lunes, 30 de septiembre de 2013



Bismarck costumava reunir-se com seus amigos em fim de tarde – muito vinho e muita comida eles falavam das meninas e das formas de conquistá-las – presentes, palavras. Bismarck, vaidoso, embora afirmasse veementemente não ser muito bom em galanteios, dava aula para o grupo inteiro de como cortejar. E todos assistiam sem piscar os passos daquele que, sem embaraços, dizia nunca se apaixonar. Bismarck era divertido, porque, realmente, nem era preciso versificar, fazer serenatas, ele tinha uns olhos que as moças em olhar o mandavam cartas.

No reino de Pau da Lima, Adriana sentia os efeitos mágicos de amor por Bismarck. E pensava estratégias de vê-lo. Impossível, pois esse rei nem comparecia direito no reino, e quando acontecia Adriana estava ajudando sua ama nos afazeres domésticos. Até que pensou que, se ela pudesse chegar perto dele, ele a veria e em intensidade sua fantasia se realizaria. Chamou a sua amiga e juntas prepararam a velha embarcação. Ela se vestiria de homem, se faria amiga dele e viveria um deleite em compartilhar preciosos momentos.

Era tarde, estava muito cansada quando chegou ao Reino Bismarck. Hospedou-se numa pensão de beira de estrada. Colocou a calça mais usada, prendeu os cabelos, colocou o chapéu e foi conversar com o rei. Para sua surpresa, Bismarck contava para os amigos o acontecido no dia anterior. Ria-se em demasiado com o divertido fato de uma princesa de Pau da Lima devotar-lhe amor. E os amigos gozaram em voz alta – como poderás, meu caro, apresentar a qualquer pessoa séria, da nossa nobre esfera, uma princesa do pau? Será sensacional quem ouvir não deixará de rir de ti por muito tempo... Adriana ouviu as piadas com pouco contento, achava mesmo uma perda de tempo ter vindo até ali...

Na manhã seguinte, ainda não muito certa de querer vê-lo, decidiu guardar a última lembrança. Encontrou Bismarck e ambos passaram toda manhã conversando. Ele sabendo que ela era Fernando, pois assim se apresentou. Foi como se houvesse uma conexão de muito tempo. Bismarck achou bacana aquele camarada e, um tanto inocente, pois não tinha muitas histórias de envolvimento com as meninas. E por ser o “expert” nisso decidiu ensiná-lo...

Adriana, ou Fernando ouviu tudo com entusiasmado. E, à medida que falavam mais tinha “papo”. E os companheiros de Bismarck começaram a achar muito estranho, essa excessiva amizade dele com Fernando. Isso porque eles não mais se desgrudavam, falavam do grão de feijão às guerras que se anunciavam. E as suspeitas cresciam e até o Bismarck começou a sentir medo. É que, às vezes, enquanto conversava sentia-se meio perdido nas palavras e no negro olhar do amigo. Era um negro que o absorvia e ele até diria sentir um calor quando estava perto dele, se não lhe parecesse poesia.

E o rei muito “macho”, que jamais se apaixonaria vivia uma estranha sensação em sua vida. Estar com Fernando lhe conferia uma certa sensação de completude, ele o entendia, lhe inspirava virtudes e o dava uma vontade de estar perto. Bismarck sentia medo. E como o medo indica que o corpo está em perigo – perguntava-se - que sinto por esse menino? E a fada voltara e contara: - Fernando não és quem tu pensas! Descobre tua face e te sentirás perdido, quando parecer encontrado! Bismarck sentia-se desolado. Estaria sendo traído? Insistiu, mas a fada havia partido. No dia seguinte, ao aproximar-se de Fernando, queria matá-lo, mas uma vez aquele olhar, aquela voz, a forma que ele suspirava quando parecia buscar as palavras certas...

