Tarde de Verão
Era ele um sonho de tanto tempo
E o futuro traduzia-se presente
Havia um medo, um medo de repente
De tudo esvair-se lentamente...
Queria que fosse pra sempre
O aconchegante abraço, perene recomeço,
Mas é efêmero como todas as fantasias...
Tudo é válido por segundos de alegria?
Em paradoxo havia repudio e desejo
Da presença amada, forma encontrada
De em escala demorada adiar o prazer
Para senti-lo com mais intensidade...
Quanto mais material menos sentimento
Quanto mais material minam-se momentos
De criação... Que ficam não são declarações,
São lembranças de mais uma tarde de verão!!!


