, melodia,
Que durante anos foi nossa,
Eu emprestava a nossa canção
Ao seu novo coração...

Jamais reconheceria verdades
Em tão efêmero desejo
O que acreditei ser o melhor
Pra minha vida, não passou
De fugaz lampejo nesse lugarejo
Os versos pedem-me paz...

Consigo metamorfosear-me
Sou mulher, bicho, sou ave
Sou qualquer coisa para entender-te
E conhecer a mim, estimável querubim...
“ A vida continua...”

sábado, 9 de octubre de 2010

Chuva ou sol!?

É preciso saber perder-se quando queremos aprender algo das coisas que nós próprios não somos. Friederich Niestche

Foram tantas vezes que afirmei ser definitivo... E registrei tal decisão com o peito partido, pois a sensação de haver perdido algo que nunca me foi pertencido lastimava meu peito. Ocorre que hoje nada me dói. Acho mesmo que essa constatação resulta de vivências várias. Aprendi num filme que o exercício de desapego deve ser feito de modo a substituir os insistentes pensamentos da pessoa desejada, por pensamentos de luz para mesma. E assim desejo, fielmente, que Deus o proteja muitíssimo. Afinal, a vida continua.

Não acho que foi errado ter promovido um encontro após quatro anos, para constatar que ele segue sem querer-me. Ao contrário, se antes me alimentava de ilusão, hoje de fatos. E se tudo que vivemos resulta em experiências, creio que muito aprendi com essa – disciplina na escrita, fantasias, leituras, sonhos. Mas hoje entendo que preciso sonhar mais... Daí comecei a ocupar os espaços de minha mente com outras coisas. Voltei pro inglês, matriculei-me na academia, investi nas aulas de dança, enfim... A vida continua.

Sempre fui muito intuitiva, meu sexto sentido quase nunca falha. Eu acho que ele gosta de mim. Mas o verbo achar nunca teve lá consistência, por isso tô indo nessa. Eu podia torcer pra que no próximo ‘encontro’ fosse minha vez de dizer não. Mas, torço que o desapego seja de uma vez. Una vez que se vaya, que vaya para siempre... Ele consegue fazer-me silenciar ainda sem saber... Quando vejo tamanha alegria dele com sua amada, qualquer fantasia se desfaz... Como da última vez que quase o esqueci!!! Pensamentos de luz...

E fazendo a releitura de Nietsche verifico que me “perderia’ de novo se fosse preciso. Em nenhum momento histórico, aprendi mais sobre mim mesma que no instante dessa ilusão. Logo nada foi perdido! E os fatos revelam que todas as circunstâncias de adversidade foram válidas nessa caminhada. Pensamentos de luz. E estou segura, que amanhã os raios de sol terão outras cores aos meus olhos... Como diriam os mestres... Dê-se uma nova oportunidade... E aqui estou, sol ou tempestades é sempre momento de aprendizagem!!! Qual a próxima ilusão?! Chuva de verão!!!

viernes, 1 de octubre de 2010

Passo a Passo

Poderia sentir muito pelo tempo
Pela espera, pela crença, desfazer
De esperanças...

Mas aprendi a tirar aprendizado
Das coisas... Sei que com o tempo
Se aprende, talvez, não para o agora
O presente, mas para as vindouras experiências
E assim ... Nada é perdido! Equilíbrio.

Com as cartas aprendi a expressar-me
Deliciei-me na mesa de escritor...
Com a dor me tornei mais humilde
Com o amor, ainda não sei...
Tempo ....

A vaidade aperta o peito
As lágrimas ardem os olhos
Sentimentos vis... Cultive a mim!
Lembre-se quem crê em mim
Nunca está sozinho... Penso no Cristo
Oxigeno minha alma! Tudo passa...