Muito perto de Fernando, Bismarck foi se aproximando, na exigência de uma verdade que nunca teria; como em efeito de cólera, Bismarck queria lutar com Fernando, quando este tirou o pano da face que o recobria e disse – Perdoe-me, Bismarck, sou eu Adriana, sua poetisa! Bismarck sorriu e disse - tamanha surpresa eu nem queria! Agora, veja, eu sentindo-me atraído por Fernando, quando sem engano era você... A princesa do Pau? Ou de Pau da Lima?
Bem... Parece continuar sendo uma infeliz rima esses últimos acontecimentos! Adriana, deixe-me descansar! Sinto-me meio perdido! Eu poderia dar tudo como resolvido em outro capítulo, pois tudo que tenho a dizer-te, aqui, me é proibido!!!!!!


    

domingo, 29 de septiembre de 2013

Uma história muito antiga conta que...

No reino de Pau da Lima, vivia uma bela menina conhecida por todos como Adriana. Neste reino, pouco se sabia sobre os príncipes e princesas. Conta-se que, num tempo muito distante, o rei Bismarck havia declarado guerra contra o rei de Pau da Lima e dizimou todas as famílias. Essa era a história contada. Uma fada, no seu mágico afazer, decidiu contar para o rei Bismarck que nem todos vieram a morrer naquele trágico acontecimento ocorrido há tantos anos. Rei Bismarck, vaidoso por excelência, riu da inocência da fada e pediu que ela não mais o incomodasse. Ao passo que no reinado de Pau da Lima, a doce menina apenas conhecida como Adriana seguia conquistando a todos com sua simpatia. Não era mais uma menina e sim uma mocinha. Além da beleza, saltitante aos olhos de qualquer observador, Adriana tinha a música do amor em seu olhar, na sua forma de organizar as palavras. Ela não só seduzia, ela encantava! Da família de Adriana pouco se sabia, diziam as más línguas que ela era filha do rei de Pau da Lima, morta pela ação de Bismarck. Então, ela cresceu com o ódio em seu peito por esse rei que nem chegou a conhecer direito e com a certeza de que vingaria essa ação. Coisas do coração...

A fada, chateada com a indiferença de Bismarck, decidiu aprontar-lhe uma... Colocou nos olhos de Adriana, enquanto dormia, notas de poesia, para que, quando ela despertasse se deparasse com o azul do olhar de Bismarck e se perdesse nesse oásis indistintamente, por acreditar veementemente que este olhar era seu universo. Adriana acordou e, curiosamente, chamou Bismarck de Amor. Bismarck, arrogante, achou insolente o chamado daquela menina do Reinado de Pau da Lima a denomina-lo de AMOR. Rei Bismarck convocou seus súditos e pediu para afastá-la. - Menina de Pau da Lima que pobre rima na vida de um rei, pensava Bismarck. No reinado de Pau da Lima, a menina já tinha a sua identidade revelada, era a princesa das palavras, filha mais nova do rei de Pau da Lima. Encantou poetas, músicos com suas trovas; seus cabelos, não dourados como convém às princesas, mas negros como a noite e extremamente cacheados. Até Caetano, ícone musical desse reino, cantou pra ela “debaixo dos caracóis dos seus cabelos...”. 

Adriana ainda estava sob o encantamento da fada; Bismarck com a arrogância que o caracterizava e a fada voltava ou voltaria para desfazer a fantasia e permitir que o destino se cumprisse... Ao passo que aquela menina, agora princesa, tinha alguma coisa que o invadia, suas emoções não o obedeciam. Ora, que difícil seria admitir que sua arrogância estava cedendo. O rei vaidoso não sabia bem o que estava acontecendo. Ia sentindo-se “encantadinho” por aquela princesa de estonteante beleza de corpo e de alma. Entregar-se a ela era qualquer coisa insensata que ele resistiria como resistem os reis. Só não sabia até quando, pois a história ainda não tinha terminado, que há são boatos da boca do povo: O rei vaidoso e a princesa de Pau da Lima. A fada voltaria para contar mais um capítulo dessa breve historinha!

   

martes, 17 de septiembre de 2013

Eu não mais insistiria até porque “esmola não é amor”, tradução vulgar de uma música em espanhol. Eu amo em ti a poesia. A poesia que aprendi a ver no outro o que há em mim... “porque Narciso acha feio o que não é espelho...”. E, quando, curiosamente, surgem esses muchachos, achando que podem comprar-me com o barato de suas riquezas, pergunto – tens poesia? É divertido. Nesses instantes, em que parece que a riqueza não os salva, titubeiam nas palavras e me oferecem um vago eu te amo! Embora poeta, eu te amo não é amor. Amor pra mim está nas palavras não ditas... Nas em ações implícitas do cotidiano. Semana passada, um amigo meu, conforme diz ele, ficou de cara, quando comentei onde residia meu encantamento por ti... “velho, não é nem por algo que ele fez por ti?”. Não, não era! Seria fácil, impressionar alguém que se deseja no enamoramento. Eu te li nas entrelinhas o tempo inteiro. E nessa leitura me vi, espécie de amor narcísico, entende? E o que estabelece nossa intimidade, não hesites, não foi nem amizade estabelecida em tal encontro, mas a identidade de poeta, que fez com que eu o inserisse na esfera dos meus.  Seguramente, sem a poesia, eu te veria com o estranhamento que me vês ...  Nesse desaforado processo de procurar-te depois de tanto tempo. E desejar que acreditasses em palavras, a meu ver, sem fundamento... Bem, se sentir vontade de escrever algum fundamento tinha e eu obedecia aos comandos... E às vezes parece que seria capaz de escrever um livro só olhando pra essa representação que tenho de ti, ou de mim mesma?  Você era aperitivo, sobremesa, ou qualquer onda que refrata... Conversar com você é tentativa de recuperar o infinito, é vago, impreciso... E eu sabia disso, talvez, por isso, minha poesia se enveredasse nesse exercício de tarde que nunca termina, porque assim é a vida... Tarde eterna. Esfera dos que insistem. E se não é amor, combustível de quem vive, é qualquer música que nos estimula a continuar vivendo. Comecei a escrever pra dizer que não mais escreveria... Bom, fui incoerente com o que eu queria. Quem sabe depois de sábado, meu aniversário, eu consiga... (rs) Bom dia!

domingo, 15 de septiembre de 2013

Entre o tempo perdido na hesitação de escrever ou não, eu preferia a primeira opção. Havia algumas coisas pra contar... E como dizia a peça que vi ontem “pior do que tá não pode ficar”. Você já não me tem em sua lista de contatos, não se comunica comigo, pensando bem qual mesmo seria o prejuízo???? Ah... Um dos meus amigos diria – você fica se expondo!!! Ah, esse  tipo de exposição me comprazia... Na verdade, você nem me conhecia... Isso me garantia um certo “ocultamento” na multidão...

Pois, então, ontem, me raptaram pra um passeio ao cinema e, no meio do caminho, a programação foi mudada. Por que te conto de forma pausada? Para que vejas, o que faz o destino! A peça era uma comédia romântica. Coisa que não vejo, já que a parte direita do meu cérebro, parte da imaginação e criação, é por mais desenvolvida, então prefiro ver coisas mais comedidas. O nome do espetáculo era “O amor de Clotilde por um certo Leandro Dantas”, história do século XIX, acontecida no Recife, com valores e costumes da época. Tipo um musical, feito Mouling Rouge, sabe? Esqueci de dizer – o príncipe era sua cara –  um pouco mais alto, mais forte e tinha a voz mais grave. Ah, eu suspirei...

No final do espetáculo, aquelas atualizações básicas de amigos. Todos rindo dizendo que a peça foi feita pra mim – a bela Clotilde, tão romântica como a bela Adriana. E não sabia eu que essa seria a chama para as críticas vindouras, quando decidi dizer – que quem eu quero não me quer. Ah, era muito difícil pra eles compreender! “QUEM VOCÊ QUER, ADRIANA?”. Os adjetivos foram apresentados em gradação...  maluca estava na base do gráfico...E como eles insistiram muito preu não mais te procurar, preu orientar minha poesia,  preu não oferecer  meu lirismo a qualquer desconhecido que me aparecia.  Inútil explicar que não era – qualquer!!! Era O DESCONHECIDO!!!E aquela conversa toda me produzia uma sensação diferente, eu sabia que ia te procurar, porque eu sou ao revés, se eles me dissessem PROCURE-O! INSISTA, NÃO DESISTA, provavelmente, essa ideia teria deixado de ser interessante, mas...

A ordem dada me fazia vencer minha vaidade. Porque o que eles não entendiam é que gosto da conquista, prática em desuso em nosso tempo, em que tudo é tão delivery... Eu gostava de cantar-te, de escolher as palavras mais bonitas, de pintar-te ou fazer-te brisa. Porque isso, pra mim, é poesia. O fato de conhecer os processos químicos e biológicos que atuam nessas configurações, não esfumava, pelo menos eu tentava, minha forma de sentir.  Embora eu lembrasse duas frases ditas por você nos últimos encontros, eu sentia  uma vontade, odiável ,porque a escrita é uma luta constante, de te escrever. Ah, a frase? Você quer saber?
“-  puxa, dá uma raiva, a gente sai com as mulheres uma vez, e elas dizem que estão apaixonadas...”
E a última foi “ eu sou tão vingativo...”.

Bem, vingativa eu não sou não, mas era notória a briga de egos aí nessa história. Coisa de filho único eu sabia... Eu te escreveria até o meu desejo passar, ou até você me mandar parar...  A psicologia diz que o desejo se desloca, se eu tivesse dito tudo isso, quando te conheci, podia até me passar por mais uma dessas mulheres que você diz apaixonar-se por ti, mas o desejo já teria se realizado e, consequentemente, se deslocado.

Eu poderia até dar prazos de validade a esse devaneio a la Clotilde, ôh, a la Adriana. Podia destacar que, se você não me ligar no meu aniversário, próximo sábado, estamos, definitivamente, de relações cortadas. Excluo telefone. Mas isso tudo é bobagem. Eu acho tão especial ter alguém pra poetizar. Nunca consegui viver sem essas entidades, que me inspiram, mas é uma de cada vez. E quando passa fica tudo tão insosso, que me certifico o quanto foi bom ter insistido. Amanhã tudo isso será apenas eletrônico lixo...  E seria uma economia desnecessária – deixar de dizer essas palavras! Por isso, na hesitação entre escrever ou não, fico com primeira opção! (rs) bjão,

viernes, 13 de septiembre de 2013


Nada se compara a uma sexta-feira,
Sexta tem emoção, tem motivação, tem saliva,
Sexta se insurge em nós como estupenda notícia
Ainda que não façamos nada, fiquemos apenas em casa
Dormindo ou analisando redação!
Sexta-feira é comoção dos sentidos
Sexta é uma notícia boa aos ouvidos,
Sexta tem leveza como nenhum outro dia,
Ah, sexta é melodia melhor do que sábado, domingo...
Se você ainda não percebeu sexta é o princípio de tudo,
Oxalá, a vida o mundo fossem só uma...
SEXTA-FEIRA!!!!!!!!!

jueves, 12 de septiembre de 2013

Eu precisava te escrever!
Precisava te contar o quanto eu estava bem e confiante.
Meus vários pólos... Se a tristeza era a morte, a alegria era a vida em grau maior!
Eu estava feliz com os raios de inteligência que figuravam em meu imaginário!
Eu gostava da poesia e a achava bonita! Mas essa arte fazia-me sentir submissa!
E eu até poderia – em algum momento!
Não nesse. Sabe que é. Eu já me apaixonei muitas vezes pelo vento.
E hoje isso era muito exaustivo, sobretudo quando não há tamanha luminosidade na fonte.
Sabe que é? Quando a poesia vier, e eu sentir aquela sensação de registrar:
Eu vou escrever, a fim de atender o meu desejo
Até porque vejo nele o poético lampejo!
Mas aquela vassalagem de escrever todos os dias, eu não podia!
Baixar a cabeça depois de tão longo caminho percorrido?
Era viver entorpecido. E eu não precisava mais me entorpecer...
Eu era capaz de ver minha face, reconhecer minhas qualidades
E, de verdade, um pouco sem vontade de “bajular”.
Eu precisava te escrever,
Eu precisava te contar que o apaixonamento tinha desaparecido,
Foi um delírio – característico desse povo que escreve...


Adriana Costa ( 12 de setembro de 2013)

Vontades, vontades, vontades...
Vontade de sentar e escrever,
Vontade de me envolver com pessoas proibidas...
Casadas? Não...
Gente que vive uma louca vida!
Mas falta-me coragem...
Na verdade, viver se desvela pra mim como lance luminoso
Perigoso, perigoso...
E por faltar coragem, me abstraio
Mas eu queria aprender a viver
Me entregar e assumir consequências...
Enquanto isso não acontece fico na penitência
Do verso arrependido, do que não deveria ter sido dito
Do encantamento a distancia que sem relevância
É loucura absoluta! E que causa curioso riso
no semblante de qualquer andarilho que sonda
minha pretensa “normalidade”!

miércoles, 11 de septiembre de 2013

Mandala - Jorge Vercilo

domingo, 8 de septiembre de 2013

Desejo-te uma semana de luz
ritmo
mto ritmo
para que as batucadas de tua arte atinjam muitos corações
e quem esteja lá..............
do outro lado de um canto que vc naum possa ver, possa se enternecer com sua cantiga
que ecoa pelos varios cantos do mund

Mal estar da civilização - Freud

"Outra técnica para afastar o sofrimento reside no emprego dos deslocamentos
de libido que nosso aparelho mental possibilita e através dos quais sua função ganha
tanta flexibilidade. A tarefa aqui consiste em reorientar os objetivos instintivos de
maneira que eludam a frustração do mundo externo. Para isso, ela conta com a
assistência da sublimação dos instintos. Obtém-se o máximo quando se consegue
intensificar suficientemente a produção de prazer a partir das fontes do trabalho
psíquico e intelectual. Quando isso acontece, o destino pouco pode fazer contra nós.
Uma satisfação desse tipo, como, por exemplo, a alegria do artista em criar, em dar
corpo às suas fantasias, ou a do cientista em solucionar problemas ou descobrir
verdades, possui uma qualidade especial que, sem dúvida, um dia poderemos
caracterizar em termos metapsicológicos. Atualmente, apenas de forma figurada
podemos dizer que tais satisfações parecem ‘mais refinadas e mais altas’. Contudo,
sua intensidade se revela muito tênue quando comparada com a que se origina da
satisfação de impulsos instintivos grosseiros e primários; ela não convulsiona o nosso
ser físico. E o ponto fraco desse método reside em não ser geralmente aplicável, de
uma vez que só é acessível a poucas pessoas. Pressupõe a posse de dotes e disposições
especiais que, para qualquer fim prático, estão longe de serem comuns. E mesmo para
os poucos que os possuem, o método não proporciona uma proteção completa contra o
sofrimento. Não cria uma armadura impenetrável contra as investidas do destino e
habitualmente falha quando a fonte do sofrimento é o próprio corpo da
pessoa.Enquanto esse procedimento já mostra claramente uma intenção de nos tornar
independentes do mundo externo pela busca da satisfação em processos psíquicos
internos, o procedimento seguinte apresenta esses aspectos de modo ainda mais
intenso. Nele, a distensão do vínculo com a realidade vai mais longe; a satisfação é
obtida através de ilusões, reconhecidas como tais, sem que se verifique permissão para
que a discrepância entre elas e a realidade interfira na sua fruição. A região onde
essas ilusões se originam é a vida da imaginação; na época em que o desenvolvimento
do senso de realidade se efetuou, essa região foi expressamente isentada das exigências
do teste de realidade e posta de lado a fim de realizar desejos difíceis de serem levados
a termo. À frente das satisfações obtidas através da fantasia ergue-se a fruição das
obras de arte, fruição que, por intermédio do artista, é tornada acessível inclusive
àqueles que não são criadores. As pessoas receptivas à influência da arte não lhe
podem atribuir um valor alto demais como fonte de prazer e consolação na vida. Não
obstante, a suave narcose a que a arte nos induz, não faz mais do que ocasionar um
afastamento passageiro das pressões das necessidades vitais, não sendo
suficientemente forte para nos levar a esquecer a aflição real.
 Um outro processo opera de modo mais energético e completo".

sábado, 7 de septiembre de 2013

De repente, o ‘príncipe virou um chato!
Eu não gostava mais do príncipe.
é muito decepcionante para uma fã descobri um tonto
sob a pele de herói...

snif.........

Me deixe,viu?! Ser seduzido?! Pra ser seduzido é preciso que haja duas coisas: um que tenha coragem e outro que tenha maturidade!!! Quando falta um dos desses componentes, o jogo fica insosso. Mas cada caso é um caso. Nem sei de tuas histórias – e declaro seduzi-lo?! Se és casado, namorado, ou comprometido... Como dizem por aí, assim pra mim, “não bate onda”. Arrependida pelas últimas escritas? Nada.... Escrita, ou poesia, é minha cápsula proibida. E por essa razão de sê-la, quando a consumo tudo explode em mim... Olhar esfuziante, sorriso radiante, conforme te falei todo mundo nota... Quinta, recebi um convite real de uma escritora do mercado para publicar um texto no livro dela. Ademais, os amigos, e conhecidos, brigam veementemente comigo, quando abandono meus escritos. Dizem que sem poesia sou muito chata (racional demais) ao passo que aqueles que pouco me conhecem apenas citam – estás diferente, teus olhos não estão brilhando... E ainda que professores diversos já tenham tentado me ensinar outras formas de criar, sem essa dependência de minha fonte inspiradora, não consigo... E, por isso, prefiro silenciar a minha arte. Afinal, eu também sou vaidosa... E, indubitavelmente, sabia que se minha poesia não suscitava o efeito que eu queria - além de notável falta de coragem, outra coisa havia... E daí, eu pensava que ou meu eu lírico se equivocou, isso acontece, em captar ondas comuns, como as que há em qualquer festa noturna ou diurna regada de muita cachaça e as transformou em fogos de artifício em minhas memórias, ou era óbvio – poesia também tem prazo de validade e a nossa havia se esgotado! Bem, mas, se essa era minha cápsula proibida, não podia eu declarar uma despedida, no dia em que a excitação vencer as barreiras de minha razão aqui estarei de novo, para declarar o que nunca h-o-u-v-e........

jueves, 5 de septiembre de 2013

miércoles, 4 de septiembre de 2013

Não me ocorreu nenhum verso, por isso hoje não te escrevi. Ocorreram-me lembranças do dia em que te vi, a nossa graça de criança em noite de festa, cumplicidade encontrada no olhar desconhecido com o sabor de vivências antigas... Enigmática a vida. Apresentação com gosto de reencontro.  E, desde aquela noite, eu olho pra ti não com vaga lembrança, mas com saudade de infância. Do tempo em que corríamos por jardins tão especiais para mim, que em falar fragmenta a beleza. É que tua lembrança me arrebata feito correnteza de tantas coisas bonitas... Que não sei dizer! Daí, Clarice Lispector dizer que há coisas que ela prefere não entender, pois tem medo de ao entendê-las deixar de sentir. Não sei por que ando dissertando por aqui... E acredite – pode até ter o intuito de te seduzir- conforme eu disse outro dia. Mas era uma melodia não ensaiada. Tua lembrança, literalmente, me invadia e me inundava de um gosto do novo, do porvir, e tinha a cor do céu de anil. O gosto era esse, porque pareceria imbecil confessar meu delírio ao identificar naquela noite – o beijo com gosto de poesia. E você me confessar no dia seguinte que escrevia...
Mas isso já era tonteria demais pra um só dia! Descansa! É isso que também digo aos meus pensamentos, quando eles insistem em te ver, só pra reviver, naqueles penetrantes olhos, simplórios instantes de prazer por razões que nunca soube dizer...
Começava a me perder naquela comunicação, poeta e poesia se confundiam e isso me tirava do meu lugar de escritora. Mas, por hoje, podia... Essa escrita nos pertencia, porque o texto é nosso!

Saudadesssss, com gosto de até logo!!!!!

martes, 3 de septiembre de 2013

Ahhhhhh, ele respondeu!!!
Ele respondeuuuu, ele respondeuuuuu!!!
Que perfeitoooooooooooo!!!!!
A resposta dele o tirava do território lunar, campo estrelar, que o constituía, e o devolvia ao plano terreno, onde ela, a poeta, o conheceu... E o peito enterneceu por tantas estações... A resposta dele era qualquer coisa que dava vida às lembranças e bailava como possível sugestão. Ele afirmava ser fã das composições dela. E ela queria o impossível. Sentia-se atraída por esses idílios... Desejava, a poeta, seduzir seu leitor. Que esplendor seria o leitor seduzido pela poesia ou poetisa? Poesia que suprimia sua respiração, embalava seus sonhos vãos, em agradável cantiga de ninar ou de se enamorar... Dependia da página aberta! Nessa esfera, eu seria repetitiva – eu gostava da sua poesia, da sua natureza viva, que tornava a minha vida mais colorida.

Te deixo um enorme beijo em sua alma se é que ela pode ser tocada...

hoje, não sabia que escrever...
O corpo exausto da energia gasta ontem,
artigos, análises de papéis, sorrisos (isso me é exigido em meu ofício)
desafios vários, o corpo à noite sentia-se embriagado - de cansaço?
Não! De sentir-se renovado com tua lembrança!
Corri à noite na orla, ahhh quanto tempo não fazia isso...
Era como se pudesse ver o sol do infinito, embora o sol renascesse em minha alma. Eu estava feliz! Porque o exercício de olhar pro que a gente quer é renovador... E como sabemos que a vida não é linear e não obedece à lógica... Eu não podia reprimir o meu desejo de estar aqui!
Que era mais lógico, senhor historiador? Indagar profundamente as causas da corrupção no Brasil? Investigar a alta do dólar? A seca no nordeste? Eu ando farta! E é na tua palavra calada ou em tua lembrança barulhenta que a vida se esquenta no movimento sensual exigido no cotidiano! Era nessa loucura indecifrada que eu encontrava no oásis das palavras razões para criar. Einstein dizia que a mente que se abre pra uma nova ideia nunca mais  volta ao mesmo tamanho. Pensar em você me abre o infinito...  não sabia se meus textos eram lidos, mas era preciso acreditar nisso pra encontrar a inspiração e seguir vivendo com a graça e ousadia prescritas pela vida!!!!

Eu gosto de você só porque existes... E porque vi poesia em movimentos
que não estavam nas palavras... Vi poesia nos dois extremos da vida desenhados por ti - infância (Pablito) e os avós. nesse interlugar, fiquei em encantamento... Mas isso vc já conhece!!!
te deixo grande beijo, hoje faltou-me inspiração... Mas escrevi porque esse exercício mantém vivo meu sorriso da face e acesas chamas que, se não acendem nossos corpos, aquecem o universo... beiiijosss, com gosto de que te espero...

lunes, 2 de septiembre de 2013

Se a escolha das palavras era zelosa, pois era importante a comunicação com o Poeta, cuidado maior era para não enfadá-lo! Provocma-me efeito raro esses instantes... Tua lembrança suscita-me a contemplação do belo!E como eu explicaria? Senão no reino da fantasia? Eu não podia... Sei que eu produzia com tua lembrança, tua lembrança é alumbramento em minha alma, e qualquer palavra faz-se desnecessária diante dela. Freud me dizia que eu tinha que obedecer o meu desejo. E, por isso, eu escrevia... E você jamais entenderia, como eu também não, o brilho que assumia o meu olhar, quando me envolvia com essa coisa de poesia... Também não tenho explicações e por não tê-las, eu aproveito esse devaneio de tê-lo nas lembranças! Embora ache que aquele impulso primeiro não terá sido apenas devaneio..Mas isso só o tempo dirá. Pra tua semana começar, desejo-te a intensidade singela de setembro, cores, flores, é um novo tempo!

domingo, 1 de septiembre de 2013

A palavra me surgia como acontecimento inusitado. Inspirada pelas teorias de Freud e Jung eu me enchia de disposição para realizar o meu desejo. E o que era meu desejo? Era tornar real uma ilusão capturada por meu olhar. Ocorre que para tal realização eu dependia do outro. Eu tinha que passar por cima de minha vaidade, ainda crendo que esse grande outro não era merecedor de tudo isso!
As leituras me permitiam perceber que o meu desejo se sobrepunha ao que outro pensasse. Embora fossem conhecidas as tantas razões do outro dizer não, já tinha aprendido o pouco valor dessas respostas a longo prazo. Valia, nesse momento de estudo, a percepção de que meu corpo assumia diferente energia e disposição para o trabalho ao falar com o garoto (metido, exibido, indiferente). Escrever para ele, minha forma de comunicação, devolvia-me a disposição para estudar e estimulava a trabalhar vorazmente em práticas que geralmente eu odiava. Isso me inquietava.
Lia um material que mostrava a o estímulo neuronal que a ideia de um amor promove dos olhos ao cérebro. Feito um adicto, a sensação da lembrança acionada em algum gesto do outro, se plasma como um desejo que insiste em realizar. Daí, vale lembrar do amor espiritual  e do amor sexual. O primeiro faz referência ao sentimento de belo e, dificilmente, encontra realização no sexo.
Daí, eu começava entender porque ele era tão especial (singelo) para mim. A primeira vez que o vi, aqueles olhos (azuis ou verdes?) era noite, me conduziram para outro tempo, quando ele me disse que era poeta. Eu não conseguia acreditar na casualidade que nos uniu. Eu quem descobri – no sabor do beijo, o sabor de poesia! E, embora o tempo tenha passado era sempre uma epifania reviver aquele momento.

A lembrança real dele era quase esmaecida em meus pensamentos, apenas um conceito volitivo de beleza. Mas, a sua natureza era algo assim de todo especial. Ainda pertencendo à condição cosmopolita, eu queria buscá-lo. Intento de alcançar o vento. Mas isso me alimentava. E, feito plástica, rejuvenescia minha pele, atraía outros olhares. Essa era minha forma (estranha) de sentir-me amada e que venho praticando há anos, sem teoria nem nada. Mas Freud diz que a vida é o que é o é. E cada neurótico encontra a sua forma de enfrentar a vida – de frente – como ela é! essa é a minha!  

Setembro tem um quê pra lá de especial! A cor, o calor... Dia da Árvore, Dia da Primavera... Me sinto assim meio envaidecida e prolixa por todos os anos dizer a mesma coisa... Mas é meu mês preferido, quiçá por neste eu ter nascido... Um mês que me brinda com lembranças pra lá de coloridas que se fazem eternas pra vida! Ah, ainda é o mês da bíblia! Que venha setembro............